Foto:
DanielTeix, panoramio.com/photo/59207747
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
terça-feira, 21 de junho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
sábado, 18 de junho de 2016
Bom Dia Alentejo, a terra de Cunheira, a Sáfara do Fraguil, o concelho Alter do Chão
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sexta-feira, 17 de junho de 2016
Bom Dia Alentejo, Gáfete, capela de São Marcos, boi um dia não foi benzido
Conta o grande etnógrafo José
Leite de Vasconcelos no vol. VIII da sua ETNOGRAFIA PORTUGUESA:
"Estive em Gáfete, em 25 de
Abril de 1922, e assisti. De Gáfete, saiu uma procissão do adro da igreja para
a tal capela, a um quilómetro. Vai a Irmandade de S. Marcos e ainda três
padres, que vão cantar a missa na capela, e o sacristão, mas neste ano, não
foram os irmãos. Ao pé da capela, num curral, estava o boi, que é, como disse,
um bezerro.
Os irmãos foram, de opa branca, buscá-lo, e com uma varinha para o tocar, e puseram-no debaixo do alpendre ou galilé. Aí um padre benzeu-o e o boi entrou. Depois, ao pé do altar, era costume o padre dar na cabeça do animal com uma cruz de pau. Seguiu-se missa cantada e sermão. Logo que o boi sai da igreja, e lhe dão comida, leiloam-no e o produto, com as esmolas, é para a festa".
Os irmãos foram, de opa branca, buscá-lo, e com uma varinha para o tocar, e puseram-no debaixo do alpendre ou galilé. Aí um padre benzeu-o e o boi entrou. Depois, ao pé do altar, era costume o padre dar na cabeça do animal com uma cruz de pau. Seguiu-se missa cantada e sermão. Logo que o boi sai da igreja, e lhe dão comida, leiloam-no e o produto, com as esmolas, é para a festa".
Mas em 1924, já alvorecia o 28 de
Maio de 1926, o bispo de Portalegre, D. Domingos Maria Frutuoso, decidiu
proibir tais práticas nas igrejas da sua diocese...
E é pois compadres e minhas comadres, o próprio Boletim da Diocese de
Portalegre que reconhece que o bispo " foi obedecido em todas as
freguesias exceptuando apenas a de GÁFETE, em que uma parte do povo se
amotinou, vociferando na capela do santo injúrias contra o pároco por se opôr a
que se levásse a efeito o que superiormente estava proibido. Disseram mesmo que
o Bispo nada tinha com aqueles costumes e que O POVO É QUE MANDAVA.
E o bispo retaliou:
Em ofício ao padre de Gáfete, proíbe-o de" exercer qualquer acto de culto dentro dos limites da dita freguesia, a não ser a administração dos últimos sacramentos aos moribundos e a assistência aos funerais, devendo os fiéis, para tudo o mais, recorrer à freguesia de Tolosa.
Outrossim proibe que qualquer Sacerdote celebre missa dentro dos limites da freguesia de Gáfete, quer de semana quer aos domingos, sem licença Sua, concedida por escrito".
Em ofício ao padre de Gáfete, proíbe-o de" exercer qualquer acto de culto dentro dos limites da dita freguesia, a não ser a administração dos últimos sacramentos aos moribundos e a assistência aos funerais, devendo os fiéis, para tudo o mais, recorrer à freguesia de Tolosa.
Outrossim proibe que qualquer Sacerdote celebre missa dentro dos limites da freguesia de Gáfete, quer de semana quer aos domingos, sem licença Sua, concedida por escrito".
Mas passado pouco tempo,
"uma representação de pessoas gradas da freguesia, dando as satisfações
devidas" dirigiu-se às autoridades competentes " pelo que foi
levantada a proibição e restabelecido o culto"
“ A Festa de S. Marcos e a
religiosidade Popular" de Rui Arimateia, revista IBN MARUÁN, nº 2-1992
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Bom Dia Alentejo, Outeiro, Belver, a Ponte, o Lagar... e assim lá uma Azenha
Ponte – compadres e comadres –
ponte, situada na Ribeira de canas, com apenas um arco, que servia de travessia
para as populações atravessarem o ribeiro e terem acesso ao lagar e azenha.
Assim vossemecês podereis ver, a ponte tá assim um pouco destruída no
tabuleiro, assim bocadito doente.
Ainda dá para ver, os antigos
caminhos de acesso, mas como não são limpos, o acesso a este local torna-se um
pouco difícil. Espero, assim o deixo sair do meu coração que um dia a Câmara
Municipal do Gavião faça limpeza ao local e torne um local de Percursos
Pedestres, visto, nesta ribeira, que junto a esta ribeira, há muito para descobrir…
Junto há ponte, pode-se ver um
antigo lagar e uma azenha, ambas usavam a força da água. O Lagar apenas se vê
as paredes, as tulhas e um pilar ao meio. Já não se vê a grande roda de metal
ou talvez de madeira.
Na
azenha ainda dá para ver as rodas de pedra e os locais por onde a água passava
para fazer rodar as pás e daí moer o milho ou trigo e fazer a farinha.
Não
muito longe da azenha há outro ribeiro, onde se situava outra ponte,
possivelmente também romana, mas infelizmente os anos não perdoam e esta ponte
acabou por ruir.
Fonte:
www.geocaching.com
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
Bom Dia Alentejo, Montemor-o-Novo, Topónimo de Montemor-o-Novo, o monte era o maior
MONTEMOR-O-NOVO pode orgulhar-se de ser, não
apenas uma das mais antigas povoações de Portugal, mas também uma das mais
ricas em tradições e títulos de nobreza.
Querem mesmo alguns historiadores que ela se identifique com a << Castrum Milianum >> dos romanos.
Hipótese verdadeira ou errada, o certo é que datam do longínquo ano 93 as
primeiras notícias que temos a seu respeito.
Quanto às origens do nome que ostenta, conta-se que, ao mandar D. Sancho I
se edificasse naqueles lugares um castelo, lhe perguntaram em qual dos montes
se havia de construir, tendo o rei respondido << no monte-mor >> ; e esta frase serviu de baptismo ao povo
nascente.
E, como já havia, no Norte, a vila do mesmo nome, para se distinguirem se
chamou a uma << Montemor-o-Velho
>> e à outra<< MONTEMOR-O-NOVO
>>.
(Do Mensário
das Casas do Povo – N.º 109 – Pág. 11 (Julho de 1955).
Diz a tradição que o nome da formosa vila teve por origem a resposta dada
por D. Sancho I quando lhe perguntaram sobre qual dos três montes determinava
que se edificasse o castelo:<< No
Montemor >>. É possível que assim fosse, e como outra explicação não há a tal respeito,
admitiremos esta.
Do Domingo Ilustrado, Vol. II
(1890) – Pág. 187).
O nome de Montemor tem
origem nos celtas. Contraporíamos << Bem
mór>> que os ingleses derivaram dos celtas, << Monte Grande >>, pois, pode bem
ter-se substituído o << bem>>
por << Monte >>, e,
quanto ao << Mor >> tanto
dos celtas como dos germanos, nos poderia ter vindo pela excelente situação
geográfica.
(DO Montemor-o-Novo Histórico e
Monumental por Manuel Claro, inserto na Pág. 402 do Vol. III do Álbum Alentejano).
MONTEMOR é o mesmo que Monte Maior, era o antigo Mons Maior Novus. Foi fundada por D.
Sancho I em 1201 sobre as ruínas da antiga Castrum
Malianum, de que os romanos falam no ano 93 da nossa era e que a tradição
diz ter sido a terra de Santa Quitéria, martirizada no ano 300 antes de Cristo.
(Dos Topónimos e Gentílicos, de
Xavier Fernandes, Vol. II – 1944 – Págs. 338-339).
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