sexta-feira, 15 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, Topónimo, Topónimo de Vendas Novas, a D. João III

 A origem provável e o subsequente desenvolvimento de Vendas Novas, devem-se essencialmente a três acontecimentos que tiveram lugar quase simultaneamente.
O primeiro e segundo acontecimento devem-se essencialmente à criação da Posta Sul, por ordem de D. João III, estabelecendo-se uma estação e uma sede da Posta em Aldeia Galega (o actual Montijo).
De igual modo, com licença do rei, mandou Luís Afonso, Correio-Mor do Reino abrir um caminho de Aldeia Galega a Montemor, que atravessava uma vasta charneca que o rei utilizava para as suas caçadas reais, de maneira a diminuir o percurso e o tempo das viagens. Nesse caminho, o rei mandou construir uma estalagem, no sítio que hoje é Vendas Novas.
 
Foto: historiadalousa.blogspot.com
O terceiro, - assim compadres e minhas comadres - o terceiro acontecimento, ele está ligado à construção, por ordem de D. Teodósio, de duas pousadas, uma em Evoramonte e outra nas Vendas Novas, perto das duas estações, para melhor se deslocar de Lisboa a Vila Viçosa. Terá sido então, a aberta do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção de duas estalagens, (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, em 1930), os três factores determinantes para a origem de Vendas Novas.
Quanto ao nome do povoado terá provavelmente origem nas construções - "Estalagens" ou "Vendas", que por serem de recente construção, eram novas, denominadas pelos viajantes como "as Vendas Novas".
Fonte: cm-vendasnovas.pt

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, Torre, Torre do Relógio, a Vidigueira

 
Foto: Carlos Silva,”cincodemaio.blogs.sapo.pt
Foi no decurso das obras de restauro, que foi no relógio foi colocado, os ponteiros que este nunca tinha tido, de modo que os compadres da Vidigueira, pudessem não só ouvir o som familiar das badaladas, mas também saber as horas sempre que para lá olhem.
É a torre pois uma construção quadrangular, tendo no alto, para onde se sobe por uma escada de caracol, uma guarda com uma grilhagem em tijolos e um ornato em cada canto, e no meio, como remate, uma guarita ou coruchéu, que alberga o sino e se abre para cada lado por um olhar com arco de volta inteira.
Dos monumentos profanos da Vidigueira, - compadres e minhas comadres – dos monumentos profanos, a Torre do Relógio é um dos que mais interesse merecem, não tanto pela torre em si, mas cuja data de construção se ignora, pois não lhe encontra qualquer referência que nos elucide, mas pelo sino que alberga, mandado fazer por Vasco da Gama em 1520, como consta da inscrição que nele se lê:
Este sino mandou fazer o Sr. Conde Dom Vasco Almirante da Índia.
Fonte: www.freguesiavidigueira.ptp

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, Alqueva, Barragem do Alqueva, a noite é deveras muito estrelada

 
 
As estrelas não brilham da mesma forma para todos!
Há um “cantinho” no Alentejo onde as noites são particularmente mais estreladas.
Este canto do Alentejo, do qual fazem parte os Municípios de Portel, Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Mourão, Moura e Barrancos criaram, em conjunto, a Reserva Dark Sky Alqueva.
A Reserva Dark Sky Alqueva, uma área de cerca de três mil quilómetros quadrados, foi reconhecida como a primeira Reserva do Mundo a obter a Certificação “Starlight Tourism Destination” atribuída pela Unesco e pela Organização Mundial do Turismo.
Nesta zona do Alentejo há um céu nocturno com características únicas, livre de poluição luminosa.

Fonte: descobriralentejo.pt

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Bom Dia Alentejo, Viana do Alentejo, a Ermida de São Vicente, a Torre que ficou

 
 
Perguntaram-lhe se queria fotografar uma igreja onde vive uma vara de porcos. Assim compadres e minhas comadres,foi a maior conspurcação e profanação de um monumento/templo, mais uma "pérola" para a colecção…
A vara pois já lá não estava. Embora pois sabeis, assim se dirá a vossemecês, houvesse vestígios por todo o lado. Ela certamente devia ter ido passear ao matadouro.
A compadre, vários pormenores lhe chamaram a atenção, nesta ermida, além do estado de degradação, geralmente os contrafortes são característicos do período românico, que é inexistente abaixo da linha do Tejo, ao mesmo tempo aquilo que à partida lhe pareceu uma rosácea emparedada, pareceu-lhe mais um arco árabe, ou compadres, pelo menos com essa influência..

 
É a construção compadres e minhas comadres, uma construção roqueira, ela fundada em data desconhecida do século XVII, no ponto dominante da serra de Viana, com uma altitude de 300 metros, e desde então designada de Alto de São Vicente.
Sofreu profanamento recente, embora em 1851, no coroamento da fachada, os Serviços Geodésicos e cadastrais, houvessem instalado um marco de triangulação do país, obra que foi valorizada nos anos de 1944-62.
Este edifício religioso perdeu-se, ultimamente, com a derrocada de parte das coberturas da nave da totalidade da capela-mor. Possuiu capela pinturas a fresco, que se perderam no tempo. Hoje encontra-se em ruínas, subsistindo a sua torre, de onde se tem uma vista espectacular sobre a planície alentejana.
Fonte: Gastão de Brito e Silva, ruinarte.blogspot.pt