segunda-feira, 22 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Vila Viçosa, Topónimo de Vila Viçosa, a uma formosa

Reclina-se Vila Viçosa do Alentejo em uma planície ao sopé das vertentes orientais da pequena serra de Borba, onde uns cômoros lhe formam dois pequenos vales, pelos quais serpeiam, na estação das chuvas, outros tantos ribeirinhos, correndo para o levante do sol para se unirem lá e se confundirem mais adiante na ribeira de Borba.
Foi ao vale do sul que os portugueses chamaram VAL VIÇOSO, no tempo das conquistas aos mouros no Alentejo; e daí veio à moderna povoação o nome de VILA VIÇOSA, quando recebeu o foral do concelho português.
(…)
VILA VIÇOSA é chamada também Calípole e os moradores dizem-se calipolenses. Este nome foi-lhe atribuído por André de Resende nas Antiguidades da Lusitânia, escritas em latim, por não saber o seu autor como verter melhor para a língua dos romanos o termo VILA VIÇOSA, do que adoptando aquele nome, já dado no idioma grego a não menos de três povoações antigas.
Vertido à letra, Calípole quer dizer: cidade, povoação formosa.
(Do Compêndio de Notícias de Vila Viçosa – concelho da Província do Alentejo e Reino de Portugal – pelo padre Joaquim José da Rocha Espanca – Prior de S. Bartolomeu da mesma vila – 1892 – Págs. 10-11-13).
E logo, compadres e minhas comadres, e logo, (Dos Topónimos e Gentílicos, de Xavier Fernandes, Vol. II – 1944 – Pág. 399), o compadre a dizer “Vila Viçosa parece querer exprimir a ideia de “terra de frescura, de mimo, de vigor de vegetação, de exuberância de vida”, e tudo isto tem a histórica e linda vila alentejana…

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Coreto, a Banda a tocar

 
Era um tempo curioso, lento, sem pressas, sem correias.
A música e o prazer de passear eram um forte sentimento das populações de então.
As bandas filarmónicas emergiam como actividade lúdica de quantos pretendiam ocupar o seu lazer aprendendo a tocar música.
Era assim o quotidiano.
Nas aldeias e vilas onde nasciam as bandas, especialmente aí, surgiu a necessidade de construir um coreto para que a banda tocasse sem ter que se preocupar com as intempéries, dando-lhe, por outro lado, um estatuto especial de festa.
Os coretos passaram a ser locais privilegiados de animação e distracção das populações, que na tarde de Domingo, circulando no passeio público, se dedicavam ao som da Filarmónica.
As bandas Filarmónicas representam uma das iniciativas culturais mais importantes para as populações, que ao longo do ano souberam dignificar esta forma de expressão cultural.
Fonte: Coretos no Norte Alentejano, Maria de Lurdes Ferreira Serra

terça-feira, 16 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Monte do Chamiço, a que uma aldeia do Monte da Pedra, a uma aldeia no Crato

Esta terra fica na provinçia do Alentejo pertençe ao Priorado do Cratto a comarca da ouvedoria pertençe a comarca do Cratto, e da provedoria a comarca de Portalegre.
Esta freguezia tem vinte, e sinco vezinhos, e pessoas oitenta, e huma.
Esta terra he do Gram Prior do Gram Priorado do Cratto, e de prezente he seu Gram Prior o Senhor Dom Pedro Infante de Portugal.
Esta terra esta situada em hum oiteiro para a parte do sul descobrese della pela o [sic] nasente a cidade de Portalegre que dista tres legoas e meia, e para o poente descobreçe o Monte da Pedra que dista meia legoa.
 
 
Esta freguezia não tem termo seu pois esta no termo da villa do Cratto porem tem lemite seu diversso das mais freguezias não compreende aldeia alguma.
A parochia desta freguezia esta fora do povo proxima as cazas, e não tem lugar ou aldeia alguma como esta dito.
O orago desta freguezia he o martir Sam Sebastiam tem quatro altares que sam o altar mor, e de Nossa Senhora do Rozario de Sam Marcos, e do Senhor, não tem mais que huma nave tem tres irmandades de Nossa Senhora do Rozario do Senhor e das Almas.
O parocho desta freguezia he cura he aprezentado pello Gram Prior do Gram Priorado do Cratto tem de renda dois moios de trigo, e vinte, e quatro almudes de vinho a bica, tres alqueires de azeite e dois mil reis em dinheiro que tudo vira a somar a quantia de quarenta e seis mil reis.
Não tem benefiçiado algum esta freguezia porque não tem senão o parocho.
Não tem convento de relegiozo ou relegiozas.
 

Não tem Hospital.
Não tem Caza de Mizericordia.
Não tem ermida alguma.
Não tem dia determinado para romagem.
Os frutos que os moradores desta freguezia recolhem em maior abundancia he santeio.
O juis desta terra he juis pedaneo, e governaçe pella justissa do Cratto.
Não he esta terra couto cabeça de conselho ou behetria.
Não ha memoria que desta terra sahisem ou nella floresesem homens insignes por vertudes letras ou armas.
Não tem esta terra feira alguma.
Não tem coreio e so se serve do estafeta do Cratto que vai buscar as cartas a cidade de Portalegre.
Esta terra dista da villa do Cratto huma legoa e da cidade de Lisboa trinta legoas e meia.
Monte Chamisso de Outubro seis de 1759.
O Cura Antonio Nunes
Fonte: [ANTT, Memórias Paroquiais, vol. 24, nº 195, pp. 1419 a 1422]
 

domingo, 14 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Atalaia, Atalaia Gorda, Moura

 
Foto: http://www.casaldequarta.blogspot.pt/
No cimo do monte denominado da Atalaia Gorda, que se levanta a 8,5 km, a sudeste da confluência da ribeira do Ardila com o Guadiana, e a 4,5 km a sul da vila de Moura, existem os vestígios de uma grande torre de alvenaria, que servia de atalaia à vila de Moura, pelas bandas do sul, nas direcções de Brinches, Pias e Sobral da Adiça.
Fonte: Monumentos Militares do Concelho de Moura - 2004 - João da Mouca

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Cano, a Vila do Cano, a entrada foi mudada

 
Fonte: http://canoonline.blogs.sapo.pt/24705.html
Para quem se debate e debateu, nas entradas da sua aldeia, na maneira do povo como recebe os visitantes, de repente compadre fica estupefacto, vos dirá compadres e minhas comadres, vos dirá com o arranjo desta, este arranjo na Vila do Cano e numa entrada.
Com os azulejos comprados pelo Sr. Rovisco e pelo Sr. Joaquim Francisco, fica a sensação a compadre, se fez muita diferente e não se foi com a manada…

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Cano, topónimo de Cano, a no concelho de Sousel

 

Ora Pinho Leal, compadres e minhas comadres, ora compadre Pinho Leal, no seu “Portugal Antigo e Moderno”,  em relação a este topónimo da freguesia: “Situada em uma fresca e aprazível planície alameda, chama-se Cano pelos muitos canos de água que por ela correm (outros dizem compadres, por um célebre cano que aqui havia em épocas remotas).
Pinho Leal, na obra citada, faz referência a duas grandes fontes que existiam no Cano no séc. XIX. Uma era a Fonte dos Olhos. A outra, compadres e minhas comadres, era a Fonte Grande.
Mas falamos na Fonte Grande…
A Fonte Grande, era um grande depósito de água, da qual saía um “granda cano” (assim mesmo o descreve o autor), que provavelmente terá estado no nome da freguesia, ou se vos dirá, da graciosa terra.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Mosteiros, a Cascata do Pego do Inferno

 
 

Do ponto de vista hidrológico, compadres e minhas comadres, a Serra de S. Mamede funciona como um centro de distribuição das linhas de água, separando a bacia hidrográfica do rio Tejo da do rio Guadiana.
Assim, no sentido NW correm linhas de água que confluem para o rio Tejo e no sentido SE correm as que confluem para o Guadiana.
A Cascata do Inferno, um pequeno troço da ribeira de Arronches, onde é possível mergulhar e sentir um refresco na pele e corpo, especialmente nos quentes meses de Verão.
Muito perto compadres e minhas comadres, da terra de Mosteiros, aqui que nas terras que de Arronches…