Foto:
Paulo Gonçalves, o blogue “Viajar e Descobrir”
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
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domingo, 24 de julho de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Bom Dia Alentejo, Topónimo de Almodôvar, a Lenda da Vila Negra, nevoeiro ficou cerrado
Os milagres do Senhor
Jesus do Calvário eram tantos e tão grandes, que depressa se tornaram conhecidos
por todo o país.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, – há muitos, muitos anos – dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a dar-lhe o nome de Vila Negra.
Fez-se noite, de repente! Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, – há muitos, muitos anos – dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a dar-lhe o nome de Vila Negra.
Fez-se noite, de repente! Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer.
Os guerreiros, em vão
procuraram a vila e perderam o rumo e viram-se obrigados a bater em retirada,
sem poder entrar na Vila, e não puderam levar consigo o Senhor Jesus do
Calvário.
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às janelas a ver o que se passava, mas o denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis devotos, que receberam benefícios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Este acontecimento foi tão importante que a População nunca mais o esqueceu, e ainda hoje, alguns mais idosos, se referem a Almodôvar como a “Vila Negra”...
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às janelas a ver o que se passava, mas o denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis devotos, que receberam benefícios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Este acontecimento foi tão importante que a População nunca mais o esqueceu, e ainda hoje, alguns mais idosos, se referem a Almodôvar como a “Vila Negra”...
Fonte: cavaleirosvn.net
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segunda-feira, 23 de março de 2015
Bom Dia Alentejo, Almodôvar, a lenda de Santo António, amor do Pai eterno
Quando Santo António, andava pelo mundo, passou por
estas bandas, isto segundo a lenda. Havia uma moça que tinha casado com um
homem muito mais velho do que ela. Ora aconteceu que essa moça teve um filho
dele. O homem não aceitava a criança, dizendo que não era filho dele.
Foto: http://hypescience.com/wp-content/uploads/2012/06/amor-de-pai.jpg
A moça passava os dias a chorar, com o desgosto de não
ver a criança aperfilhada.
Santo António passou pela casa da rapariga e, ouvindo o choro, entrou e foi ver o que se passava. A moça contou-lhe tudo e logo o santo quis ajudar a resolver o problema.
O santo disse-lhe que voltaria no dia seguinte e recomendou-lhe que deitasse o menino no berço, com o pai de um lado do mesmo berço e a mãe do outro. E que seria a própria criança a dizer quem era o pai.
Ela assim resolveu fazer, incrédula no entanto, pois o menino só tinha um mês e ela não acreditava que ele conseguisse falar.
No dia seguinte, Santo António voltou à casa e dirigiu-se ao bebé dizendo-lhe:
— Levanta-te, aponta com o dedo e diz quem é o teu pai!...
A criança, levantou-se e apontando na direcção do homem, chamou-lhe pai.
Só assim o homem acreditou que era na verdade, o pai da criança.
O santo recomendou ao homem que fosse fiel a sua mulher e a seu filho, pois a verdade morava naquela casa.
Santo António passou pela casa da rapariga e, ouvindo o choro, entrou e foi ver o que se passava. A moça contou-lhe tudo e logo o santo quis ajudar a resolver o problema.
O santo disse-lhe que voltaria no dia seguinte e recomendou-lhe que deitasse o menino no berço, com o pai de um lado do mesmo berço e a mãe do outro. E que seria a própria criança a dizer quem era o pai.
Ela assim resolveu fazer, incrédula no entanto, pois o menino só tinha um mês e ela não acreditava que ele conseguisse falar.
No dia seguinte, Santo António voltou à casa e dirigiu-se ao bebé dizendo-lhe:
— Levanta-te, aponta com o dedo e diz quem é o teu pai!...
A criança, levantou-se e apontando na direcção do homem, chamou-lhe pai.
Só assim o homem acreditou que era na verdade, o pai da criança.
O santo recomendou ao homem que fosse fiel a sua mulher e a seu filho, pois a verdade morava naquela casa.
Fonte: António
J. Gonçalves, Monografia
da Vila de Almodôvar Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Bom Dia Alentejo, Almodôvar, a Escultura, o Sapateiro que está na rotunda
É difícil determinar
a origem da vila de Almodôvar, a sua cultura e época. No entanto, compadres e
minhas comadres, no entanto há registos de povos árabes, muçulmanos em mapas do
século VII, em que a cidade era chamada de Al-Mudura que siginifica "coisa
redonda ou cerca redonda".
Almodôvar, terra de
sapateiros entre os anos 1940 e 1970. No sul do país, pois vos direi compadres,
era a zona com mais indústria manual de calçado com cerca de 200 artesãos.
Os industriais e oficinas
trabalhavam com o intuito de participar nas feiras. Por todo o Alentejo os
sapatos e as botas tinham fama, pois em todas as feiras havia uma rua com todos
os sapateiros, a qual davam o nome de rua de Almodôvar.
Numa rotunda da vila,
foi erigida uma impressionante escultura com 6 m de altura em homenagem à arte
dos sapateiros desse tempo. A obra em si, é do escultor Aureliano Aguiar. Feita
ela, com pedaços de ferro recuperado de todos os tipos.
Foto:
Paulo Gonçalves, http://viajaredescobrir.blogspot.pt/2014/04/portugal-almodovar-rotunda-o-sapateiro.html
Esta é uma escultura que foi
concebida em homenagem ao Sapateiro e
que visou promover, divulgar e valorizar o ofício tradicional de sapateiro
enquanto elemento identitário da Vila de Almodôvar e torná-lo fator de
atratividade turística.
Esta impressionante
escultura de Aureliano Aguiar, foi construída de forma a relembrar este ofício,
que atravessou várias gerações, às vezes dentro das mesmas famílias, e foi
considerado, em tempos não muito distantes, um dos principais meios de
subsistência do concelho, tendo chegado a contar com cerca de 200 sapateiros no
ativo.
Utilizando diversos
materiais de ferro velho e com os seus 6 metros de altura, vale a pena parar
por 5 minutos para contemplar este magnífico trabalho.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Bom Dia Alentejo, a Lenda da Costureirinha, a Promessa que não lhe foi paga
Conta esta lenda, a Lenda da Costureirinha, a história de uma costureira
que tinha uma filha em idade de casar e resolveu dar-lhe, como prenda de casamento,
uma máquina de costura.
A costureira, não tinha posses para pagar a máquina no acto da compra. Ainda assim, conseguiu adquirir a máquina ficando de pagá-la mais tarde.
Pouco tempo decorrido, a costureira morreu, não podendo por isso pagar a dita divida.
Ainda hoje, em algumas casas da freguesia, se diz ouvir “o trabalhar da máquina da costureirinha”.
Reza a tradição que, o espírito da costureira não terá descanso, devido ao facto de ter morrido sem ter pago a sua divida.
A costureira, não tinha posses para pagar a máquina no acto da compra. Ainda assim, conseguiu adquirir a máquina ficando de pagá-la mais tarde.
Pouco tempo decorrido, a costureira morreu, não podendo por isso pagar a dita divida.
Ainda hoje, em algumas casas da freguesia, se diz ouvir “o trabalhar da máquina da costureirinha”.
Reza a tradição que, o espírito da costureira não terá descanso, devido ao facto de ter morrido sem ter pago a sua divida.
Fonte: António J. Gonçalves, Monografia da Vila de Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.123-124
Bom Dia Alentejo!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Bom Dia Alentejo, Santa Cruz, Freguesia de Santa Cruz, terra de Almodôvar, a Lenda das Maias
Foto:
http://lh3.ggpht.com/_V78tgti2DFM/Sfq_-TWPVJI/AAAAAAAAC1k/egik90_Oh0/maias%20giestas%2001_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800
Andavam os judeus à
procura de Jesus para o matarem, quando certo dia, à noitinha, o viram
recolher-se a uma casa de aparência humilde. Então, para poderem na manhã
seguinte prender Jesus, penduraram um ramo de giestas no fecho da porta, a fim
de não terem dificuldade em reconhecer a casa em que ele dormira.
Mas, na manhã
seguinte, por milagre, todas as casas tinham ramos de giestas nas portas. Desse
modo, os judeus desorientados, não puderam descobrir a casa onde Jesus estava. A partir desse dia e
ainda hoje, se costuma, no primeiro dia do mês de Maio, enfeitar as portas das
casas com giestas, a que se dá o nome de Maias, por florirem em Maio.
Fonte: António J.
Gonçalves, Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.131
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