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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Bom Dia Alentejo, Mourão, as Chaminés de Mourão, a tocar sinfonia que a olhar o céu

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma das grandes riquezas patrimoniais da vila de Mourão são as dezenas de chaminés mouriscas que lhe permitem apresentar uma arquitectura urbana bastante singular e distinta das povoações vizinhas.
No "Inventário Artístico do Distrito de Évora", Túlio Espanca chama-lhes "pitorescas chaminés de fuga cilíndrica", assinala a sua edificação nas construções civis de feição popular e sublinha o seu carácter "'absolutamente diferenciado das do Alto Alentejo" aproximando-se mais das tradicionais chaminés algarvias.
A origem árabe destas chaminés assenta na tradição popular não existindo qualquer fonte histórica que o permita confirmar.
Os desenhos panorâmicos de Mourão publicados no “Livro das Fortalezas” de Duarte de Armas, no início do século XVI, não nos mostram qualquer chaminé com estas características o que, em todo o caso, poderá apenas significar que estas construções não mereceram a atenção do autor. Independentemente da sua origem, a paisagem urbana de Mourão é hoje marcada por estas 'chaminés cilíndricas, as maiores das quais com três metros de altura e um diâmetro de um metro, outras um pouco menos imponentes.
“Pode afirmar-se que o seu tamanho era também uma representação do estatuto social de quem a mandava edificar. Ainda hoje se vêm em Mourão duas chaminés numa mesma casa, uma casa abastada para a época", aponta Regina Branco na âmbito de um trabalho efectuado no Departamento de História da Universidade de Évora.
Por regra, a chaminé, cuja abóbada era construída em ladrilhos de barro unidos com cal e gesso, ocupava um lugar de relevo no interior da habitação. Situada geralmente na entrada da casa, a sua grande dimensão permitia-lhe outras funções para além das habituais, sendo um espaço de convívio entre os moradores e um local adequado para receber os visitantes.
Fonte: jf-mourao.pt/a-freguesia/patrimonio


sábado, 9 de janeiro de 2016

Bom Dia Alentejo, Alcáçovas, Chaminé, as Chaminés na terra de Alcáçovas

 
 







Fonte: João Mendes, o blog, “O Melhor Alentejo do Mundo”
As chaminés Alentejanas supostamente de origem árabe, podem ser cilindricas, quadradas ou rectangulares.
No alto da chaminés costumam estar cataventos que por vezes são verdadeiras obras de arte.
As suas dimensões variam e podem chegar até aos 3 metros de altura, com um metro de diâmetro.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era por debaixo da sua abóboda que a família se costumava reunir.
Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta principal, tornando a cozinha sala de fora.
A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos,  e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.