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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Bom Dia Alentejo, Montargil, Cruzeiro, Cruzeiro de Montargil

 
O Cruzeiro de Montargil, compadres e minhas comadres, situado na lateral da Igreja Matriz, ele apresenta dois degraus de pedra de forma quadrada e assim uma coluna com uma esfera de pedra.
Foi construído em granito para comemorar o ano santo de 1950. E que mais informação não lhe apanhou...
Coordenadas GPS: N 39 04.705' W 008 10.108'
Fonte: visitarportugal.pt

terça-feira, 28 de abril de 2015

Bom Dia Alentejo, Cabeço de Vide, O Cruzeiro de Castelo de Vide, Espírito Santo a diz presente que na terra da Fronteira


O cruzeiro de Cabeço de Vide, ou do Espírito Santo, ergue-se diante do pequeno templo da mesma invocação, que também deu nome ao largo onde se situa.
Uma obra do séc. XVI, e como relata Luís Keil é composta por "uma coluna simples de mármore, assente sobre quatro degraus de forma rectangular, com capitel sobre o qual está uma cruz de braços largos, com a imagem de Cristo de um lado, e do outro, Nossa Senhora da Piedade, sobrepondo-a a pomba simbólica do Espírito Santo".

O cruzeiro assenta num soco de três degraus quadrados, de arestas boleadas e é composto por coluna da ordem toscana: base moldurada, coluna de fuste cilíndrico liso, e capitel formado por coxim simples e ábaco quadrado.
No caso presente, o coxim é decorado com estrias ou caneluras. Sobre o capitel destaca-se a cruz, pateada, de perfil achatado e braços largos. Na frente e no verso do braço inferior estão figurações de Cristo e da Pietá, sendo ambas encimadas por uma pomba, representação do Espírito Santo, rematando o braço superior da cruz.

Apesar do carácter renascentista do conjunto, patente na utilização de uma ordem romana, as esculturas são consideravelmente arcaizantes, submetendo a composição a regras medievais (como se pode ver na Pietá, onde a Virgem é maior que Cristo).
Note-se ainda o tratamento pouco fluido dos panejamentos, o talhe mais superficial, recordando o trabalho na madeira, e o carácter monolítico das figuras, denotando obra de factura regional e menos sofisticada, embora plena de sentimento.
Fonte: Direção-Geral do Património Cultural

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Cruzeiro, O Cruzeiro de Tolosa

 
Tolosa que nos últimos anos tem progredido apreciàvelmente, não podia ficar indiferente ao brado vibrante do Sr. P.e Moreira das Neves, o laureado Jornalista-Poeta.
E assim, os organismos locais da Acção Católica (JOC e JACF) abriram a uma subscrição pública para a erecção do Cruzeiro da Independência no Largo. Junto da Matriz.
No plinto, lê-se, entre outras, esta inscrição: "Aos Heróis da Pátria Cristã, os Organismos de Acção Católica Tolosa 1940".
E vê-se o Escudo Nacional (actual).
 
Cerca das 15 horas do dia de Natal, eram recebidos à entrada da freguesia, com música e
foguetes, os Srs. P.e Sebastião Martins Alves, digno Arcipreste e dr. José Rasquilho de barros, ilustre presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, com representação do Sr. Administrador do concelho
Acompanhavam-nos os distintos tolosenses Srs. drs. João e Carlos Telo Gonçalves. Organizou-se em seguida o cortejo. descerrada a Cruz, que a Bandeira Nacional envolvida, pelo Sr. Dr. R. de Barros - o Rev.do Pároco, Sr. P.e Fernando Proença saraiva, benzeu solenemente o Cruzeiro.

Constituida a Mesa, iniciou-se a sessão solene a que presidiu o Sr. Dr. Barros, secretariado pelo Rev.do Sr. Arcipreste que discursavam, e pelo Srs. Prof. Álvaro da Luz Biscaia e José António Brás, pela Junta da Paróquia. Usaram também da palavra os Srs P.e Fernando Saraiva, e Prof. Baptista Camilo.
A Filarmónica de Tolosa associou-se à solenidade tendo tocado o Hino Nacional e o da restauração. Ouviram-se calorosas vivas ao Cristo-Rei, à Santa Igreja, à Pátria, a Carmona e Salazar, etc., enquanto os foguetes estralejavam.
Os organismos de A.C. e as crianças das escolas declamavam o côro Falado Cruzeiros de Portugal, que foi muito aplaudido, e a menina Maria Lurdes Enes de Oliveira uma poesia...
Fonte: Jornal "O Distrito de Portalegre", 8 de Março de 1941

 
 
 
 
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Cruzeiro de Alpalhão, a uma porta aberta a de uma vida

 
 
 
 
 
Foto e Texto: http://www.patrimoniocultural.pt/
Em Alpalhão ergue-se uma pequena capela quinhentista, da invocação do Calvário, junto à qual se levanta o cruzeiro classificado. Na verdade, o cruzeiro faz parte de um interessante conjunto de elementos evocativos do sacrifício de Cristo; para além da invocação da capelinha, temos a sua planta circular (rotunda) simbolizando o Santo Sepulcro, e ainda um "passo" da cruz representado no adro murado, também circular.
O cruzeiro, datando igualmente de Quinhentos, mas muito possivelmente anterior à construção do templo, é constituído por uma coluna oitavada lisa, assente em três degraus quadrangulares, sustentando uma plataforma de planta octogonal onde se levanta a cruz.
Esta é uma cruz latina, composta por dois troncos octogonais, exibindo a figura do Crucificado numa das faces, e uma representação de São João Evangelista amparando a Virgem na outra face. As figuras são de bom talhe, com delicados panejamentos, de pregas naturalistas, cuidados detalhes e considerável precisão anatómica.
A cabeça de Cristo, sobrepujada por filactera com a inscrição INRI no topo da cruz, inclina-se para a direita, cingida pela coroa de espinhos, e os seus pés assenta numa pequena peanha.
O grupo constituído pela Virgem e São João Evangelista é tradicional na representação do Calvário, recordando o momento em que o discípulo tomou a Maria como sua própria mãe.
Como último apontamento, note-se que os degraus da base da coluna foram reconstruídos em meados do século XX, na sequência das obras aí efectuadas pela Junta de Freguesia de Alpalhão, quando o bloco de granito original foi demolido…

terça-feira, 20 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, a terra de Aldeia da Mata, três de Maio dia da Bela Cruz, as terras do Crato cruzeiro os enfeitava

 
 
 
 
 
 
 
 




Era a 3 de Maio, - e nas minhas viagens pela terra da Aldeia da Mata ainda parece que o é – nesse dia enfeitavam-se os cruzeiros com flores naturais.
Esta tradição era feita com alegria pelas raparigas, e com o entusiasmo e rivalidade que havia entre elas nesse dia, era também partilhada pelo povo da zona dos cruzeiros.
Após alguns de interrupção, hoje a custo e sem vontade, os cruzeiros enfeitam-se, mas só por alguma mulher casada que é auxiliada pelas crianças. Esta tradição tem tendência a acabar o que é pena…
Fonte: A Nossa Terra, João Guerreiro da Purificação, Associação de Amizade e Terceira Idade, Aldeia da Mata, 2000.



Bom Dia Alentejo!