sexta-feira, 3 de junho de 2016

Bom Dia Alentejo, Observatório, Observatório de Avifauna do Outeiro, Belver

 
 
 
 
 
 
 


Compadres e minhas comadres, assim, GPS: 39.492669, -7.891777.

Situado num recanto paradisíaco, assim no meio do silêncio compadres, das flores e da paisagem deslumbrante do Tejo, este é mais um local edílico do concelho de Gavião. Localizado ele junto à localidade de Outeiro, próximo da A23 e a poucos minutos do Museu do Sabão, em Belver, ou da inigualável praia do Alamal.
A localização do Centro de Observação de Avi-Fauna do Outeiro é particularmente interessante pela ampla vista que a partir daquele local se tem sobre o Vale do Tejo. É também interessante pelas várias formações rochosas e em particular pelas suas fragas, tão apreciadas pelas aves de rapina para nidificar.
Conta com diferentes habitats distintos, entre eles: matos (matos), zonas húmidas (cursos de água), áreas rochosas falésias/fragas rochosas), zonas artificiais (terra arada; plantações florestais).
Localizado a 30 KM a jusante da "IBA (IMPORTANT BIRD AREA)" de Portas de Ródão e Vale do Mourão, tomemo-la como referência em termos do potencial deste Centro de Observação. Este sítio alberga a maior colónia de Grifo exclusivamente em território nacional e também outras espécies rupícolas ameaçadas, como a Cegonha-preta e a Águia Perdigueira.
Ainda é possível encontrar o cada vez mais escasso Chasco-preto.
A pois se dirá assim a vossemecês, assim que compadres e minhas comadres, a pois se dirá a vossemecês, se gostam do birdwatching ou se gostam simplesmente de apreciar a paisagem natural, o Observatório de Avifauna do Outeiro, eu vos o digo, é mesmo um local a visitar.
Fonte: cm-gaviao.pt/pt/turismo/observatorio-de-avifauna-do-outeiro)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Bom Dia Alentejo, Campo Maior, Topónimo de Campo Maior, a menina sempre foi a mui Valorosa


A origem de Campo Maior busca-se em tempos remotos.
Diz-se que, havendo por aqueles sítios pequenos lugares, foram mandados três pioneiros (Galvão, Silveira e Mexia) a edificar ou talvez a unir mais a povoação; e separando-se um deles, na direcção de um certo vale a que se chamou Cantos de Baixo, gritou de longe aos companheiros, naturalmente também em andanças de pesquisas:  - <<Para aqui é campo maior!>>
 
Foto: portugalfotografiaaerea.blogspot.com
E justamente ali se construíram as primeiras casas e assim o burgo se denominou Campo Maior, hoje vila de muitos pergaminhos e títulos de trabalho e nobreza, cognominada de Leal e Valorosa pela esforçada e heróica defesa perante o ataque dos franceses invasores de 1811.
Fonte: Do Mensário das Casas do Povo – Ano IX – Dezembro de 1954 – N.º 102 – Pág. 10

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Bom Dia Alentejo, Montargil, Cruzeiro, Cruzeiro de Montargil

 
O Cruzeiro de Montargil, compadres e minhas comadres, situado na lateral da Igreja Matriz, ele apresenta dois degraus de pedra de forma quadrada e assim uma coluna com uma esfera de pedra.
Foi construído em granito para comemorar o ano santo de 1950. E que mais informação não lhe apanhou...
Coordenadas GPS: N 39 04.705' W 008 10.108'
Fonte: visitarportugal.pt

terça-feira, 17 de maio de 2016

Bom Dia Alentejo, Monte da Pedra, Brasão, Brasão de Monte da Pedra

 

Situada junto ao rio Sor, a terra do Monte da Pedra, compadres e minhas comadres, ela dista 15 quilómetros da sede do Crato. Ocupa uma superfície com uma área de 60,08 quilómetros quadrados e 280 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 4,7 hab/km².
O brasão seu assim, a compadres, a Escudo de ouro, fonte termal de azul e dois ramos de oliveira de verde, frutados de negro, tudo disposto em roquete; em ponta, monte de verde firmado, carregado com uma ovelha de prata, realçada de negro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro : “ MONTE DA PEDRA “.

sábado, 23 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, a terra de Sousel, a sua Praça de Touros, a mais antiga do país

 

Sempre se ouviu dizer, em Sousel, a sua Praça de Touros era a mais antiga do país.
Os vestígios mais antigos, sobre esta praça, eles remontam ao ano de 1860, embora a população local, ela defenda que aquela arena foi construída em 1725.
Populares, os populares alegam que a Praça de Touros Pedro Louceiro data de 1725, uma vez que se trata do ano de construção de uma igreja, a poucos metros da praça, que ainda hoje alberga as bilheteiras do tauródromo.
A arena de Sousel, a praça de Sousel, com capacidade para mil espectadores, ela acolhe normalmente por ano um espetáculo tauromáquico, na segunda-feira de Páscoa, data em que se realiza a tradicional corrida de touros, em compadres e minhas comadres, em honra de Nossa Senhora do Carmo.
Foto: encontrodearteaoredordotouro.blogspot.pt

sábado, 16 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, Alter do Chão, Coudelaria, a Coudelaria de Alter do Chão

 
 
 
 
 
 
 


 





A Coudelaria de Alter é criada em 1748, no âmbito de uma nova política coudélica, iniciada em 1708, pelo Rei D. João V, consequência da moda europeia.
Dominando a política coudélica, estava a profunda convicção de que a identidade nacional e a caracterização plástica e artística da Picaria Real teria de assentar na produção nacional de cavalos de sela, de Alta Escola.
A Coudelaria de Alter será instalada na Coutada do Arneiro, propriedade da Casa de Bragança, sendo a mais antiga e notável Coudelaria Portuguesa e, no mundo, a que mais tempo leva de funcionamento ininterruptamente no assento originário.
É ao Rei D. José I que, quase inteiramente, cabe o mérito da instalação e estruturação da Coudelaria de Alter.
O núcleo inicial da manada foi inteiramente constituído por éguas, na sua maioria, propositadamente adquiridas em Espanha.
No processo de alargamento da área de pastoreio foi organizado, no final de 1757, o potril da Azambuja para funcionar como estrutura complementar da Coudelaria de Alter, para recria dos poldros após a desmama.
Entre 1770 e 1800 a Picaria Real atingiu o máximo esplendor, para o que também foi decisivo o ensino do, Estribeiro-Mor, D. Pedro de Meneses, 4º Marquês de Marialva. É também reflexo desse período a edição, em 1790, de “A Luz da liberal e nobre arte da cavalaria” da autoria de Manoel Carlos de Andrade, Picador da Picaria Real.
Em 1787 a Rainha D. Maria I decidiu a criação de um novo picadeiro, mais consentâneo com a dama da Picaria Real iniciando-se de imediato a sua construção. O novo picadeiro, em estilo Neoclássico, foi inaugurado em 1793, e podemos vê-lo visitando o Museu Nacional dos Coches.
Não é só no picadeiro que os Alter Real brilham. Brilham também no Terreiro do Paço na estátua que Machado de Castro esculpiu, em 1775, para glória do Rei D. José I, montado num Alter-Real, o Gentil e no fausto dos cortejos de Gala, espelho do poder e grandeza da Corte e do País.
No decorrer do século XIX, a instabilidade da vida nacional, reflecte-se na vida administrativa e técnica da Coudelaria de Alter.
De 1842 a 1910 a Coudelaria passa por grandes dificuldades e sobressaltos, foi o tempo dos cruzamentos. Nesta altura o que se pretende é completamente diferente: num primeiro tempo pretende-se a produção de cavalos de tiro e num segundo a produção de cavalos de corrida provocando a secundarização do Alter Real.
Constatados os maus resultados da introdução de sangue de tiro e de sangue árabe na manada de alter, a partir de 1876 voltaram a ser utilizados reprodutores Alter Real.
Proclamada a República e arrestados os bens da coroa, a Coudelaria foi transferida, em Março de 1911, para o Ministério da Guerra, através da Comissão Técnica de Remonta. A Coudelaria passa assim a Coudelaria Militar.
O objectivo da Coudelaria Militar de Alter do Chão tinha claras intenções de fomento.
Mas foi feita uma forte persistência nos cruzamentos absorvendo o Alter Real e produzindo cavalos de desporto.
Em 1939, face à crescente mecanização das forças armadas são extintos os serviços de fomento hípico do Ministério da Guerra.
Em 1942 a Coudelaria Militar de Alter do Chão foi extinta e as propriedades e a manada foram integradas no Ministério da Economia.
Em seu lugar surgiu a Coudelaria de Alter sob jurisdição da Direcção Geral dos Serviços Pecuários.
O objectivo foi desde logo definido, sendo ele a recuperação do Alter Real, na altura quase em extinção. O trabalho para o alcance deste objectivo inicia-se logo em 1942 a partir de 11 éguas e 3 garanhões. As éguas, as únicas Alter Real puras recebidas da Coudelaria Militar e os três reprodutores, “Regedor” e “Vigilante” (Reprodutores adquiridos em leilão em 1938 pelo Dr. Ruy D’Andrade que agora os cede ao estado) e “Marialva II” (da Coudelaria do Dr. Fontes Pereira de Melo, na qual sempre imperou sangue Alter Real). Foi com base nestes três reprodutores que ate 1979 se conseguiu obter a recuperação do Alter Real.
A partir de 1980 desenvolve-se um trabalho constante de especialização do Cavalo Alter Real em Alta Escola mais afincadamente procurada e plenamente atingida a partir do lançamento, em 1989, da Escola Portuguesa de Arte Equestre, numa sequência do que foi a Picaria Real.
Em 1996 são tomadas medidas de intensificação da actividade da Coudelaria de Alter através do Programa de Desenvolvimento Integrado, que vigorou até 2006.
Em 2007 a Coudelaria de Alter é integrada na Fundação Alter Real, mantendo a sua missão de fundo, criação e valorização do cavalo Lusitano Alter Real.
A 2 de Agosto de 2013, a Coudelaria de Alter passa a ser gerida pela Companhia das Lezírias, SA, tendo-lhe sido atribuída através de delegação de competências de serviço público, a preservação do património genético animal da raça lusitana, quer na linha genética da Coudelaria Nacional, quer na linha Alter Real.
Fonte: Coudelaria de Alter. Um Outro Olhar sobre o Passado, de Manuel Homem Themudo

Foto: Duarte Fernandes Pinto, o blogue  “portugalfotografiaaerea.blogspot.pt”
 
 

sexta-feira, 15 de abril de 2016