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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Bom Dia Alentejo, Montargil, Cruzeiro, Cruzeiro de Montargil

 
O Cruzeiro de Montargil, compadres e minhas comadres, situado na lateral da Igreja Matriz, ele apresenta dois degraus de pedra de forma quadrada e assim uma coluna com uma esfera de pedra.
Foi construído em granito para comemorar o ano santo de 1950. E que mais informação não lhe apanhou...
Coordenadas GPS: N 39 04.705' W 008 10.108'
Fonte: visitarportugal.pt

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, a Ponte Pedonal, a esquerda para o centro tem a teia

 
 
Ponte de Sor tem uma nova ponte pedonal concebida como escultura interativa pelo artista plástico Leonel Moura. Equipada com sensores de aproximação e luzes LED, a iluminação muda de cor à medida que a estrutura tubular é atravessada por peões ou ciclistas.
A ponte metálica inteira, com 32 metros, foi colocada sobre o rio Sor, ligando a margem esquerda e o centro daquela cidade do Alto Alentejo, com a ajuda de uma enorme grua.
 
 
Quem por lá passar terá a sensação de estar dentro de uma teia. Composta por um conjunto de aros interligados por uma treliça complexa, a ponte gera uma sensação de movimento ao fazer uma ondulação ligeira.
 

"Considerando o enquadramento paisagístico, nomeadamente a requalificação urbana que tem sido efetuada na zona ribeirinha, considerei que uma nova ponte, em tal contexto, devia ser mais do que uma simples estrutura de atravessamento, para se tornar um elemento de valorização do local", explica Leonel Moura...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Bom Dia Alentejo, Montargil, Topónimo de Montargil, a terra dos três forais


Sobre a origem do nome Montargil existem várias versões todas elas credíveis:
 
a)      Montargis, pelo facto do Alentejo ter sido povoado pelos nossos primeiros reis, que para o efeito deram muitas terras aos cruzados que passavam pelo nosso país. Existindo em França uma cidade chamada Montargis, e sendo alguns desses Cruzados naturais desta região francesa é de presumir que um desses aventureiros fosse de Montargis e por ser senhor desta povoação ou simplesmente morador dela, impusesse o nome a esta vila. Esta versão é credível, uma vez que nas proximidades desta vila, em Montalvo do sor estabeleceu-se uma colónia de francos.
b)      Monte Argila , visto a constituição geológica do terreno em que assenta ser de barro.
c)      Monte Argel, significando Monte do Infeliz, porque Argel significava infeliz. (pouco provável)

Hipótese A
O nome de Montargil conduz a fundação da vila não ao tempo de D. Dinis, mas ao tempo de D. Sancho I I. Este rei faz a doação de Montalvo do Sor aos francos, anterior à fundação enquanto localidade ( 1223 -1245). Esta doação surge na sequência da preciosa ajuda que os cruzados de Montargis haviam dado na reconquista cristã. O objectivo da doação, a julgar pelas outras feitas seria não só recompensar os cruzados como manté-los nas terras doadas defendendo esta terra de possíveis ataques mouros, que nesta época eram uma constante.
 
Entrando no domínio da especulação, podemos mesmo admitir que a terra doada por D. Sancho II aos francos iria da zona de Montalvo do Sor até à região mais tarde denominada de Montargil. Sendo esta última a zona mais elevada, era sem dúvida o local indicado para erguer uma castela, local que já tinha sido utilizado por povos anteriores.
Hipótese B
Algo que nos possa intrigar é o facto de desde o século XV o Montargil aparece sempre referido não como Montarguis, mas monte arguil, o que nos leva a aceitar a versão de monte argila.
Montargil viu-lhe ser concedidos três forais: o primeiro em 1277 por D. Dinis, o segundo em 1372 por D. Fernando e o terceiro, já por um rei da segunda dinastia, D. Manuel I em 1518.
Montargil foi sede de concelho, daí terem-lhe sido outorgadas três forais. Esta posição de sede manteve-se até 1836. Nesta data, Montargil sofreu mudanças administrativas. Deixou de pertencer ao Ribatejo, onde pertencia desde a sua fundação. Desmembrada da província ribatejana foi integrada no concelho de Avis, a partir desta data perdeu o estatuto de concelho e passou a freguesia, o qual mantém até hoje. Só mais tarde em 1871 passou a fazer parte do concelho de Ponte de Sor.
Fonte: Pedro Cerîaco, "ebimontargil.drealentejo.pt"

domingo, 12 de abril de 2015

Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, a Lenda da Nogueira, a moira não apareceu


Quando a Ponte de Sor era ainda uma cidade de Matusaro, nela havia um alcaide muito mau que tinha grande aversão aos portugueses. Ao contrário – pois a vos direi a vós mes compadres e minhas comadres – a alcaidessazinha sua filha, que era de uma beleza estonteante, vivia apaixonada por um fidalgo português que, por seu turno, lhe correspondia com um amor puro e a mais cega das paixões e queria fazer dela sua esposa.
O pai – assim vos direi a vossemecês – nem por sombras admitia que a filha se enamorasse do português, inimigo fidagal dos da sua raça, pois destinara já a filha para esposa de um seu amigo com quem, tinha secretamente ajustado o casamento.
O fidalgo português vinha de longes terras, pela calada da noite, arrostando com mil perigos, para falar à sua amada. Debruçada das ameias da barbaçã da fortaleza, a fidalga moira esperava-o, impacientemente. Uma vez chegado, ela abria a porta do castelo e os namorados sentavam-se num banco de pedra que ali havia, debaixo de uma nogueirinha, ouvindo o sussurrar plangente das águas da fonte que corria perto, trocando mil beijos e juras de fidelidade.
Assim se passaram muitos meses. Mas uma noite, o velho alcaide surpreendeu os dois amantes e cheio de cólera puxara da longa cimitarra para matar a filha, que lhe traíra a ideia de a casar com um dos da sua raça.
O português levantara-se de um salto e brandindo a sua espada gloriosa de tantos combates, parar vários golpes que o alcaide astuto desferira, acabando por desarmar aquele velho filho de Allah.

Ferido no seu orgulho, o alcaide jurou vingar-se e, um dia, obrigou a filha a tomar o filtro do esquecimento, para que deixasse de pensar no namorado. Mas a fada que o fizera dera-lhe um filtro de amor, que mais veio avivar o amor ardente da alcaidessazinha. Furioso o velho moiro mandou encantar a filha, lançando-lhe o anátema da maldição, para que ficasse encantada por muitos anos. Só numa longínqua noite de S. João, ao dar da meia-noite, se quebraria o encanto.
É por isso – a mes compadres e minhas comadres, a mes compadres – que nos tempos da minha mocidade, os rapazes e as raparigas vinham dos bailes das fogueiras de S. João, à meia-noite, beber água à fonte da Vila, que estava toda caiada e enfeitada de canas verdes, bandeiras e flores, esperançados de assistirem ao desencantamento da linda moira, que estaria penteando os longos cabelos negros, com o seu belo pente de oiro, à espera do eterno enamorado, para se casarem.
Rolaram muitos séculos, e um dia, quando o Dr. João Crawford Rodrigues era proprietário da quinta que no local mandou fazer, ordenou que cortassem a nogueira. Quando os seus criados iam cumprir tal ordem, ouviram uma voz saída de um poço, que existia no local, prevenindo que não cortassem a árvore, porque, fazendo-o, morreria o dono da quinta. Os criados, atemorizados, foram informar o patrão que surpreendeu a ordem.
Passaram-se mais uns anos e um dia os criados voltaram para cortar a nogueirinha. A mesma voz feminina voltou a ouvir-se, dando novo aviso. Não acreditando nele, o Dr. Rodrigues mandou abater a árvore. Faleceu nessa mesma noite.
Talvez inspirado por esta lenda, o Dr. Manuel Rodrigues de Matos e Silva, posterior proprietário da mesma quinta, mandou plantar no mesmo local outra nogueirinha, que todos nós conhecemos, e que há pouco ainda foi cortada.
Era para ela que todos olhávamos, quando, nas noites de S. João, vínhamos à fonte, na esperança de vermos a linda moira que deu origem a esta bela lenda.
Fonte: Primo Pedro da Conceição Freire Andrade, Cinzas do Passado, Edição da Câmara Municipal de Ponte de Sor, 1986

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Fonte da Vila, a terra da Ponte de Sor, prata as pedras os arreais limpava


Mes compadres e minhas comadres, compadre Fonseca Henriques, ano da graça de 1726, o seu Arquilégio Medicinal já a localizava:
“Na vila de Ponte do Soro ha uma fonte que tem conhecida virtude para achaques de pedra e areais, como se tem experimentado muytas vezes.”

Foto: josebotelheiro, http://7.fotos.web.sapo.io/i/N3601d580/6306614_JFtVU.jpeg
Sua construção, ao que parece mes compadres, a compadre el-rei D. João V direitos de autor a ele se lhe deve. Bela, mas maravilhosa fonte, de mão doce dada com a Vila, na caminhada com ela cresceu.
Ela fica junto à ponte velha.
Dizem as trovas do vento, mes compadres e minhas comadres, dizem as trovas do vento, um dos ex-libris da cidade de Ponte de Sor.
Feita no século XVIII, ficaria no mundo destas terras cidade…


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Galveias, Coreto de Galveias, o galo a uma laranja pézinho de dança começava

 
Coreto muito semelhante ao de Ponte de Sor, este foi projectado pelo Sr. Ambrósio Lobato.
Mandado construir pela Junta de Freguesia de Galveias, sua actual proprietária, foi inaugurado a 20 de Agosto de 1978.
O seu espaço octogonal com 3m de lado é escolhido para as comemorações do 25 de Abril, para as festas de Julho e ainda para animação dos bailes populares.
Construído em alvenaria – assim minhas comadres e meus compadres – e marmorite branco. Seu pavimento apresenta-se à altura de 1,80m do solo, em marmorite vermelho.
A cobertura – pois assim então meus compadres -, à semelhança da do coreto de Ponte de Sor, é uma placa de cimento armado, apoiada em quatro pilares de cimento, com o mesmo tipo de acesso e gradeamento todo em redor.
Apresenta o referido coreto – pois eu vos diga compadres – electrificação central e em bom estado de conservação.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, Coreto de Ponte de Sor, Ponte do Arco-Íris uma Violeta dançava

Coreto de Ponte de Sor, inaugurado em Julho de 1937 e cujo projecto se deve ao Sr. António José Pinto, é propriedade da Câmara Municipal. Encontra-se em muito bom estado de conservação e é muitas vezes o espaço escolhido para actuação de espectáculos musicais.
É mais um coreto de planta octogonal, - no Alentejo, no Alto Alentejo amigos meus – com 2,45m de lado, sendo 1,70m de altura que o separa do solo. O pavimento seu é feito em argamassa de cimento.
Para dar corpo a este coreto utilizou-se a alvenaria e, a embelezá-lo, todo um gradeamento em ferro fundido e forjado que o circunda e ao mesmo tempo lhe proporciona o acesso por dois lances de escadas laterais.
A cobertura deste coreto é diferente das que nos habituámos a ver, pois a cobri-lo tem uma placa de cimento armado, apoiada em quatro pilares no centro da cobertura.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra


terça-feira, 22 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, Aeródromo de Ponte de Sor, Campus Universitário está quase a nascer

Foto: pontedosor.blogspot.com
A construção de um campus universitário no aeródromo de Ponte de Sor vai arrancar até ao final do verão, num investimento de 4,2 milhões de euros, revelou este domingo à agência Lusa o presidente do município.
"As obras, provavelmente, terão início no final do verão, com um prazo de conclusão de nove a dez meses. Portanto, tudo indica que a meio de 2015 tenhamos esta obra concluída", disse Hugo Hilário, em declarações à agência Lusa.
Além da sede dos meios aéreos da Protecção Civil, o aeródromo de Ponte de Sor alberga uma empresa de manutenção de aviões ultraleves, o Aeroclube de Portugal com a vertente dos planadores e uma empresa de componentes aeronáuticos.

sábado, 26 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Ponte de Sor, a uma Lá passagem

Está edificada em solo plano e pouco mimoso, junto do rio Sor, que aqui tem uma ponte. O nome provém-lhe desse rio, e da respectiva ponte…
(Do Domingo Ilustrado, Vol. III (1899) – Pág. 635).
 
Foi um território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida. Parece datar desta altura a fixação do nome da terra, devido à existência de uma Ponte, construída por aquele povo, sobre o Rio Sor.
Terá sido erguida no terceiro milénio depois de Cristo, no tempo do imperador Marco Aurélio Probo, constituindo-se então no maior monumento de toda a estrada romana até Mérida.
Tinha dez arcos de volta redonda, muito semelhantes aos da Ponte de Seda, ou Vila Formosa.
Apesar de forte, - amigos meus – já não existia em 1438, aquando do início da construção das muralhas da vila.
Foi um território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida.
O seu nome parece também vir desse período: está relacionado com a existência de uma primitiva ponte sobre o Rio Sor, muito provavelmente no terceiro milénio da nossa Era.
A ponte desapareceu entretanto. Segundo alguns autores, aqui se situava a cidade romana de Matusaro.
Dicionário Enciclopédico das Freguesias.

O nome deriva-lhe do rio e de uma enorme ponte de pedra construída pelos romanos, de que não restam vestígios.
Perde-se na noite dos tempos a data da sua fundação, ignorando-se quem foram os primeiros fundadores.
Sabe-se por um marco miliário que existe no Museu Arqueológico dos Jerónimos e que foi encontrado na estrada em direcção a Alter do Chão, que a ponte já existia no tempo do Imperador Marco Aurélio Probo, que foi aclamado pelas suas tropas no ano 276 de J. C., e por elas morto em 282.
– Aqui existiu a povoação de Matusarum que alguns escritores dizem ter sido uma cidade, que era uma das estações do percurso da 3.º via militar romana de Lisboa a Mérida, e demora entre as estações de Aritium Pretorium (Benavente) e Abeltério (Alter do Chão).
(Das Notas Históricas e Descritivas do Concelho de Ponte de Sor – por Primo Pedro da Conceição – inserto na Pág. 898 do tomo II do Álbum Alentejano).

 Bom Dia Alentejo.

Foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=460892933965467&set=a.262939623760800.69012.100001342941971&type=1&theater