Fonte: João Mendes, o blog, “O Melhor Alentejo do Mundo”
As chaminés Alentejanas supostamente de origem árabe, podem ser
cilindricas, quadradas ou rectangulares.
No alto da chaminés costumam estar cataventos que por vezes são verdadeiras
obras de arte.
As suas dimensões variam e podem chegar até aos 3 metros de altura, com um
metro de diâmetro.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava
construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era por debaixo da sua abóboda
que a família se costumava reunir.
Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando
múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de
acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta
principal, tornando a cozinha sala de fora.
A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão,
sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho
em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos, e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.