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sábado, 12 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, Portalegre, Porta, as Sete Portas de Portalegre


1 - Porta de Elvas
Placa toponímica: Rua de Elvas.
Localização: Rua que faz ligação da Rua 1,º de Maio à Rua do Comércio.
Já não existe esta porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.

 
2 - Porta de Évora
Placa toponímica: Rua do Arco de Évora
Localização: Rua que faz a ligação da Praça do Município à Rua 1º de Maio.
Já não existe esta porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio. Seria a saída do Largo da Sé, pela Rua do Arco, para a estrada hoje com a designação de 1.º de Maio.
A atribuição do nome de Porta de Évora deve ter sido influenciada pela proximidade da cidade de Évora, capital do Alto Alentejo, que Portalegre quis homenagear.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.


 
3 - Porta do Crato
Placa toponímica: Porta do Crato séc. XIII.
Localização: Liga o Largo do Paço à Rua 1ª de Maio
Conhecida actualmente por “arco do bispo”, é uma construção do século XIII, sendo designada por “ Porta do Crato”.
Este nome advém-lhe, certamente, do facto de se encontrar em frente da vila do Crato, povoado de grande prestígio daquela época. Daqui se avista um deslumbrante panorama. Defronte, num pequeno edifício onde funciona a Câmara Eclesiástica, vê-se o brasão do bispo D. Frei Manuel Coutinho da silva. A seguir, no largo Cristovão Falcão, o célebre poeta Crisfal que nesta cidade nasceu, fica o magnífico Palácio Amarelo, edifício do séc. XVIII que sofreu várias modificações nos dois séculos seguintes. Foi solar dos Rombos de Sousa Tavares e, depois, dos viscondes de Abrançalha. Tem doze janelas com grades de ferro, elegante e ricamente trabalhadas.
 

 
4 - Porta Falsa
A placa toponímica afixada na fachada do Palácio Amarelo, na Rua da Figueira, esclarece-nos que esta artéria, no séc. XIII, tinha a designação de “Poterna”, o que significa que existiu uma “galeria subterrânea ou porta falsa, para sai secretamente da praça fortificada”. Esta passagem presentemente está fechada, não sabemos desde quando, Vide anotações à Rua da Figueira). Não teria havido confusão em classificar ou atribuir à Porta Falsa?
Fica a incógnita.

 
5 - Porta da Devesa
Placa toponímica: Porta de Devesa - séc. XIII.
Localização: Final da Rua Luís de Camões e início da Rua 5 de Outubro.
Esta porta é uma das insígnias da cidade. O seu nome tem origem no facto de separar a povoação propriamente dita do campo fértil que nesse tempo se lhe seguia, ou ainda por ser o terminus dessa mesma povoação.
Ainda hoje, quem bem olhar, desfruta dali um dos mais belos panoramas que a nossa cidade nos oferece, sendo o encanto de muitos amantes da fotografia.
Podemos admitir que esta porta também fosse conhecida por Porta do Espírito Santo por se avista dali a igreja e o largo com este nome. Esta porta tinha duas torres emparelhadas (antigas armas da vila e depois cidade de Portalegre), tal como se vêem reproduzidas na frontaria do Paços do Concelho.


 
6 - Porta do Postigo
Pelo Eng.º Fernando Alberto de Sodré da Costa Freire, foi apresentada na reunião camarária de 1 de Fevereiro de 1934 uma proposta para alargamento da Rua do Carmo, considerando não só a estética citadina, como a maior facilidade do trânsito. Esta obra, cujo projecto oferecido pelo proponente, viria a debelar a cise de trabalho que avassalava a classe operária, com ela pretendendo a vereação mostrar aos vindouros não estar interessada em destruir, mas sim construir e conservar.
Da proposta constava que para as obras se fizessem as necessárias diligências junto dos proprietários que cederiam os terrenos, a título gratuito, e que o eixo da porta fosse deslocado o necessário para o seu encastramento na muralha ainda existente no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, nele se colocando uma lápide com os seguintes dizeres:
“ No primeiro dia do mês de Fevereiro do ano de mil novecentos e trinta e quatro (MCMXXXIV) por proposta do seu Presidente Engenheiro Fernando Alberto de Sodré da Costa Freire, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Portalegre e para efeitos de alargamento da Rua do Carmo, resolveu  desloca o eixo desta Porta e encastrá-lo na antiga muralha, a fim de mostrar aos vindouros o culto que as gerações de então tinham pelo passado. O eixo da Porta foi deslocado de doze metros para Sul.
 

 
7 - Porta de Alegrete
Placa toponímica: Porta de Alegrete. Séc.XIII.
Localização: Fica no arrabalde de São Francisco e do Corro-hoje Praça da República.
Presentemente, é conhecida por Arco de Santo António, dada a existência ali de um nicho com a imagem daquele santo, padroeiro da cidade de Portalegre, ou ainda por Porta de São Francisco.
Devia ser a porta de maior movimento da cidade, uma vez que era o elo de ligação entre a sua parte mais importante e os lugares de lazer, os mercados e os acessos às Freguesias rurais mais populosas.
Passando pelo arco de Santo António, a Porta de Alegrete, encontrar-nos-emos na Praça da Republica, vasto recinto noutros tempos chamado “Corro”, possivelmente por ser destinado aos folguedos nos quais se quebravam lanças em torneios e se jogavam canas em alcanzias. Neste desafogo recinto, merece atenção um interessante trabalho de alvenaria existente no cunhal de um prédio que dá para a Rua Garrett. Mais adiante, estaremos em presença dos notáveis edifícios do Governo Civil e do Antigo Liceu. O primeiro, do séc. XVIII, pertenceu ao conde Avillez, herói da Guerra Peninsular; o segundo, também do séc. XVIII, foi propriedade de Diogo da Fonseca, celebrado Morgado da Lameira.


Fonte: Prof. Doutor António Ventura) ,www.cm-portalegre.pt

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Bom Dia Alentejo, Coreto, Coreto de Portalegre, a no Jardim do Tarro


Mandado construir em 1876, por João Real da Costa Cabral e inaugurado a 23 de Setembro do mesmo ano, é hoje propriedade da Câmara Municipal de Portalegre.
No Jardim do Tarro, entre árvores, que pouco o deixam a descoberto e escondendo-o demasiado, encontra-se mais um coreto de planta octogonal com 2,33 m de lado e 1,48 m do solo, altura a que está o pavimento de argamassa de cimento.
As paredes forradas a azulejo, a grade em ferro fundido e com escadaria própria, tem a cobertura em chapa lisa, com estrutura em ferro.
Está electrificado, encontrando-se em bom estado de conservação.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra.

Foto: Luís Paiva Boléo, http://www.panoramio.com/photo/50699205

domingo, 24 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Portalegre, a Côca de Portalegre

 
O trajo da Côca de Portalegre, assim mes compadres e minhas comadres, era composto por blusa, saia, manto, meias e sapatos…
A blusa, ela tinha um franzido nos punhos e assim na cintura. Finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete e abotoa de lado ao pescoço, descendo depois ao meio do peito à cintura.
Saia, ela franzida na cintura e comprida até aos pés.
O manto, colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste. Até à cintura, se dirá a vossemecês compadres,  para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média,  sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda, espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.
As meias, elas eram pretas ou cinza, eram feitas à mão de cordãozinho.
Os sapatos, assim para terminar o traje assim mes compadres e minhas comadres, eram pretos, assim tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.


O trajo da Côca de Portalegre, trata-se pois de um trajo de mulher, todo ele de cor preta, que no início do século XIX, assim compadres e minhas comadres, era utilizado no dia do casamento.
No início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a Côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos, assim se dirá a vossemecês, que parece assim proibidos.
Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.
Este trajo, como tudo abala no Alentejo, deixou de se visto na cidade de Portalegre por volta dos anos 30, assim do século XX.
Fonte: http://serenatasemportalegre.blogspot.pt

terça-feira, 12 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Coreto, Coreto de Alegrete, a anos que loucos no Alentejo

 
Assim compadres, erguido no Largo da Praça e seu nascimento datando o início do século XX. Função sua, certamente como todos os seus iguais, permitir, a actuação de bandas de música ao ar livre, e, que certamente, a querer um pézinho de dança, e a perguntar a menina bonita se a menina dança. 
  
Construção sua de uma planta octogonal e o podium – assim mes compadres - rodeado por uma armação de ferro forjado, surgindo oito colunas que suportam a cobertura em cúpula, também octogonal, rematada com uma arpa de ferro forjado.
Datado do início do Século XX e situado no Largo da Praça, o Coreto de Alegrete insere-se na mentalidade dos loucos e eufóricos anos 20, resultantes do fim da 1.ª Grande Guerra e que antecederam o grave "crash" da Bolsa de New York.