terça-feira, 15 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Almodôvar, a Lenda da Vila Negra, nevoeiro ficou cerrado

 
Os milagres do Senhor Jesus do Calvário eram tantos e tão grandes, que depressa se tornaram conhecidos por todo o país.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, – há muitos, muitos anos – dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a dar-lhe o nome de Vila Negra.
Fez-se noite, de repente! Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer.

 
Os guerreiros, em vão procuraram a vila e perderam o rumo e viram-se obrigados a bater em retirada, sem poder entrar na Vila, e não puderam levar consigo o Senhor Jesus do Calvário.
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às janelas a ver o que se passava, mas o denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis devotos, que receberam benefícios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Este acontecimento foi tão importante que a População nunca mais o esqueceu, e ainda hoje, alguns mais idosos, se referem a Almodôvar como a “Vila Negra”...
Fonte: cavaleirosvn.net

sábado, 12 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, Portalegre, Porta, as Sete Portas de Portalegre


1 - Porta de Elvas
Placa toponímica: Rua de Elvas.
Localização: Rua que faz ligação da Rua 1,º de Maio à Rua do Comércio.
Já não existe esta porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.

 
2 - Porta de Évora
Placa toponímica: Rua do Arco de Évora
Localização: Rua que faz a ligação da Praça do Município à Rua 1º de Maio.
Já não existe esta porta, nem a sua construção deixou qualquer vestígio. Seria a saída do Largo da Sé, pela Rua do Arco, para a estrada hoje com a designação de 1.º de Maio.
A atribuição do nome de Porta de Évora deve ter sido influenciada pela proximidade da cidade de Évora, capital do Alto Alentejo, que Portalegre quis homenagear.
Com as obras de alargamento da Rua de Elvas, desapareceram os últimos vestígios desta porta, que estava orientada para a cidade fronteiriça.


 
3 - Porta do Crato
Placa toponímica: Porta do Crato séc. XIII.
Localização: Liga o Largo do Paço à Rua 1ª de Maio
Conhecida actualmente por “arco do bispo”, é uma construção do século XIII, sendo designada por “ Porta do Crato”.
Este nome advém-lhe, certamente, do facto de se encontrar em frente da vila do Crato, povoado de grande prestígio daquela época. Daqui se avista um deslumbrante panorama. Defronte, num pequeno edifício onde funciona a Câmara Eclesiástica, vê-se o brasão do bispo D. Frei Manuel Coutinho da silva. A seguir, no largo Cristovão Falcão, o célebre poeta Crisfal que nesta cidade nasceu, fica o magnífico Palácio Amarelo, edifício do séc. XVIII que sofreu várias modificações nos dois séculos seguintes. Foi solar dos Rombos de Sousa Tavares e, depois, dos viscondes de Abrançalha. Tem doze janelas com grades de ferro, elegante e ricamente trabalhadas.
 

 
4 - Porta Falsa
A placa toponímica afixada na fachada do Palácio Amarelo, na Rua da Figueira, esclarece-nos que esta artéria, no séc. XIII, tinha a designação de “Poterna”, o que significa que existiu uma “galeria subterrânea ou porta falsa, para sai secretamente da praça fortificada”. Esta passagem presentemente está fechada, não sabemos desde quando, Vide anotações à Rua da Figueira). Não teria havido confusão em classificar ou atribuir à Porta Falsa?
Fica a incógnita.

 
5 - Porta da Devesa
Placa toponímica: Porta de Devesa - séc. XIII.
Localização: Final da Rua Luís de Camões e início da Rua 5 de Outubro.
Esta porta é uma das insígnias da cidade. O seu nome tem origem no facto de separar a povoação propriamente dita do campo fértil que nesse tempo se lhe seguia, ou ainda por ser o terminus dessa mesma povoação.
Ainda hoje, quem bem olhar, desfruta dali um dos mais belos panoramas que a nossa cidade nos oferece, sendo o encanto de muitos amantes da fotografia.
Podemos admitir que esta porta também fosse conhecida por Porta do Espírito Santo por se avista dali a igreja e o largo com este nome. Esta porta tinha duas torres emparelhadas (antigas armas da vila e depois cidade de Portalegre), tal como se vêem reproduzidas na frontaria do Paços do Concelho.


 
6 - Porta do Postigo
Pelo Eng.º Fernando Alberto de Sodré da Costa Freire, foi apresentada na reunião camarária de 1 de Fevereiro de 1934 uma proposta para alargamento da Rua do Carmo, considerando não só a estética citadina, como a maior facilidade do trânsito. Esta obra, cujo projecto oferecido pelo proponente, viria a debelar a cise de trabalho que avassalava a classe operária, com ela pretendendo a vereação mostrar aos vindouros não estar interessada em destruir, mas sim construir e conservar.
Da proposta constava que para as obras se fizessem as necessárias diligências junto dos proprietários que cederiam os terrenos, a título gratuito, e que o eixo da porta fosse deslocado o necessário para o seu encastramento na muralha ainda existente no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, nele se colocando uma lápide com os seguintes dizeres:
“ No primeiro dia do mês de Fevereiro do ano de mil novecentos e trinta e quatro (MCMXXXIV) por proposta do seu Presidente Engenheiro Fernando Alberto de Sodré da Costa Freire, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Portalegre e para efeitos de alargamento da Rua do Carmo, resolveu  desloca o eixo desta Porta e encastrá-lo na antiga muralha, a fim de mostrar aos vindouros o culto que as gerações de então tinham pelo passado. O eixo da Porta foi deslocado de doze metros para Sul.
 

 
7 - Porta de Alegrete
Placa toponímica: Porta de Alegrete. Séc.XIII.
Localização: Fica no arrabalde de São Francisco e do Corro-hoje Praça da República.
Presentemente, é conhecida por Arco de Santo António, dada a existência ali de um nicho com a imagem daquele santo, padroeiro da cidade de Portalegre, ou ainda por Porta de São Francisco.
Devia ser a porta de maior movimento da cidade, uma vez que era o elo de ligação entre a sua parte mais importante e os lugares de lazer, os mercados e os acessos às Freguesias rurais mais populosas.
Passando pelo arco de Santo António, a Porta de Alegrete, encontrar-nos-emos na Praça da Republica, vasto recinto noutros tempos chamado “Corro”, possivelmente por ser destinado aos folguedos nos quais se quebravam lanças em torneios e se jogavam canas em alcanzias. Neste desafogo recinto, merece atenção um interessante trabalho de alvenaria existente no cunhal de um prédio que dá para a Rua Garrett. Mais adiante, estaremos em presença dos notáveis edifícios do Governo Civil e do Antigo Liceu. O primeiro, do séc. XVIII, pertenceu ao conde Avillez, herói da Guerra Peninsular; o segundo, também do séc. XVIII, foi propriedade de Diogo da Fonseca, celebrado Morgado da Lameira.


Fonte: Prof. Doutor António Ventura) ,www.cm-portalegre.pt

quinta-feira, 10 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, Odemira, A Lenda de Odemira, Topónimo de Odemira

 
 Consta-se – compadres e minhas comadres -, que se consta, há muitos anos viveu em Odemira, na altura não se chamava Odemira, portanto, era uma terra habitada por árabes e que a rainha se chamava... aliás o rei chamava-se Ode. 
Um dia pois que sabeis, ao serem invadidos pelos cristãos, os cruzados na altura, portanto, subiram o rio Mira e a princesa, ao ver os barcos a subir o rio, gritou do alto do seu palácio: “ Ode, Ode, mira!!!”
Portanto, compadres que é isso, segundo se consta a lenda, daí vem o nome de Odemira, que a rainha ao chamar pelo rei e ao apontar para mira, para ele olhar para o rio, ao subirem os cristãos, portanto ficou o nome de Odemira!
Mas compadres e minhas comadres, se é verdade ou a mentira, eu pois vos digo que eu não sei.
Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas), 2006

segunda-feira, 7 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, o Latoeiro, Museu, Museu de Artes e Ofícios, Museu de José Melrinho

 
Compasso




Tesoura
 
 
  Litros
 Balde
 
Foto: José Luis de Faria, o blogue, “Visit Alqueva”

O Projecto Raia Alentejana, tem o prazer de anunciar o Museu de Artes e Ofícios de Inácio José Melrinho.  
Ao momento presente, compadres e minhas comadres, apenas se sabe que José Melrinho juntou mais de 600 peças.
Não é sabido ainda saber, o Museu se ainda está na virtual, ou Museu se já tem espaço e está assim construído.
  

sábado, 5 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, a Vidigueira, Frescos, Frescos na Casa da Família Barahona

 
 
 
 
 
A casa da família Barahona merece aqui uma menção especial, por conter algumas obras de arte que parece absolutamente dignas de nota. Trata-se de pinturas a fresco que cobrem as paredes de duas salas e se encontram de maneira geral bastante bem conservadas.
Infelizmente estas pinturas, – compadres e minhas comadres-, estas pinturas, não foram ainda segundo crê, estudadas por nenhum especialista ou pelo menos não se conhece nenhum trabalho em que lhes seja feita referência.

Bom Dia Alentejo, terra de Mourão, a Praça de Touros, a Praça Doutor Libanio Esquivel


A praça de toiros de Mourão foi inaugurada no dia 23 de Abril de 1922, com um cartel onde pontificava o matador de toiros espanhol Júlio Conde «El Emeritense», e o cavaleiro amador Inácio Galego.
Anunciava-se ainda «um valente e destemido grupo de forcados», e os bandarilheiros amadores José Agostinho Manta, Agostinho Tubal Carvalho, Carlos Ravasco, José Augusto Roque e Francisco Fernandes. Os oito toiros lidados, eles ostentavam o ferro do Drº Libânio Esquível.
O programa inaugural anunciava que o matador Júlio Conde, estoquearia no final do festejo um «bravíssimo toiro de cinco anos anos», gentilmente oferecido pela senhora D. Hermínia Ramalho Esquível, a Nossa Senhora das Candeias, para cujos cofres revestia o produto da venda da sua carne. (…)
 
Foto: Guia da Cidade, www.getportugal.com
Nesse ano de 1922, e com motivo da inauguração da praça de toiros, as festas em honra de N.ª Senhora das Candeias foram transferidas para Abril, para que a festa fosse só uma.
A praça, mandada construir num descampado dos subúrbios da vila pelo lavrador e ganadeiro mouranense Dr. Libânio Esquível, tem capacidade para cerca de 2000 pessoas, possui um primeiro anel com sete filas de bancadas, com lugares de sombra e sol, e num plano superior, sob arcaria em todo o seu perímetro, camarotes na sombra e lugares de peão ao sol. (…)
A praça de toiros de Mourão – mes compadres e minhas comadres -, é actualmente propriedade do Abrigo Infabtil, instituição à qual foi doada por D. Hermínia Esquível, irmã do homem que fez erguer, o Dr.º Libânio Esquível.

terça-feira, 1 de março de 2016

Bom Dia Alentejo, Fonte, Fonte das Seis Bicas, a terra do Alandroal


A mas ao fundo de uma rua desta terra, desta terra de Alandroal, compadres e minhas comadres uma rua com as cores das laranjeiras, ergue-se a Fonte da Vila, com a idade do séc. XVIII, de mármore branco, a que os compadres eles prestam uma homenagem a ela, assim do tipo em uma quadra:
“Linda cidade de Elvas/ Tem Badajoz defonte/ Mais bonito é Landroal/ Que tem seis bicas na fonte”.
A mas que venham lá daí compadres e minhas comadres, a mas que venham lá daí…
 
Localiza-se esta fonte, num ponto central da vila do Alandroal, na Praça da República, onde se realizam também os mercados periódicos.
Tem  arquitectura barroca compadres, possui um brasão do século XVIII, ladeado por duas esculturas, cada uma com uma inscrição.
Pois que na da esquerda está inscrito “Aqui chora Tetis: Para que te lastimas, viandante sitibundo? Ela que te ama verte lágrimas para que te rias. Bebe", enquanto na direita pode ler-se “Aqui o Deus que reina sobre as águas abriu as bocas do mar para que fuja do peito a cruel sede de Tântalo".
As seis bicas da fonte, compadres e minhas comadres,  representadas por cabeças de leões, denominam-se por Bica das Feiticeiras, Santo António, Reis, Namorados, São Pedro e São João.
Fonte: acasadoconhecimento.blogs.sapo.pt