sábado, 9 de janeiro de 2016

Bom Dia Alentejo, a uma Estrada, a Castelo de Vide a Marvão, provavelmente que a mais bonita do Alentejo

 
Quem percorre os caminhos de Portugal depara-se frequentemente com cenário idílicos, como se fossem saídos de um conto de fadas ou de um reino encantado. Além disso, a paisagem varia imenso num país tão pequeno como o nosso.

 
Mas quem alguma vez teve a sorte de viajar pelo Alentejo, dificilmente esquecerá o ramal N246-1, que liga a localidade de Portagem a Marvão. Rodeada completamente por freixos (que aliás era uma prática muito habitual até há umas décadas atrás) a estrada oferece um misto de espanto e relaxamento.
 

A paisagem desta belíssima estrada varia consoante as estações do ano. Se no Outono pode apreciar as cores vermelhas e amarelas das árvores, no Inverno pode encantar-se com a melancolia dos ramos despidos de folhas. No Verão… é a frescura do verde das folhas que encanta quem por ali passa.
 


Bem perto da estrada pode fazer uma paragem e visitar a ruínas de Ammaia, uma das mais espectaculares e desconhecidas cidades romanas de Portugal, recentemente descoberta. E se seguir até Marvão pode visitar aquela que é, sem dúvida, uma das vilas mais bonitas do Alentejo.


 
Se tem prazer em conduzir e as paisagens do Alentejo lhe provocam encanto e admiração, esta é uma das estradas que não pode perder para um passeio, sozinho ou em família. Com toda a certeza voltará para casa um pouco mais relaxado depois da viagem.
Fonte: http://www.ruralea.com/provavelmente-a-estrada-mais-bonita-do-alentejo/2/


Bom Dia Alentejo, Alcáçovas, Chaminé, as Chaminés na terra de Alcáçovas

 
 







Fonte: João Mendes, o blog, “O Melhor Alentejo do Mundo”
As chaminés Alentejanas supostamente de origem árabe, podem ser cilindricas, quadradas ou rectangulares.
No alto da chaminés costumam estar cataventos que por vezes são verdadeiras obras de arte.
As suas dimensões variam e podem chegar até aos 3 metros de altura, com um metro de diâmetro.
Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.
A chaminé era um local chave na casa pois era por debaixo da sua abóboda que a família se costumava reunir.
Nas terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grandes partes das casas abrem para ela a sua porta principal, tornando a cozinha sala de fora.
A chaminé é o coração do monte. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, chegar-lhe uma mão cheia de gravetos,  e ei-lo que se renova e esplende, redivivo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Bom Dia Alentejo, Sousel, o Museu dos Cristos em Sousel, ai sim terra alentejana O guardou

 
 
 
 

A Câmara Municipal de Sousel adquiriu a colecção de imagens de Cristo, por 65 mil contos, em Fevereiro de 1990, à família Lobo, herdeiros de Venceslau Lobo, que foi comerciante de antiguidades e que criou o Museu de Cristo.
De acordo com compadre Manuel Lobo, filho de Venceslau, o acervo do Museu de Cristo é constituído por peças de diferentes épocas, algumas raras, a maioria adquiridas em Portugal e outras em Espanha, incluindo figuras provenientes de diversos países do mundo.
Do espólio, fazem parte crucifixos das mais variadas tipologias, matérias, proveniências e épocas, como Cristos crucificados, crucifixos de pendurar, crucifixos de pousar, calvários e cruzes processionais.
A origem mes compadres e minhas comadres, a maior parte das peças é nacional, mas podem se encontrar exemplares indo-portugueses, africanos, provenientes da Terra Santa, de Espanha ou de Itália.
A coleção é constituída por 1486 peças.
Este museu, o museu dos Cristos, ele esteve quase a ser vendido a um cidadão estrangeiro, e logo na altura que tem coisas de bem, a autarquia de Sousel, presidida pelo social-democrata Torres Pereira, conseguiu adquirir o património cultural, impedindo a sua saída de Portugal.