quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, o Cano, a uma Casa Nobre, a uma Casa Grande

 
Foto: http://ruadealconxel.blogspot.pt
É mes compadres e minhas comadres, o mais importante edifício civil, desta terra do Cano, a Casa Nobre, ou a Casa Grande. Esta Casa, ela foi construída no século XVII e encontra-se no ela centro da freguesia.
Este edifício, é composto por um pavimento térreo e de um andar nobre e que à porta principal do mesmo, dão acesso três degraus.
Ao fundo do edifício, lá ao fundo do edifício, eleva-se uma torre quadrabgular, ela que apresenta quatro olhais, as sinetas, e assim um relógio na face principal, com a data de 1759.
Sim foi aqui mes compadres, neste edifício, eu assim vos o digo, funcionou os antigos paços do concelho do Cano, quando esta gente ela detinha a autonomia administrativa.

sábado, 7 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, Santa Eulália, ai o monstro, o monstro fica espantado

 

Curiosa formação rochosa, que encontrei na estrada de terra batida que vai de Santa Eulália para a albufeira da barragem do Caia.
Ai minhas comadres e mes compadres, ai parece um mostro de pedra sem pernas, ou que emerge do solo, e ao olhar para traz monstro fica muito espantadíssimo com o fantasma que carrega às costas…
Fonte: João Paulo Coutinho, http://www.panoramio.com/photo/60749929

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, Santiago do Cacém, Miróbriga, a Vila romana de Miróbriga

 
Fonte: Luís A. D. Liberal, http://www.panoramio.com/photo/59124764
 

 
Foto: Ange,l El Alfa, http://www.panoramio.com/ph
O local arqueológico de Miróbriga, compadres e minhas comadres, como vai assim vossemecês, situa-se nas proximidades da cidade portuguesa de Santiago do Cacém.
Miróbriga, aquela coisa dos romanos sabeis, representa um dos mais marcantes vestígios da ocupação dos romanos no Sudoeste de Portugal.

Foi classificada de Imóvel de Interesse Público, em 1940.

A cidade romana, ai aquela coisa dos romanos, situa-se, estende-se por mais de 2 km, apresentando ruínas de edifícios de habitação, ruas pavimentadas, um hipódromo, termas, uma ponte e um fórum.
O Fórum de Miróbriga encontra-se localizado numa zona chamada de "Castelo Velho", o topónimo de castelo, no sul indica inúmeras vezes ocupação pré-romana. É o caso de Mirobriga.
Foi ocupada já desde a Idade do Bronze, e do Ferro onde beneficiou das trocas comerciais púnicas no século IV a.C.
A partícula "briga" parece indicar a celtização da zona. A ocupação propriamente romana dá-se no século I d.C., e possivelmente teria o estatuto de Estipendiária.

Na época flaviana o desenvolvimento da cidade foi intenso, podendo mesmo ter chegado a obter o estatuto de Municipium, juntamente com Bracara Augusta e Conímbriga.
O que seria provável é que controlava muito possivelmente um território relativamente afastado de si, como é o caso de Sines.
O despovoamento de Miróbriga, estas coisas do presente assim no interior sabeis, terá ocorrido, segundo os testemunhos arqueológicos até agora apurados, no século IV d.C., altura da decadência do império romano registado amiúde em outras cidades.
Fonte: Angel, El Alfa

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, que na terra do Vimieiro, a Fonte-obelisco, que lá no concelho de Arraiolos

 
 
 
 
 
 
 
A monumental Fonte-obelisco dos jardins do Palácio dos Condes do Vimieiro, de estilo neoclássico, foi dedicada à 4ª Condessa de Vimieiro, D. Teresa Josefa de Melo Breyner. É constituída por uma grande taça de mármore, levantando-se ao centro, sobre uma base de basalto um pedestral quadrangular ornado de quatro carrancas, que sustenta uma pirâmide quadrada de nove metros de altura, de mármore, tendo no vértice uma pinha.
Os baixos-relevos da base da pirâmide são alusivos às Artes, Letras e Ciências, assim compadres e minhas comadres, séc. XVIII.
Fonte e Fotos: Facebook /Freguesia de Vimieiro

 

domingo, 1 de novembro de 2015

Bom Dia Alentejo, Cabeção, a Fonte Velha, lá no concelho de Mora

 
A Fonte Velha mes compadres e minhas comadres, encontra-se escondida por entre os casarios no alto da vila.
Pode-se dizer, compadres e minhas comadres, conhece-se muito pouco a respeito da data em que poderá ter sido construída… Mas pelas suas formas e materiais utilizados, pode-se ver que não se trata de uma construção recente.
Foto e Fonte: http://www.cm-mora.pt


sábado, 31 de outubro de 2015

Bom Dia Alentejo, Elvas, o Forte de Santa Luzia, a uma galeria do poiol

 

O Forte de Santa Luzia, assim na ligeira mes compadres e minhas comadres,   situa-se a sul da Cidade de Elvas sobre um pequeno outeiro, constituindo hoje em dia um importante exemplar da arquitectura militar portuguesa, diremos do século XVII.

 
Transpomos este luminoso portal aberto à nossa curiosidade.


Porta de acesso à galeria.


Actualmente vai até ao antigo paiol de munições. 
Outrora fazia parte de um labirinto subterrâneo existente por debaixo das muralhas, conduzia á cidade para que as tropas se rendessem em caso de sítio quando estavam cercados.


Já no paiol  de munições o guia esclarece como a pólvora e outros explosivos eram aqui guardados.


Caminhamos novamente de regresso.

Avistamos já a porta de saída da galeria.

Cá fora paramos por quem vinha um pouco mais atrasado. Que para uma outra partida…

 Fonte: http://kanimambo-carlos.blogspot.pt


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Bom Dia Alentejo, São Sebastião da Giesteira, a Lenda da Nossa Senhora da Boa Fé, a povo que lhe tinha fé


Esta igreja situada num alto, era rodeada de matos, murtas, carrascos e alecrins, bem como sementeiras de trigo, cevada, centeio e outras...
Dista esta de Évora, duas léguas e meia e viviam aí, nessa altura, duzentas e vinte pessoas maiores e cinco menores; havia mais, mas estas habitavam em terras de Montemor-o-Novo que faziam estrema com estas.
Ao redor, existiam a norte, à distância de meia légua, S. Sebastião da Giesteira, com a sua linda igreja e a sul á mesma distância São Brissos, onde há também uma ermida, a de S. Francisquinho e Nossa Senhora da Conceição.
Por defronte da igreja da Nossa Senhora da boa-Fé, passa uma ribeira que divide o termo de Évora com o de Montemor-o-Novo e que tem o nome de Ribeira da Boa-Fé, que vai correndo para sul, para S. Brissos.
Nesta ribeira havia moinhos que moíam o pão e um lagar de azeite, que moía com a água desta ribeira, junto à qual havia uma ponte que dava para serventia do povo e quase todo o ano corria por ter águas nativas.
A Senhora que é de madeira estofada tem um menino no braço direito que é feito da mesma madeira e tem na mão esquerda uma romã e na direita um baguinho que mete na boca.
Esta milagrosa Senhora era em tempos chamada de Nossa Senhora das Nascenças e como sempre fez muitos milagres; todos tinham uma fé enorme nela e passaram a chamar-lhe Senhora da Boa-Fé.
Aqui acorriam todas as pessoas que queriam pedir milagres.

Conta-se que nessa altura houve em Évora e arredores, uma grande peste e todos vieram em peso, rezar uma missa e pedir à Senhora, pela saúde dos doentes.
Então no meio da missa apareceu um anjo com uma espada ensanguentada nas mãos, limpando-a e metendo-a na bainha disse: “Vós sois bons, sois crentes, por isso Nossa Senhora os curou. Vão em paz e o Senhor vos acompanhe”.
Nesse instante todos sentiram que era verdade, estavam bons e todos a uma só voz, gritavam: “Vós Senhora, sois a Senhora da Boa-Fé, pois só a fé nos curou”. E foi assim que lhe foi mudado o nome.
No largo, ao pé da igreja, existe ainda um zambujeiro onde sempre penduravam as oferendas que iam oferecer em louvor de Nossa Senhora da Boa-Fé, Essas ofertas eram de todo o tipo: ouro, incenso, roupas, animais, havia de tudo ali.
Nesta lenda, afirma-se por ser verdade, que uma viúva de idade, tinha uma filha, a qual morreu ao dar à luz uma linda menina, que ficou a ser criada com a avó, que sem posses, a ia criando com as esmolas de leite que lhe davam; mas uma noite, já não tendo leite aconchegou a netinha ao peito e disse: “Meu Jesus, minha Nossa Senhora da Boa-Fé, ajude-me, para que eu possa criar a minha netinha”. Nessa altura sentiu os seios cheios de leite e foi então que criou a menina com o seu próprio peito.
Esta igreja tem também no altar-mor, São Pedro, S. Sebastião da Giesteira, S. Miguel e S. João Baptista.
Tem dois altares laterais onde está Nossa Senhora do Rosário, S. Brás e outro com o Senhor crucificado e também a imagem de Santo António e S. Bento.
Fonte: Lendas e Tradições, EBM's de Guadalupe, S. Sebastião da Giesteira e Valverde, págs. 19-20, Évora