Foto:
Facebook, José Caldeira Martins
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Menir dos Saragonheiros, a concelho de Nisa
Foto: Luís Ribeiro, http://www.panoramio.com/photo/124980238
O dólmen e menhir de
Saragonheiros são dois monumentos que fazem parte de um grupo maior de
monumentos funerários megalíticos, localizado entre Nisa e Alpalhão, no
distrito de Portalegre…
E falando do menir, assim mes compadres e minhas comadres, menir tem uma forma fálica da seção subquadrangular, com uma grande fractura no sentido longitudinal.
Estes monumentos, vos direi assim, a poderem ser visitados em 4 km ao norte de Alpalhão, a oeste da estrada de Nisa…
E falando do menir, assim mes compadres e minhas comadres, menir tem uma forma fálica da seção subquadrangular, com uma grande fractura no sentido longitudinal.
Estes monumentos, vos direi assim, a poderem ser visitados em 4 km ao norte de Alpalhão, a oeste da estrada de Nisa…
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Topónimo de Alpalhão, a um Espírito de Deus
"Do estudo -
Temas Etimológicos - inserto no Boletim de 1976 do C.D.C.R., do já consagrado
Toponimista António Augusto Batalha Gouveia, vamos transcrever o que escreveu a
respeito de Alpalhão.
"Se o topónimo
ALPALHÃO mantém intactos raízes primitivas e tudo parece indicar que sim, então
posso adiantar que o mesmo procede das vozes anteriores AR-BAR-UM modificar nas
variantes diacrónicas AL-BAl UM, AL-BAL-OL e AL-PAL-ON.
Vou seguidamente
examinar cada um dos morfemas inclusos na locução ARBARUN.
A voz AR que por vir
do abrandamento de vibrantes se sonorizou, AL, denominava, num remoto estado
linguístico, o ESPÍRITO ou a ALMA.
O morfema BAR remonta
à voz semítica BA, cuja a aspiração vocálica foi com o advento da escrita
notada pelo signo correspondente ao nosso H e daí a grafia BAH.
Este BAH sofreu
diversas mutações fonéticas decorrentes da referida aspiração surgindo assim os
cognatas BAR, BAL, etc.
Na sua passagem para
o indo-europeu a labial sonora B permutou com a surda P, originando deste modo
os cognatos PAH (em que o "h" tem aqui o valor fonético notado pelo
"êta" (grego) PAR, PAL, etc....
O BAH semítico
denominava simultâneamente o PAI divino e o MAR. O vocábulo árabe para
"mar" apresenta, no nosso alfabeto, a grafia BAHR.
Caso particularmente
interessante é o dos vocábulos portugueses "mar" e "mãe"
provirem da mesma raiz indo-europeia MAH significativa de "Grande".
Quer isto dizer que a
grafia actual "Pai" com "i" carece de apoio etimológico,
porquanto este nome evoluiu paralelamente à voz "MÃE".
Foto: bloggerdalucelinha.blogspot.com
O morfena Turano
indo-europeu UN, que representava a voz original "U" significativa de
"Primogénito divino", "Filho de Deus" e "Homem"
sofreu várias fonatações fonéticas filhas do génio próprio de cada idioma, passando
a soar OM em sânscrito e On nas línguas germânicas. Do OM em sânscrito
derivaram os gregos a palavra "OMOS" (o mesmo), espécie que os
latinos importaram para com ele denominarem a nossa e (Homo, port. Homem).
Os vedas conservaram
a voz Un, como se pode verificar no livro 10-129 do Rig-Veda que verto para
português:
"No princípio
não existia o ser nem o não ser;
Não havia espaço nem
firmamento.
Qual era o seu
conteúdo? Onde estava e quem o guardava?
O que era a água
profunda, a água sem fundo?
NEM a morte nem a não
morte existiam nesses tempos;
Nem sinal distinguia
a noite do dia.Encerrado no vazio, o "UN" respirava mutuamente; As
trevas envolviam as trevas".
Sendo o BAR o
"Pai" ou o "MAR" e UN o primogénito divino gerado pelo
"mesmo" resultou daqui a arcaica concepção religiosa, e ainda
vigente, de que Deus e o Homem, o Pai e o Filho, eram duas naturezas numa só e
que ligados pelo Espírito consubstanciavam as três essências divinas, isto é,
tornaram-se ao mesmo tempo no Deus Uno e Trino.
Quando a crença nas
divindades marinhas cedeu perante o panteão celeste, a direcção UN confundiu-se
com a voz AN, outro cognato de "ESPIRÍTIO" que passou a apelidar o
Deus do Céu assírio-babiliónico.
Os gregos formaram a
palavra "homem" prospondo a voz AN a raíz asiânica THUR (um dos
cognatos do nome "DEUS" : DIUR, DIUSS, DEUS) que corrompida por
metátese se transformou em THROS e daí a dupla direcção ANTHROS e ANDROS
(Espírito de Deus).
Foto: edeilzainacio.blogspot.com
A voz cognata de
ANTHROS, ANTHOS, que primitivamente tinha o mesmo significado, foi empregado
pelos gregos para denominar a "FLORA"entrando o onomástico lusitano
sob as formas equivalentes ANDO e ENDO.
Esta última foi
anteposta ao tema latino Bélico ou Vélico (guerreiro) passando a apelidar o
deus lusitano Endobélico ou Endovélico (Espírito de Deus guerreiro) corresponde
ao Ares Grego, ao Marte romano e ao português S. Jorge.
Endobélico ou
Endovélico era, entre nós, um deus tópico, isto é, o seu culto circunscrevia-se
a uma área geográfica que tinha ALPALHÃO no seu aro. Situava-se o seu santuário
no Monte de S: Miguel da Mota, perto de Alandroal.
Este último topónimo
é revelador do "ubi" de Endobélico, dado que Alandroal decompõe-se
nas vozes AL-ANDRO-AL, sendo este o sufixo designativo de "Terra "
"Campo" "Área" "Recinto", etc., logo Alandroal encerra
a significação primitiva de "Terra de Espírito de Deus Guerreiro",
Endovélico, tal como Jeová era o "Senhor do Exército Lusitano".
Resumindo tudo quanto
venho de dizer, temos que o toponómio ALPALHÃO procede de voz anterior, a qual
corresponde a significação etimológica do "ESPIRITO DO PAI E FILHO
DIVINO", ou o que é o mesmo "ESPÍRITO DE DEUS".
Fonte: Alexandre de
Carvalho Costa, Nisa e suas Freguesias Rurais
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, a Anta de Alpalhão, a uma porta da vida no tempo
Foto: Quico Photography,
http://www.panoramio.com/photo/94106750
Esta anta de
Alpalhão, mes compadres e minhas comadres, é uma das esculturas que se criaram
na vila de Alpalhão, em uma das suas bienal. Vos direi eu, ela representa uma homenagem ao granito,
a esta terra de Alpalhão e suas gentes que o trabalham.
Com este monumento se
fez uma homenagem a todos aqueles que dedicaram e dedicam à pedra grande parte
da sua vida. Mas também se homenageia a matéria, garante de sustento de tantas
famílias da região.
A Anta de Alpalhão,
representa por si só a força do homem, a sua fé, a necessidade de perdurar a
sua história no tempo. Erigi-la foi reverendar todos aqueles que fizeram da
pedra um marco para a eternidade. Desde a pré-história aos nossos tempos.
É uma obra do
escultor António Redondo e situa-se ela, perto da Igreja do Calvário...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Coreto de Alpalhão, porta de ditosa vila que aberta de par em par
Foto: Largo do Coreto,
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiklMxdDNEcJO-kI59HKBe1_NJpO-ZJzQQZwY3Qbwr7GpB_TTDUwkFTpFzfK32K3QhMNPBbQHD9nITfkkLA3gORZI5zVlKtj6T-5vnbXanSgsCxhGBLAy1xJgqZdMuJkWdjQDpdcPaBRjeK/s1600/CIMG6110.JPG
No período inicial do
Estado Novo - minhas comadres e que mes compadres - foi erguido em Alpalhão,
este coreto de planta hexagonal com 3m de lado e a de 1,70m do solo, em pleno
Largo Dr. António Alves da Costa, junto à Casa do Povo, sem qualquer
herborização próximo, o que o torna perfeitamente visível.
Passemos então à sua
construção: alvenaria de pedra e cal, pavimento de argamassa de cimento e
cobertura de chapa ondulada, com estrutura em ferro e cimalha da cobertura em
chapa.
Não tem acesso
próprio, é electrificado e está em bom estado de conservação.
Fonte: Coretos do
Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra.
Foto: Júlia Galego, http://reanimar-coretos-portugal.blogspot.pt/2012/01/coreto-de-alpalhao.html
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Cruzeiro de Alpalhão, a uma porta aberta a de uma vida
Foto e Texto: http://www.patrimoniocultural.pt/
Em Alpalhão ergue-se
uma pequena capela quinhentista, da invocação do Calvário, junto à qual se levanta
o cruzeiro classificado. Na verdade, o cruzeiro faz parte de um interessante
conjunto de elementos evocativos do sacrifício de Cristo; para além da
invocação da capelinha, temos a sua planta circular (rotunda) simbolizando o
Santo Sepulcro, e ainda um "passo" da cruz representado no adro
murado, também circular.
O cruzeiro, datando
igualmente de Quinhentos, mas muito possivelmente anterior à construção do
templo, é constituído por uma coluna oitavada lisa, assente em três degraus
quadrangulares, sustentando uma plataforma de planta octogonal onde se levanta
a cruz.
Esta é uma cruz
latina, composta por dois troncos octogonais, exibindo a figura do Crucificado
numa das faces, e uma representação de São João Evangelista amparando a Virgem
na outra face. As figuras são de bom talhe, com delicados panejamentos, de
pregas naturalistas, cuidados detalhes e considerável precisão anatómica.
A cabeça de Cristo,
sobrepujada por filactera com a inscrição INRI no topo da cruz, inclina-se para
a direita, cingida pela coroa de espinhos, e os seus pés assenta numa pequena
peanha.
O grupo constituído
pela Virgem e São João Evangelista é tradicional na representação do Calvário,
recordando o momento em que o discípulo tomou a Maria como sua própria mãe.
Como último apontamento,
note-se que os degraus da base da coluna foram reconstruídos em meados do
século XX, na sequência das obras aí efectuadas pela Junta de Freguesia de
Alpalhão, quando o bloco de granito original foi demolido…
terça-feira, 17 de junho de 2014
Bom Alentejo, a terra de Alpalhão, uma Memória a paroquial em terra a sua
Fica esta Villa na
provincia de Alemtejo, bispado, e comarca de Portalegre, he de El Rey nosso
senhor; ahinda que tem algumas terras da comenda, como Montalvão; Niza; que se
chamão terras do mestrado; e da comenda desta, que he da Ordem de Christo, he o
seu comendador o Excelentissimo Duque de Lafõens: tem quatrocentos e vinte
fogos, e mil e quatrocentas pessoas, sugeitas á huma so freguezia de Nossa
Senhora da Graça, igreja aprezentada por El Rey na Meza da Conciencia por
concurso, com vigario, que tem dous moyos de trigo, e meyo, vinte oito mil reis,
cincoenta e dous almudes de vinho, e o pe de altar trinta mil reis: tem
coadjuntor, com dous moyos de trigo, seis mil
reis, vinte e cinco almudes de vinho: thezoureyro, com hum moyo e quinze alqueires de trigo, tres arrobas de cera lavrada, cinco mil reis; oitó alqueires de azeyte: esta igreja tem seis altares, da Senhora da Graça que he o orago, da Senhora da Purificação, do Menino Deos, da Senhora do Rozario, da capela do Arcediago, e das Almas: tem quatro irmandades, a que chamão confrarias, a das Almas, a do Rosario, a das a das Chagas, e da Senhora da Purificação. Está esta Villa situada em hum campo, mais ahinda que plano, tem sua altura, donde se avista Montalvão distante duas legoas, Niza outras duas, Castelo Branco oito, Vila Velha quatro, e Arês duas, Castelo de Vide duas: o seu termo
tem por todas as partes meya legoa, muito fecundo de senteyo, feyjão e milho meudo, e algum trigo: há nella Mizericordia com provedor, e irmãos, e hospital, erecta pella devoção e doaçans dos devotos, que farão e fazem de renda regularmente cem mil reis, e cento e trinta mil reis: tem capitão mayor, dous capitaens da ordenança, hum de auxiliares, e hum sargento mor: fora da Villa tem hua ermida de S. Antonio, outra de S. Sebastiam, e do Calvario; e outra, meya legoa distante, de Nossa Senhora da Redonda imagem muito milagroza, e de grande veneração, não so para os desta Villa, mas tambem para as circumvizinhas, ahonde vem com muitas romarias de Veram, e os da
reis, vinte e cinco almudes de vinho: thezoureyro, com hum moyo e quinze alqueires de trigo, tres arrobas de cera lavrada, cinco mil reis; oitó alqueires de azeyte: esta igreja tem seis altares, da Senhora da Graça que he o orago, da Senhora da Purificação, do Menino Deos, da Senhora do Rozario, da capela do Arcediago, e das Almas: tem quatro irmandades, a que chamão confrarias, a das Almas, a do Rosario, a das a das Chagas, e da Senhora da Purificação. Está esta Villa situada em hum campo, mais ahinda que plano, tem sua altura, donde se avista Montalvão distante duas legoas, Niza outras duas, Castelo Branco oito, Vila Velha quatro, e Arês duas, Castelo de Vide duas: o seu termo
tem por todas as partes meya legoa, muito fecundo de senteyo, feyjão e milho meudo, e algum trigo: há nella Mizericordia com provedor, e irmãos, e hospital, erecta pella devoção e doaçans dos devotos, que farão e fazem de renda regularmente cem mil reis, e cento e trinta mil reis: tem capitão mayor, dous capitaens da ordenança, hum de auxiliares, e hum sargento mor: fora da Villa tem hua ermida de S. Antonio, outra de S. Sebastiam, e do Calvario; e outra, meya legoa distante, de Nossa Senhora da Redonda imagem muito milagroza, e de grande veneração, não so para os desta Villa, mas tambem para as circumvizinhas, ahonde vem com muitas romarias de Veram, e os da
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuD-5ugFY07gXFN9AYF7b4Pnv31jPqQ7pTKBiwVGkyNVKiUlCmYtTEVjWMU1G-qmf3KoDIb8q_16myaxTeutvmo5A7wtyNoagf6ElHw6HRMbxY067sHqEBkBroCvxAgR7RNmb-D_sJ6J_/s400/Nova+imagem.bmp
nobreza com provizão de
El Rey para fazeremos [sic] gastos à custa dos bens do concelho: dentro, tem
duas ermidas, a de S. Pedro, e da Santa Caza da Mizericordia: tem dous juízes ordinarios,
escrivam da camera, escrivão dos orphãos, escrivão do judicial e notas alcayde:
a Mizericordia governa-se pello compromisso de Lisboa: tem esta Villa finalmente
seu sinal de muralha, que he ao redor huma parede mais larga arruinada, e quazi
posta no alicerce, e hum castelo no meyo com huma das quatro faces, arruinada pellos
castelhanos em Mayo de mil e settecentos e quatro, este pello terremoto foi so
o que padeceo nesta Villa perder huma pequena parte la do alto da mesma face
offendida; que as outras tres se conservão inteiras. Dista de Portalegre quatro
legoas, de Lisboa trinta e duas.
Ha mais huma ribeyra, que, por fazer ao rio Sor, lhe deu a sua origem; que he
junto a Aldea da Lagoa, termo de Portalegre3, ahonde de huns regatos se forma, e na distancia de duas legoas á esta Villa por cujo termo passa, faz seis moinhos, que moem nos annos bem regulados, de Outubro athe Mayo.
Pella pequenhez deste termo alcançarão os moradores desta Villa provizoens dos senhores reys passados para serem os pastos comuns, e poderem entrar com os seus gados no termo da Villa de Niza.
Ha mais outra ribejra ou riozinho chamado Figueyrô, de tão excelentes bordalos, que entrando hum homem desta villa, em huma igreja da cidade de Coimbra, a tempo, que se faziam exorcismos a hum energumeno (pessoa, que nunca veyo á esta terra, nem o conhecia) disse o Diabo = oh homem de Alpalham! bons bordalos de Figueyrô! oh oh!
=. E por não acabar com o Diabo, guarde Deos a quem me manda fazer este papel.
Alpalhão, de Abril 4 de 1758.
Ha mais huma ribeyra, que, por fazer ao rio Sor, lhe deu a sua origem; que he
junto a Aldea da Lagoa, termo de Portalegre3, ahonde de huns regatos se forma, e na distancia de duas legoas á esta Villa por cujo termo passa, faz seis moinhos, que moem nos annos bem regulados, de Outubro athe Mayo.
Pella pequenhez deste termo alcançarão os moradores desta Villa provizoens dos senhores reys passados para serem os pastos comuns, e poderem entrar com os seus gados no termo da Villa de Niza.
Ha mais outra ribejra ou riozinho chamado Figueyrô, de tão excelentes bordalos, que entrando hum homem desta villa, em huma igreja da cidade de Coimbra, a tempo, que se faziam exorcismos a hum energumeno (pessoa, que nunca veyo á esta terra, nem o conhecia) disse o Diabo = oh homem de Alpalham! bons bordalos de Figueyrô! oh oh!
=. E por não acabar com o Diabo, guarde Deos a quem me manda fazer este papel.
Alpalhão, de Abril 4 de 1758.
O vigario Fr. Manuel
Alvarez da Sylva
Fonte: [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 3, nº
16, pp. 141 a 144]
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sexta-feira, 30 de maio de 2014
Bom Dia Alentejo, Blocos Pedunculados de Arez-Alpalhão - Nisa, a Zona é rica, a natureza diz que é artista
Os
blocos pedunculados são como enormes cogumelos de granito que crescem aqui e
além na Superfície de Aplanação do Alto Alentejo. A sua origem ocorreu em duas
etapas: uma primeira que se dá após a exposição à superfície de uma porção
granítica, resulta de uma mais rápida alteração química da rocha ao nível do
solo, onde as águas subterrâneas se acumulam e enriquecem em ácidos orgânicos e
uma segunda etapa desenvolvida durante um período de chuvas mais intensas em
que os solos sofrem erosão acelerada, expondo o pedúnculo que une o todo
coerente ao seu substrato granítico...
Fonte:
http://www.naturtejo.com/conteudo.php?opt=o-que-visitar&id=75
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Bom Dia Alentejo, Alpalhão, que lá na Nossa Senhora da Redonda, Segunda-feira da Pascuela, Povo come o borrego no campo
É tradição ir "comer o borrego" ou "comer o chibo" ao campo em segunda-feira de Pascuela e assistir á romaria de Nª. Sr.ª. da Redonda
Há em Alpalhão quem
se chame Maria da Redonda, o que revela a importância da Senhora da Redonda
para a comunidade.
É revelador e é
bonito, daí que se espere sempre uma grande festa pela Senhora da Redonda, a
coisa de uns três quilómetros da vila.
Ali encontrámos, cedo
ainda, famílias a almoçar, porque a missa é cedo.
As mesas estão postas
e há mesas de pedra para acolher as famílias em toda a Tapada da Senhora da
Redonda que circunda a zona da capela. Capela bonita, por sinal, com azulejos
na capela-mor e tecto a merecer a atenção.
Boa a intenção de
forrar de azulejos a meia altura toda nave mas o resultado é mais do que
duvidoso.
A imagem da Senhora
da Redonda causa admiração por duas razões. Primeiro porque se esperaria uma
imagem maior e depois ouve-se sempre dizer "tão pequenina e tão
bonita". A segunda razão que causa admiração só aos forasteiros menos
conhecedores de Alpalhão prende-se com a quantidade de ouro que a imagem apresenta.
Ora se estamos em
Alpalhão e se Nossa Senhora é feminina só podia ter ouro, muito ouro.
Hoje é muito menor o
número de famílias que fazem questão de ir comer à Senhora da Redonda, se bem
que ninguém falte durante a tarde à festa.
Mas há ainda muitas
famílias que fazem questão de manter a tradição, e como há um amplo leque
geracional nessas mesmas famílias, convencemo-nos que a tradição ainda está
para durar.
É também da tradição
convidar para comer quem chega, de modo que se for sem merenda não deve ter
problema.
Nota: Para evitar a
acção de ladrões e outros meliantes todos os objectos de valor foram retirados
da igreja e guardados em local seguro, apenas regressando a igreja no dia da
romaria.
Fonte: Jornal Fonte
Nova, Portalegre
Bom
Dia Alentejo!
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