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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, que na terra do Vimieiro, a Fonte-obelisco, que lá no concelho de Arraiolos

 
 
 
 
 
 
 
A monumental Fonte-obelisco dos jardins do Palácio dos Condes do Vimieiro, de estilo neoclássico, foi dedicada à 4ª Condessa de Vimieiro, D. Teresa Josefa de Melo Breyner. É constituída por uma grande taça de mármore, levantando-se ao centro, sobre uma base de basalto um pedestral quadrangular ornado de quatro carrancas, que sustenta uma pirâmide quadrada de nove metros de altura, de mármore, tendo no vértice uma pinha.
Os baixos-relevos da base da pirâmide são alusivos às Artes, Letras e Ciências, assim compadres e minhas comadres, séc. XVIII.
Fonte e Fotos: Facebook /Freguesia de Vimieiro

 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Arraiolos, a Aldeia da Terra

 

 
Está em constante construção, é de barro e localiza-se em Arraiolos. Chama-se Aldeia da Terra e, com uma área de três mil metros quadrados, tem tudo o que as aldeias portuguesas do interior deviam ter: ruas pavimentadas, praças, cafés, livrarias, escolas, carros, e pessoas... 
O construtor desta aldeia é Tiago Cabeças e a pintora é a sua mulher, Magda Ventura. 
O cenário, apesar de estar imóvel, transmite vida. As pessoas, os animais e os carros transmitem-nos movimento.

domingo, 9 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Arraiolos, Topónimo de Arraiolos, a grego uma raça de árabe

A “terra dos tapetes”, histórica e antiquíssima vila, sede de concelho do distrito de Évora, tem, segundo se afirma, um nome de origem antroponímica.
Um capitão grego de nome Rayeo teria sido o governador da povoação, a qual tomou esse nome alterado em Rayolos, que depois, com o tempo se transformou em Arrayolos  e ARRAIOLOS. Embora reproduzida por vários autores, não satisfaz a explicação, que é, pelo menos, muito deficiente.
A primeira parte do topónimo tem todo o aspecto da proveniência árabe; todavia, se a origem é grega, como se diz, deve talvez tratar-se de um nome helénico arabizado. Mas, com mais probabilidades de aceitação não será antes um nome propriamente árabe, cognato de arraia ou arraial com um sufixo pluralizado?
A hipótese harmoniza-se melhor com a história local, pois o primitivo povoado corresponde à actual ARRAIOLOS tinha uma designação que aparece grafada com várias formas e que não se relaciona morfologicamente com o nome actual, como deixamos registado no primeiro volume deste trabalho, na parte referente a topónimos extintos.
Calantia, Calantica, Calantria, Calancia e ainda Callancia, variantes com que aparece designada uma antiga povoação, situada na área do actual concelho de ARRAIOLOS.
Dos Topónimos e Gentílicos, Vol. II (1944) – Págs. 267-268, e Vol. I (1941) – Pág. 151, de Xavier Fernandes.
Evoquemos, como Cunha Rivara, o passado da nossa encantadora terra, pois nos foros da sua nobre antiguidade, pode muito bem ombrear com as mais poderosas povoações, não faltando autores que façam remontar a sua origem, ao tempo dos celtas, ou pelo menos, ao dos mouros.
Calantica – a menos de uma légua, para noroeste, onde hoje está a aldeia de Sant`ana, prova-se pela simples inspecção da igreja, formada nos restos de um templo romano. Que o nome da povoação fora a de Calantica, afirma-o André de Resende, com alguns autores; ainda que doutros variem algum tanto a sua ortografia: Calantica, Calantria, Calantia, Calancia e até Callancia.
O Dr. Manuel do Vale de Moura, declarando a sua naturalidade, no livro que publicou. De Incontationibus diz: Patria Calantica. Etimologia.
Outros autores, embora não neguem a existência de Calantica, embora admitam a hipótese de ela ter sido fundada por celtas ou romanos, declaram que nem em lugar nem tempo, ARRAIOLOS se deve confundir com Calantica.
Atribuem a sua origem ao tempo dos sabinos, que ocuparam a cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo da vila ao capitão Rayeo, nome grego; deste nome Rayeo se iria denominando Rayolis, corrupto hoje em ARRAIOLOS.
O padre Fr. Henrique de Santo António, na Crónica dos Eremitas da Serra d`Ossa, muito sabedor de etimologias gregas, inclina-se a que do capitão Rayeo se chamasse à povoação de Rayeopolis e daí por linha recta ARRAIOLOS.
De Alguns Apontamentos Históricos sobre a vila de Arraiolos – por Bernardino Godinho – inserto no Álbum AlentejanoDistrito de Évora – Tomo II – 1933 – Pág. 245
Trazem alguns sua origem do tempo dos sabinos, tusculanos e albanos, senhores da cidade de Évora antes de Sertório e que deram o governo de Arraiolos a um capitão Rayeo, nome grego por cuja antiguidade tomou por empresa uma cabeça na forma de uma esfera, e deste nome Rayeo se fez denominando Rayollis, corrupto hoje em Arrayolos.Segundo Diogo Mendes de Vasconcelos foi esta vila fundação dos Galos Celtas quando senhorearam estas comarcas, as quais lhe deram o nome de Calantia ou Calantria.
Do Dicionário Geográfico, do padre Luís Cardoso, Vol. I – 1747 – Pág. 589.
A origem de ARRAIOLOS - amigos meus do mundo - que também se escreve Arrayolos, fundando-se na suposta fonte helénica do seu nome, está em volta em trevas e fábulas, concordando, porém, todos os autores, com quanto sob diversa forma, em que é muito antiga, provindo-lhe a designação de um guerreiro grego chamado “Rayeo”, que a capitaniava, chamando-lhe por esse motivo “Rayolis”, que – como deveis estar na viagem – com o andar dos tempos se corrompeu em ARRAIOLOS.
Do Arquivo Histórico de Portugal – Tomo I – 1899 – Pág. 117
Foto(s): http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2014/04/04/vila-de-arraiolos/

domingo, 15 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Monte da Sempre Noiva, Arraiolos, Lenda da Sempre Noiva, menina o amado eterno que o esperando

 
Na zona de Arraiolos e diz a lenda, e dizem que foi verdade, porque nós sabemos que as lendas têm uma base verdade mas depois; enfim, será verdade ou ficção?
Mas a Sempre Noiva há uma parte que é verdade, que existe. A história da sempre noiva é assim:
(Arraiolos, conhece Arraoilos? Tem o castelo ao pé de Évora. Arraiolos é uma aldeia histórica lindíssima, à beira da estrada que vai para Espanha. Não sei se conhece Arraiolos, mas vale a pena ir porque aquilo é lindo. Arraoilos tem o convento da Nossa Senhora da Conceição. E é a aldeia dos tapetes de Arraiolos. Sabe que ali havia muitas lendas).
Nessa zona, há uma rapariga muito bonita que mora no campo e no monte, que existe ainda hoje entre Arraiolos e a estrada de Montemor. E esse monte chama-se Sempre Noiva. Hoje é o nome dele que vem da lenda.
Uma rapariga muito bonita morava aí nesse monte. Não sabia ler, não sabia escrever, vivia com os pais que estavam no campo. O pai guardava gado. E acontece que ela nunca saiu de lá.

Mas um dia um cavaleiro andou nas suas cavalgadas naquela zona e viu a rapariga e ficou apaixonado. De maneira que decidiu casar com ela e fala com os pais para casar. E os pais dizem:
- Impossível!
Porque ele era um cavaleiro nobre que vivia em Arraiolos, no castelo, e eles estavam no vale, naqueles montes baixinhos. E ele dizia:
- É, eu vou falar aos meus pais, eu vou casar com ela. Eu venho.
Marcaram a data, marcaram tudo e ele foi falar aos pais.
Evidentemente que a rapariga no dia do casamento que estava previsto, vestiu-se de noiva e ficou no monte à espera dele. Até hoje.
Nós dizemos que ele não voltou mais. E segundo a lenda, era os pais não queriam que ele casasse com aquela rapariga do campo, se calhar, filha de um porqueiro ou de um pastor. Enfim.
De maneira que ela ficou vestida de noiva toda a vida, até morrer naquele monte. Segundo a lenda, ela está enterrada lá e segundo a lenda, ela aparece lá.
Esse monte foi baptizado a Sempre Noiva, e todos os donos desse monte mantiveram o monte sempre caiadinho de branco. Não há outra cor em lado nenhum, nem amarelo, nem o azul dos montes. É branco em todo o lado porque cada pessoa que adquire aquilo via as aparições de Sempre Noiva. E a tal bela aparecia vestida de noiva e essas terras chamam-se ainda hoje A Sempre Noiva porque ela ficou vestida de noiva à espera do célebre cavaleiro que não voltou.
Ana Azevedo, A Literatura Oral na Comunidade Emigrante Portuguesa em Montreal, Faro, Universidade do Algarve, 2002 , p. 139


Bom Dia Alentejo!