Foto:
FacebooK, Barbacena, a VILA
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Bom Dia Alentejo, Mourão, as Chaminés de Mourão, a tocar sinfonia que a olhar o céu
Uma das grandes
riquezas patrimoniais da vila de Mourão são as dezenas de chaminés mouriscas
que lhe permitem apresentar uma arquitectura urbana bastante singular e
distinta das povoações vizinhas.
No "Inventário
Artístico do Distrito de Évora", Túlio Espanca chama-lhes "pitorescas
chaminés de fuga cilíndrica", assinala a sua edificação nas construções
civis de feição popular e sublinha o seu carácter "'absolutamente
diferenciado das do Alto Alentejo" aproximando-se mais das tradicionais
chaminés algarvias.
A origem árabe destas
chaminés assenta na tradição popular não existindo qualquer fonte histórica que
o permita confirmar.
Os desenhos panorâmicos
de Mourão publicados no “Livro das Fortalezas” de Duarte de Armas, no início do
século XVI, não nos mostram qualquer chaminé com estas características o que,
em todo o caso, poderá apenas significar que estas construções não mereceram a
atenção do autor. Independentemente da sua origem, a paisagem urbana de Mourão
é hoje marcada por estas 'chaminés cilíndricas, as maiores das quais com três
metros de altura e um diâmetro de um metro, outras um pouco menos imponentes.
“Pode afirmar-se que
o seu tamanho era também uma representação do estatuto social de quem a mandava
edificar. Ainda hoje se vêm em Mourão duas chaminés numa mesma casa, uma casa
abastada para a época", aponta Regina Branco na âmbito de um trabalho
efectuado no Departamento de História da Universidade de Évora.
Por regra, a chaminé,
cuja abóbada era construída em ladrilhos de barro unidos com cal e gesso,
ocupava um lugar de relevo no interior da habitação. Situada geralmente na
entrada da casa, a sua grande dimensão permitia-lhe outras funções para além
das habituais, sendo um espaço de convívio entre os moradores e um local
adequado para receber os visitantes.
Fonte:
jf-mourao.pt/a-freguesia/patrimonio
sábado, 9 de janeiro de 2016
Bom Dia Alentejo, Alcáçovas, Chaminé, as Chaminés na terra de Alcáçovas
Fonte: João Mendes, o blog, “O Melhor Alentejo do Mundo”
As chaminés Alentejanas supostamente de origem árabe, podem ser
cilindricas, quadradas ou rectangulares.
No alto da chaminés costumam estar cataventos que por vezes são verdadeiras obras de arte.
No alto da chaminés costumam estar cataventos que por vezes são verdadeiras obras de arte.
As suas dimensões variam e podem chegar até aos 3 metros de altura, com um
metro de diâmetro.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era por debaixo da sua abóboda que a família se costumava reunir.
Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta principal, tornando a cozinha sala de fora.
A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos, e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era por debaixo da sua abóboda que a família se costumava reunir.
Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta principal, tornando a cozinha sala de fora.
A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos, e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.
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