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sábado, 10 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, São Salvador da Aramenha, Lenda da Cova da Moura, Marvão, a eterna saudade do amado



Em tempos que já lá vão, em vésperas da manhã de S. João, chegou à porta duma mulher, que morava perto da Cova da Moura, um homem que lhe pediu pousada.
Como a mulher lha cedesse, depois de cear, pendurou o bornal que trazia numa estaca de madeira na parede interior da chaminé, foi deitar-se, e logo adormeceu.
O mesmo não sucedeu à dona da casa que, cheia de curiosidade, logo que a ocasião lho permitiu, levantou-se e foi abrir o bornal. Como nele estavam três bolos, quis prová-los, cortou um, tendo o cuidado de o pôr sob os outros. À madrugada o cavaleiro levantou-se, pegou no bornal, e dirigiu-se à Cova da Moura onde estavam três irmãs encantadas.
À primeira deu-lhe um bolo que se transformou num cavalo, que partiu a galope levando-a para a Mourama.
À segunda aconteceu o mesmo que à primeira, e à terceira, cheio de surpresa, deu-lhe o bolo partido que se transformou num cavalo coxo que a não pode levar com rapidez antes do sol nascer para junto das irmãs, e por isso ali ficou eternamente encantada, esperando em cada manhã de S. João o cavaleiro que nunca mais apareceu!...
Fonte: Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia do Porto da Espada Viseu, Junta Distrital de Portalegre, 1979, p. 25Foto: http://wwwaguia.blogspot.pt/2007_09_01_archive.HTML
 
Bom Dia Alentejo!
 

 

 

sábado, 3 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, São Salvador da Aramenha, a Lenda da Cova da Moura, Marvão, a uma terra a um encanto

 
 
Em tempos que já lá vão, em vésperas da manhã de S. João, chegou à porta duma mulher, que morava perto da Cova da Moura, um homem que lhe pediu pousada.
Como a mulher lha cedesse, depois de cear, pendurou o bornal que trazia numa estaca de madeira na parede interior da chaminé, foi deitar-se, e logo adormeceu.
O mesmo não sucedeu à dona da casa que, cheia de curiosidade, logo que a ocasião lho permitiu, levantou-se e foi abrir o bornal. Como nele estavam três bolos, quis prová-los, cortou um, tendo o cuidado de o pôr sob os outros. À madrugada o cavaleiro levantou-se, pegou no bornal, e dirigiu-se à Cova da Moura onde estavam três irmãs encantadas.
À primeira deu-lhe um bolo que se transformou num cavalo, que partiu a galope levando-a para a Mourama.
À segunda aconteceu o mesmo que à primeira, e à terceira, cheio de surpresa, deu-lhe o bolo partido que se transformou num cavalo coxo que a não pode levar com rapidez antes do sol nascer para junto das irmãs, e por isso ali ficou eternamente encantada, esperando em cada manhã de S. João o cavaleiro que nunca mais apareceu!...
 
Fonte: TRANSMONTANO, Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia do Porto da Espada Viseu, Junta Distrital de Portalegre, 1979 , p. 25
 
Bom Dia Alentejo!


quinta-feira, 13 de março de 2014

Bom Dia Alentejo, Fortaleza de Aramenha, Cidade Romana de Ammaia, a luz do dia viva, que brilhante passado

 
São Salvador da Aramenha, amigos meus do mundo, é uma freguesia portuguesa do concelho de Marvão. É aqui neste Alto Alentejo. É aqui neste Alentejo do Norte. Um lugar a ser visitado, o coração ao alto, para quem gosta de encontrar Romanos nos tempos modernos e viajar até ao útero da mãe…
Nesta pequena postagem, vos levarei subjectivamente, a uma fortaleza, à Fortaleza de Aramenha, não sabendo se a dita, a ela se chama actualmente e no presente, Cidade romana da Ammaia.
A fonte, onde bebi pequeno texto, foi no Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, do general João de Almeida, ano de 1945.
Mas penso que sim, amigos meus, “ … trazida das ruínas da cidade romana que se encontra em São Salvador da Aramenha, perto de Marvão, a qual é hoje comummente aceite com sendo a Ammaia romana referida em várias fontes históricas”.
 

No cimo de um pequeno outeiro, cota de 525 m., que se levanta no sopé da vertente leste do Monte das Malhadas, a cavaleiro da margem esquerda do rio Sever, junto da povoação de S. Salvador de Aramenha, a 3,5 Km. a su-sudoeste da fortaleza de Marvão, existem ainda os vestígios evocadores de uma importante cidade romana.
Dada a sua natureza e situação e os vestígios das épocas pré-históricas, os restos de explorações mineiras na região, especialmente de chumbo, e os achados arqueológicos da dominação romana, tais como pedaços de telhas, de pavimentos lajeados e de mosaicos, pedras votivas, colunas, capitéis, medalhas e moedas romanas, e um grande aqueduto do tempo de Vespasiano, Tito e Trajano, e, ainda, da persistência de certos caracteres antropológicos nos habitantes das vizinhanças, é de supor que a fortaleza primitiva tivesse consistido num castro lusitano, depois ocupado pelos sucessivos invasores.
Ali se acolheram os Túrdulos-os-Novos em meados do século Xi a. C. Mais tarde os Celtas e Celtiberos, baixando da Castelo Velha, ao longo do vale do Tejo, nos fins do século IX a. C., teriam conquistado e remodelado a fortaleza lusitana, transformando-a num florescente Oppidum e dando-lhe o nome de Aramenha, a designação lusitana de Marvão, e reservando para esta a de Medobriga.
Na Aramenha dos Celtas se teriam também estabelecido os Cartagineses, em princípio do século III a. C.
Os Romanos teriam conquistado o castro lusitano de Aramenha no ano 44 a. C. simultaneamente com Medobriga (Marvão), remodelando a fortaleza segundo a sua técnica castrense e transformando-a numa base militar de ocupação dependente de Medróbriga, reservando-lhe a missão de grande industrial, comercial e agrícola, pelo que também ficou sendo conhecida por Medobriga.
Destruída pelos Vândalos em 411, a fortaleza ficou completamente arrasada para nunca mais voltar a ser restaurada.
E o texto que foi assim que vos deixo…
 


 
Bom Dia Alentejo!

Bom Dia Alentejo!