António
Luís Silva, – compadres e minhas comadres -, nasceu a 15 de maio de 1967. É
natural de Elvas e reside em Estremoz há alguns anos.
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada está mantido em secreto, senão para ser trazido à luz…
quarta-feira, 23 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Bom Dia Alentejo, Alforge, os Alforges, o transporte e a posição
O alforge – compadres e minhas comadres - era um acessório amplamente
utilizado, pelo homem alentejano, sempre que se deslocava no dia-a-dia ou nas suas
idas a feiras e romarias. Sua função, - compadres - era o transporte dos
produtos adquiridos, a merenda ou outros pertences.
Para o trabalho, o alforge era confeccionado em tecido de lã proveniente de tecelagem caseira, em cores naturais e escuras, forrado de riscado.
O alforge utilizado em ocasiões festivas, era muito diferente, rico em pormenor e colorido.
Para o trabalho, o alforge era confeccionado em tecido de lã proveniente de tecelagem caseira, em cores naturais e escuras, forrado de riscado.
O alforge utilizado em ocasiões festivas, era muito diferente, rico em pormenor e colorido.
Era confeccionado em tecido industrial de lã e decorado com o monograma do
proprietário e motivos florais bordados com fios de lã policromados. Guarnecido
na orla com pespontos, os cantos são rematados com borlas policromados.
Os homens – ai os homens -, eles exibiam com grande vaidade, estas peças confeccionadas pelas mulheres da família…
Os homens – ai os homens -, eles exibiam com grande vaidade, estas peças confeccionadas pelas mulheres da família…
O Trajo Regional em Portugal, Tomaz Ribas, Difel, 2004
Foto: aervilhacorderosa.com
domingo, 20 de março de 2016
Bom Dia Alentejo, Évora, Nicho, Nicho do Senhor dos Terramotos
No terço inferior da
velha Rua da Selaria - actual Rua de 5 de Outubro, é dedicado um nicho ao Senhor dos Terramotos,
instalado em preito de gratidão, datado de 1755, por ter sido Évora poupada
pelo mega-simo que atingiu Lisboa e outras localidades do país.
Fonte: omundodahortense.blogspot.pt
quinta-feira, 17 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Bom Dia Alentejo, Topónimo de Almodôvar, a Lenda da Vila Negra, nevoeiro ficou cerrado
Os milagres do Senhor
Jesus do Calvário eram tantos e tão grandes, que depressa se tornaram conhecidos
por todo o país.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, – há muitos, muitos anos – dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a dar-lhe o nome de Vila Negra.
Fez-se noite, de repente! Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, – há muitos, muitos anos – dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a dar-lhe o nome de Vila Negra.
Fez-se noite, de repente! Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer.
Os guerreiros, em vão
procuraram a vila e perderam o rumo e viram-se obrigados a bater em retirada,
sem poder entrar na Vila, e não puderam levar consigo o Senhor Jesus do
Calvário.
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às janelas a ver o que se passava, mas o denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis devotos, que receberam benefícios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Este acontecimento foi tão importante que a População nunca mais o esqueceu, e ainda hoje, alguns mais idosos, se referem a Almodôvar como a “Vila Negra”...
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às janelas a ver o que se passava, mas o denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis devotos, que receberam benefícios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Este acontecimento foi tão importante que a População nunca mais o esqueceu, e ainda hoje, alguns mais idosos, se referem a Almodôvar como a “Vila Negra”...
Fonte: cavaleirosvn.net
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sábado, 12 de março de 2016
Bom Dia Alentejo, Portalegre, Porta, as Sete Portas de Portalegre
1 - Porta de Elvas
Placa toponímica: Rua
de Elvas.
Localização: Rua que
faz ligação da Rua 1,º de Maio à Rua do Comércio.
Já não existe esta
porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio.
Com as obras de
alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta,
que estava orientada para a cidade fronteiriça.
2 - Porta de Évora
Placa toponímica: Rua do Arco de
Évora
Localização: Rua que faz a ligação da Praça do Município à Rua 1º de Maio.
Localização: Rua que faz a ligação da Praça do Município à Rua 1º de Maio.
Já não existe esta
porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio. Seria a saída do Largo da
Sé, pela Rua do Arco, para a estrada hoje com a designação de 1.º de Maio.
A atribuição do nome de Porta de Évora deve ter sido influenciada pela proximidade da cidade de Évora, capital do Alto Alentejo, que Portalegre quis homenagear.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.
A atribuição do nome de Porta de Évora deve ter sido influenciada pela proximidade da cidade de Évora, capital do Alto Alentejo, que Portalegre quis homenagear.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.
3 - Porta do Crato
Placa toponímica: Porta do Crato séc. XIII.
Localização: Liga o Largo do Paço à Rua 1ª de Maio
Placa toponímica: Porta do Crato séc. XIII.
Localização: Liga o Largo do Paço à Rua 1ª de Maio
Conhecida actualmente por “arco do bispo”, é uma construção do século XIII,
sendo designada por “ Porta do Crato”.
Este nome advém-lhe, certamente, do facto de se encontrar em frente da vila do Crato, povoado de grande prestígio daquela época. Daqui se avista um deslumbrante panorama. Defronte, num pequeno edifício onde funciona a Câmara Eclesiástica, vê-se o brasão do bispo D. Frei Manuel Coutinho da silva. A seguir, no largo Cristovão Falcão, o célebre poeta Crisfal que nesta cidade nasceu, fica o magnífico Palácio Amarelo, edifício do séc. XVIII que sofreu várias modificações nos dois séculos seguintes. Foi solar dos Rombos de Sousa Tavares e, depois, dos viscondes de Abrançalha. Tem doze janelas com grades de ferro, elegante e ricamente trabalhadas.
Este nome advém-lhe, certamente, do facto de se encontrar em frente da vila do Crato, povoado de grande prestígio daquela época. Daqui se avista um deslumbrante panorama. Defronte, num pequeno edifício onde funciona a Câmara Eclesiástica, vê-se o brasão do bispo D. Frei Manuel Coutinho da silva. A seguir, no largo Cristovão Falcão, o célebre poeta Crisfal que nesta cidade nasceu, fica o magnífico Palácio Amarelo, edifício do séc. XVIII que sofreu várias modificações nos dois séculos seguintes. Foi solar dos Rombos de Sousa Tavares e, depois, dos viscondes de Abrançalha. Tem doze janelas com grades de ferro, elegante e ricamente trabalhadas.
4 - Porta Falsa
A placa toponímica afixada na fachada do Palácio Amarelo, na Rua da
Figueira, esclarece-nos que esta artéria, no séc. XIII, tinha a designação de
“Poterna”, o que significa que existiu uma “galeria subterrânea ou porta falsa,
para sai secretamente da praça fortificada”. Esta passagem presentemente está
fechada, não sabemos desde quando, Vide anotações à Rua da Figueira). Não teria
havido confusão em classificar ou atribuir à Porta Falsa?
Fica a incógnita.
Fica a incógnita.
5 - Porta da Devesa
Placa toponímica: Porta de Devesa - séc. XIII.
Localização: Final da Rua Luís de Camões e início da Rua 5 de Outubro.
Localização: Final da Rua Luís de Camões e início da Rua 5 de Outubro.
Esta porta é uma das insígnias da cidade. O seu nome tem origem no facto de
separar a povoação propriamente dita do campo fértil que nesse tempo se lhe
seguia, ou ainda por ser o terminus dessa mesma povoação.
Ainda hoje, quem bem olhar, desfruta dali um dos mais belos panoramas que a nossa cidade nos oferece, sendo o encanto de muitos amantes da fotografia.
Podemos admitir que esta porta também fosse conhecida por Porta do Espírito Santo por se avista dali a igreja e o largo com este nome. Esta porta tinha duas torres emparelhadas (antigas armas da vila e depois cidade de Portalegre), tal como se vêem reproduzidas na frontaria do Paços do Concelho.
Ainda hoje, quem bem olhar, desfruta dali um dos mais belos panoramas que a nossa cidade nos oferece, sendo o encanto de muitos amantes da fotografia.
Podemos admitir que esta porta também fosse conhecida por Porta do Espírito Santo por se avista dali a igreja e o largo com este nome. Esta porta tinha duas torres emparelhadas (antigas armas da vila e depois cidade de Portalegre), tal como se vêem reproduzidas na frontaria do Paços do Concelho.
6 - Porta do Postigo
Pelo Eng.º Fernando Alberto de Sodré da Costa Freire, foi apresentada na
reunião camarária de 1 de Fevereiro de 1934 uma proposta para alargamento da
Rua do Carmo, considerando não só a estética citadina, como a maior facilidade
do trânsito. Esta obra, cujo projecto oferecido pelo proponente, viria a
debelar a cise de trabalho que avassalava a classe operária, com ela
pretendendo a vereação mostrar aos vindouros não estar interessada em destruir,
mas sim construir e conservar.
Da proposta constava que para as obras se fizessem as necessárias diligências junto dos proprietários que cederiam os terrenos, a título gratuito, e que o eixo da porta fosse deslocado o necessário para o seu encastramento na muralha ainda existente no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, nele se colocando uma lápide com os seguintes dizeres:
Da proposta constava que para as obras se fizessem as necessárias diligências junto dos proprietários que cederiam os terrenos, a título gratuito, e que o eixo da porta fosse deslocado o necessário para o seu encastramento na muralha ainda existente no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, nele se colocando uma lápide com os seguintes dizeres:
“ No primeiro dia do mês de Fevereiro do ano de mil novecentos e trinta e
quatro (MCMXXXIV) por proposta do seu Presidente Engenheiro Fernando Alberto de
Sodré da Costa Freire, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de
Portalegre e para efeitos de alargamento da Rua do Carmo, resolveu
desloca o eixo desta Porta e encastrá-lo na antiga muralha, a fim de mostrar
aos vindouros o culto que as gerações de então tinham pelo passado. O eixo da Porta
foi deslocado de doze metros para Sul.
7 - Porta de Alegrete
Placa toponímica: Porta de Alegrete. Séc.XIII.
Localização: Fica no arrabalde de São Francisco e do Corro-hoje Praça da República.
Localização: Fica no arrabalde de São Francisco e do Corro-hoje Praça da República.
Presentemente, é conhecida por Arco de Santo António, dada a existência ali
de um nicho com a imagem daquele santo, padroeiro da cidade de Portalegre, ou
ainda por Porta de São Francisco.
Devia ser a porta de maior movimento da cidade, uma vez que era o elo de ligação entre a sua parte mais importante e os lugares de lazer, os mercados e os acessos às Freguesias rurais mais populosas.
Passando pelo arco de Santo António, a Porta de Alegrete, encontrar-nos-emos na Praça da Republica, vasto recinto noutros tempos chamado “Corro”, possivelmente por ser destinado aos folguedos nos quais se quebravam lanças em torneios e se jogavam canas em alcanzias. Neste desafogo recinto, merece atenção um interessante trabalho de alvenaria existente no cunhal de um prédio que dá para a Rua Garrett. Mais adiante, estaremos em presença dos notáveis edifícios do Governo Civil e do Antigo Liceu. O primeiro, do séc. XVIII, pertenceu ao conde Avillez, herói da Guerra Peninsular; o segundo, também do séc. XVIII, foi propriedade de Diogo da Fonseca, celebrado Morgado da Lameira.
Devia ser a porta de maior movimento da cidade, uma vez que era o elo de ligação entre a sua parte mais importante e os lugares de lazer, os mercados e os acessos às Freguesias rurais mais populosas.
Passando pelo arco de Santo António, a Porta de Alegrete, encontrar-nos-emos na Praça da Republica, vasto recinto noutros tempos chamado “Corro”, possivelmente por ser destinado aos folguedos nos quais se quebravam lanças em torneios e se jogavam canas em alcanzias. Neste desafogo recinto, merece atenção um interessante trabalho de alvenaria existente no cunhal de um prédio que dá para a Rua Garrett. Mais adiante, estaremos em presença dos notáveis edifícios do Governo Civil e do Antigo Liceu. O primeiro, do séc. XVIII, pertenceu ao conde Avillez, herói da Guerra Peninsular; o segundo, também do séc. XVIII, foi propriedade de Diogo da Fonseca, celebrado Morgado da Lameira.
Fonte: Prof. Doutor António Ventura) ,www.cm-portalegre.pt
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