Foto: beepbeepeurope.com/blog/
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Bom Dia Alentejo, Montargil, Cruzeiro, Cruzeiro de Montargil
O Cruzeiro de
Montargil, compadres e minhas comadres, situado na lateral da Igreja Matriz, ele
apresenta dois degraus de pedra de forma quadrada e assim uma coluna com uma esfera
de pedra.
Foi construído em granito para comemorar o ano santo de 1950. E que mais informação não lhe apanhou...
Coordenadas GPS: N 39 04.705' W 008 10.108'
Fonte:
visitarportugal.pt
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, a Ponte Pedonal, a esquerda para o centro tem a teia
Ponte de Sor tem uma
nova ponte pedonal concebida como escultura interativa pelo artista plástico
Leonel Moura. Equipada com sensores de aproximação e luzes LED, a iluminação
muda de cor à medida que a estrutura tubular é atravessada por peões ou ciclistas.
A ponte metálica
inteira, com 32 metros, foi colocada sobre o rio Sor, ligando a margem esquerda
e o centro daquela cidade do Alto Alentejo, com a ajuda de uma enorme grua.
Quem por lá passar
terá a sensação de estar dentro de uma teia. Composta por um conjunto de aros
interligados por uma treliça complexa, a ponte gera uma sensação de movimento
ao fazer uma ondulação ligeira.
"Considerando o enquadramento paisagístico, nomeadamente a requalificação urbana que tem sido efetuada na zona ribeirinha, considerei que uma nova ponte, em tal contexto, devia ser mais do que uma simples estrutura de atravessamento, para se tornar um elemento de valorização do local", explica Leonel Moura...
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Bom Dia Alentejo, Montargil, Topónimo de Montargil, a terra dos três forais
Sobre a origem do nome Montargil existem várias versões todas elas
credíveis:
a)
Montargis, pelo facto do Alentejo ter sido povoado
pelos nossos primeiros reis, que para o efeito deram muitas terras aos cruzados
que passavam pelo nosso país. Existindo em França uma cidade chamada Montargis,
e sendo alguns desses Cruzados naturais desta região francesa é de presumir que
um desses aventureiros fosse de Montargis e por ser senhor desta povoação ou
simplesmente morador dela, impusesse o nome a esta vila. Esta versão é
credível, uma vez que nas proximidades desta vila, em Montalvo do sor
estabeleceu-se uma colónia de francos.
b)
Monte Argila , visto a constituição geológica do terreno em que assenta ser
de barro.
c)
Monte Argel, significando Monte do Infeliz, porque Argel significava
infeliz. (pouco provável)
Hipótese A
O nome de Montargil conduz a fundação da vila não ao tempo de D. Dinis, mas
ao tempo de D. Sancho I I. Este rei faz a doação de Montalvo do Sor aos
francos, anterior à fundação enquanto localidade ( 1223 -1245). Esta doação
surge na sequência da preciosa ajuda que os cruzados de Montargis haviam dado
na reconquista cristã. O objectivo da doação, a julgar pelas outras feitas
seria não só recompensar os cruzados como manté-los nas terras doadas
defendendo esta terra de possíveis ataques mouros, que nesta época eram uma
constante.
Entrando no domínio da especulação, podemos mesmo admitir que a terra doada
por D. Sancho II aos francos iria da zona de Montalvo do Sor até à região mais
tarde denominada de Montargil. Sendo esta última a zona mais elevada, era sem
dúvida o local indicado para erguer uma castela, local que já tinha sido
utilizado por povos anteriores.
Hipótese B
Algo que nos possa intrigar é o facto de desde o século XV o Montargil
aparece sempre referido não como Montarguis, mas monte arguil, o que nos leva a
aceitar a versão de monte argila.
Montargil viu-lhe ser concedidos três forais: o primeiro em 1277 por D.
Dinis, o segundo em 1372 por D. Fernando e o terceiro, já por um rei da segunda
dinastia, D. Manuel I em 1518.
Montargil foi sede de concelho, daí terem-lhe sido outorgadas três
forais. Esta posição de sede manteve-se até 1836. Nesta data, Montargil sofreu
mudanças administrativas. Deixou de pertencer ao Ribatejo, onde pertencia desde
a sua fundação. Desmembrada da província ribatejana foi integrada no concelho
de Avis, a partir desta data perdeu o estatuto de concelho e passou a
freguesia, o qual mantém até hoje. Só mais tarde em 1871 passou a fazer parte
do concelho de Ponte de Sor.
Fonte: Pedro Cerîaco, "ebimontargil.drealentejo.pt"
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domingo, 12 de abril de 2015
Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, a Lenda da Nogueira, a moira não apareceu
Quando a Ponte de Sor
era ainda uma cidade de Matusaro, nela havia um alcaide muito mau que tinha grande
aversão aos portugueses. Ao contrário – pois a vos direi a vós mes compadres e
minhas comadres – a alcaidessazinha sua filha, que era de uma beleza
estonteante, vivia apaixonada por um fidalgo português que, por seu turno, lhe
correspondia com um amor puro e a mais cega das paixões e queria fazer dela sua
esposa.
O pai – assim vos direi
a vossemecês – nem por sombras admitia que a filha se enamorasse do português,
inimigo fidagal dos da sua raça, pois destinara já a filha para esposa de um
seu amigo com quem, tinha secretamente ajustado o casamento.
O fidalgo português
vinha de longes terras, pela calada da noite, arrostando com mil perigos, para
falar à sua amada. Debruçada das ameias da barbaçã da fortaleza, a fidalga
moira esperava-o, impacientemente. Uma vez chegado, ela abria a porta do
castelo e os namorados sentavam-se num banco de pedra que ali havia, debaixo de
uma nogueirinha, ouvindo o sussurrar plangente das águas da fonte que corria
perto, trocando mil beijos e juras de fidelidade.
Assim se passaram
muitos meses. Mas uma noite, o velho alcaide surpreendeu os dois amantes e
cheio de cólera puxara da longa cimitarra para matar a filha, que lhe traíra a
ideia de a casar com um dos da sua raça.
O português
levantara-se de um salto e brandindo a sua espada gloriosa de tantos combates,
parar vários golpes que o alcaide astuto desferira, acabando por desarmar
aquele velho filho de Allah.
Ferido no seu
orgulho, o alcaide jurou vingar-se e, um dia, obrigou a filha a tomar o filtro
do esquecimento, para que deixasse de pensar no namorado. Mas a fada que o
fizera dera-lhe um filtro de amor, que mais veio avivar o amor ardente da
alcaidessazinha. Furioso o velho moiro mandou encantar a filha, lançando-lhe o
anátema da maldição, para que ficasse encantada por muitos anos. Só numa longínqua
noite de S. João, ao dar da meia-noite, se quebraria o encanto.
É por isso – a mes compadres
e minhas comadres, a mes compadres – que nos tempos da minha mocidade, os
rapazes e as raparigas vinham dos bailes das fogueiras de S. João, à
meia-noite, beber água à fonte da Vila, que estava toda caiada e enfeitada de
canas verdes, bandeiras e flores, esperançados de assistirem ao desencantamento
da linda moira, que estaria penteando os longos cabelos negros, com o seu belo
pente de oiro, à espera do eterno enamorado, para se casarem.
Rolaram muitos
séculos, e um dia, quando o Dr. João Crawford Rodrigues era proprietário da
quinta que no local mandou fazer, ordenou que cortassem a nogueira. Quando os
seus criados iam cumprir tal ordem, ouviram uma voz saída de um poço, que
existia no local, prevenindo que não cortassem a árvore, porque, fazendo-o,
morreria o dono da quinta. Os criados, atemorizados, foram informar o patrão
que surpreendeu a ordem.
Passaram-se mais uns
anos e um dia os criados voltaram para cortar a nogueirinha. A mesma voz
feminina voltou a ouvir-se, dando novo aviso. Não acreditando nele, o Dr.
Rodrigues mandou abater a árvore. Faleceu nessa mesma noite.
Talvez inspirado por
esta lenda, o Dr. Manuel Rodrigues de Matos e Silva, posterior proprietário da
mesma quinta, mandou plantar no mesmo local outra nogueirinha, que todos nós
conhecemos, e que há pouco ainda foi cortada.
Era para ela que
todos olhávamos, quando, nas noites de S. João, vínhamos à fonte, na esperança
de vermos a linda moira que deu origem a esta bela lenda.
Fonte:
Primo Pedro da Conceição Freire Andrade, Cinzas do Passado, Edição da Câmara
Municipal de Ponte de Sor, 1986
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Bom Dia Alentejo, Fonte da Vila, a terra da Ponte de Sor, prata as pedras os arreais limpava
Mes compadres e
minhas comadres, compadre Fonseca Henriques, ano da graça de 1726, o seu
Arquilégio Medicinal já a localizava:
“Na vila de Ponte do
Soro ha uma fonte que tem conhecida virtude para achaques de pedra e areais,
como se tem experimentado muytas vezes.”
Foto: josebotelheiro, http://7.fotos.web.sapo.io/i/N3601d580/6306614_JFtVU.jpeg
Sua construção, ao
que parece mes compadres, a compadre el-rei D. João V direitos de autor a ele
se lhe deve. Bela, mas maravilhosa fonte, de mão doce dada com a Vila, na
caminhada com ela cresceu.
Ela fica junto à
ponte velha.
Dizem as trovas do
vento, mes compadres e minhas comadres, dizem as trovas do vento, um dos ex-libris
da cidade de Ponte de Sor.
Feita no século
XVIII, ficaria no mundo destas terras cidade…
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Bom Dia Alentejo, Galveias, Coreto de Galveias, o galo a uma laranja pézinho de dança começava
Foto:
Júlia Galego, http://reanimar-coretos-portugal.blogspot.pt/2012/01/coreto-de-galveias.html
Coreto muito
semelhante ao de Ponte de Sor, este foi projectado pelo Sr. Ambrósio Lobato.
Mandado construir
pela Junta de Freguesia de Galveias, sua actual proprietária, foi inaugurado a
20 de Agosto de 1978.
O seu espaço
octogonal com 3m de lado é escolhido para as comemorações do 25 de Abril, para
as festas de Julho e ainda para animação dos bailes populares.
Construído em
alvenaria – assim minhas comadres e meus compadres – e marmorite branco. Seu
pavimento apresenta-se à altura de 1,80m do solo, em marmorite vermelho.
A cobertura – pois
assim então meus compadres -, à semelhança da do coreto de Ponte de Sor, é uma
placa de cimento armado, apoiada em quatro pilares de cimento, com o mesmo tipo
de acesso e gradeamento todo em redor.
Apresenta o referido
coreto – pois eu vos diga compadres – electrificação central e em bom estado de
conservação.
Fonte:
Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, Coreto de Ponte de Sor, Ponte do Arco-Íris uma Violeta dançava
Foto
: jlcabaço, http://static.panoramio.com/photos/large/57592633.jpg
Coreto de Ponte de
Sor, inaugurado em Julho de 1937 e cujo projecto se deve ao Sr. António José
Pinto, é propriedade da Câmara Municipal. Encontra-se em muito bom estado de
conservação e é muitas vezes o espaço escolhido para actuação de espectáculos
musicais.
É mais um coreto de
planta octogonal, - no Alentejo, no Alto Alentejo amigos meus – com 2,45m de
lado, sendo 1,70m de altura que o separa do solo. O pavimento seu é feito em
argamassa de cimento.
Para dar corpo a este
coreto utilizou-se a alvenaria e, a embelezá-lo, todo um gradeamento em ferro
fundido e forjado que o circunda e ao mesmo tempo lhe proporciona o acesso por
dois lances de escadas laterais.
A cobertura deste
coreto é diferente das que nos habituámos a ver, pois a cobri-lo tem uma placa
de cimento armado, apoiada em quatro pilares no centro da cobertura.
Fonte:
Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra
terça-feira, 22 de julho de 2014
Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, Aeródromo de Ponte de Sor, Campus Universitário está quase a nascer
Foto:
pontedosor.blogspot.com
A construção de um
campus universitário no aeródromo de Ponte de Sor vai arrancar até ao final do
verão, num investimento de 4,2 milhões de euros, revelou este domingo à agência
Lusa o presidente do município.
"As obras,
provavelmente, terão início no final do verão, com um prazo de conclusão de
nove a dez meses. Portanto, tudo indica que a meio de 2015 tenhamos esta obra
concluída", disse Hugo Hilário, em declarações à agência Lusa.
Além da sede dos
meios aéreos da Protecção Civil, o aeródromo de Ponte de Sor alberga uma
empresa de manutenção de aviões ultraleves, o Aeroclube de Portugal com a
vertente dos planadores e uma empresa de componentes aeronáuticos.
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sábado, 26 de abril de 2014
Bom Dia Alentejo, Topónimo de Ponte de Sor, a uma Lá passagem
Está
edificada em solo plano e pouco mimoso, junto do rio Sor, que aqui tem uma
ponte. O nome provém-lhe desse rio, e da respectiva ponte…
(Do
Domingo Ilustrado, Vol. III (1899) – Pág. 635).
Foi um
território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira
via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida. Parece datar desta altura
a fixação do nome da terra, devido à existência de uma Ponte, construída por
aquele povo, sobre o Rio Sor.
Terá
sido erguida no terceiro milénio depois de Cristo, no tempo do imperador Marco
Aurélio Probo, constituindo-se então no maior monumento de toda a estrada
romana até Mérida.
Tinha
dez arcos de volta redonda, muito semelhantes aos da Ponte de Seda, ou Vila
Formosa.
Apesar
de forte, - amigos meus – já não existia em 1438, aquando do início da
construção das muralhas da vila.
Foi um
território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira
via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida.
O seu
nome parece também vir desse período: está relacionado com a existência de uma
primitiva ponte sobre o Rio Sor, muito provavelmente no terceiro milénio da
nossa Era.
A ponte
desapareceu entretanto. Segundo alguns autores, aqui se situava a cidade romana
de Matusaro.
Dicionário
Enciclopédico das Freguesias.
O nome deriva-lhe do rio e de uma enorme ponte de pedra construída pelos romanos, de que não restam
vestígios.
Perde-se na noite dos
tempos a data da sua fundação, ignorando-se quem foram os primeiros fundadores.
Sabe-se por um marco
miliário que existe no Museu Arqueológico dos Jerónimos e que foi encontrado na
estrada em direcção a Alter do Chão,
que a ponte já existia no tempo do Imperador Marco Aurélio Probo, que foi aclamado
pelas suas tropas no ano 276 de J. C., e por elas morto em 282.
– Aqui existiu a
povoação de Matusarum que alguns
escritores dizem ter sido uma cidade, que era uma das estações do percurso da
3.º via militar romana de Lisboa a Mérida, e demora entre as estações de Aritium Pretorium (Benavente) e Abeltério (Alter do Chão).
(Das Notas Históricas e Descritivas do Concelho
de Ponte de Sor – por Primo Pedro da Conceição – inserto na Pág. 898 do
tomo II do Álbum Alentejano).
Foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=460892933965467&set=a.262939623760800.69012.100001342941971&type=1&theater
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