segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bom Dia Alentejo, Arraiolos, a Aldeia da Terra

 

 
Está em constante construção, é de barro e localiza-se em Arraiolos. Chama-se Aldeia da Terra e, com uma área de três mil metros quadrados, tem tudo o que as aldeias portuguesas do interior deviam ter: ruas pavimentadas, praças, cafés, livrarias, escolas, carros, e pessoas... 
O construtor desta aldeia é Tiago Cabeças e a pintora é a sua mulher, Magda Ventura. 
O cenário, apesar de estar imóvel, transmite vida. As pessoas, os animais e os carros transmitem-nos movimento.

domingo, 31 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Avis, os Paços Medievais de Avis


O edifício dos antigos Passos do Concelho da Vila de Avis, situado junto à Igreja Matriz ele foi referenciado nessa função desde a Idade Média, correspondendo provavelmente à primitiva Sala de Audiência aí instituída.
As funções de Câmara serão aí desempenhadas não só durante toda a Idade Média, mas igualmente durante o século XVI e início do seguinte, altura em que há ainda referências à sua utilização, apenas sendo substituída quando da construção dos novos Paços do Concelho, datados de 1674.
Depois disso, compadres e minhas comadres, a sua história é obscura, tendo sido muito modificada em diversos momentos, particularmente no século XIX, altura em que – tudo indica – terá sido construída a abóboda que cobre o piso térreo do edifício, dividindo a construção em altura.
Esta abóboda assenta, de ambos os lados da sala principal, em três arcos em tijolo encostados ao dorso interior das paredes.
A descoberta do conjunto de cinco pares de janelas ogivais – um dos quais de arco trilobado – revela que o espaço interior seria decerto unificado (em altura), já que a abóboda veio entaipar essas janelas – viradas a norte, para o vale, sintoma de que estariam já desfuncionalizadas na altura.

A entrada actual do edifício faz-se por uma porta incaracterística a ocidente, já que o lado oposto recebeu uma escada que conduz ao piso superior, feito de novo no século passado, porta para a qual não haveria espaço em mais nenhuma face do edifício, “apertado” entre a Igreja (que se alargou na época moderna, estreitando a rua que a separa da câmara) e o casario circundante, ainda implantado segundo o modelo do urbanismo medieval da Vila (de “bastide”, como era comum então nas fundações das ordens militares religiosas)…
Situado próximo da igreja matriz, este edifício assim compadres e minhas comadres, ele foi a primitiva Sala de Audiência de Avis e acolheu também, na Idade Média, assim os Paços do Concelho.
Fonte: Jorge Rodrigues, Os Paços Medievais de Avis, http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3219.pdf

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Vila Ruiva, a Igreja Matriz de Vila Ruiva, a no concelho de Cuba

 
 
 
 
A Igreja Matriz de Vila Ruiva, terá sido construída a partir de 1523, por Tomás Fernandes, natural da localidade, e mestre de obras de Afonso de Albuquerque, tendo trabalhado nas obras de fortalezas na Índia.
O conjunto arquitectónico, em estilo manuelino, possui o seu próprio interesse, mas merecem destaque particular os frescos que decoram o seu interior, pela importância e qualidade que possuem.
Na fachada, salienta-se um impressionante torreão cilíndrico, coberto por cúpula entre quatro pináculos cantonais. O portal é em singelo arco quebrado, de ressonâncias góticas.
O interior, de nave única, é coberto por abóbadas estreladas, com fechos e mísulas esculpidas com motivos heráldicos e mascarões manuelinos.
Nas paredes encontram-se diversas pinturas murais de camanhas diversas, dos séculos XVI, XVII, e XVIII. O retábulo do altar-mor é em estilo rococó.
Fonte: http://www.patrimoniocultural.pt

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, a terra de Barrancos, o Moinho da Fonte da Pipa

 
Foto: https: //c1.staticflickr.com/1/51/171250766_6aea60e561.jpg
Junto ao local da Fonte da Pipa, assim mes compadres e minhas comadres, e no caminho entre assim Barrancos e o castelo de Noudar, pode-se encontrar este belo exemplar do tipo de moinho de água do sul do país.
Com todas as características dos chamados moinhos de imersão, assim se diz a vossemecês compadres, ele situa-se na ribeira da Murtega e está equipado com um açude ainda em bom estado de conservação…
Fonte: http://moinhosdeportugal.no.sapo.pt

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Estremoz, a Atalaia das Casas Novas ou a da Frandina


Está situada assim compadres e minhas comadres, assim num outeiro entre Estremoz e o lugar da Frandina, denominado por Monte do Araújo ou Cabeço da Forca.
É uma atalaia de forma circular que, segundo Túlio Espanca, tem algumas características que a poderão localizar temporalmente no século XV. Segundo também aquele autor, ela terá sido beneficiada no século XVII, durante as Guerras da Restauração.
Hoje, compadres e minhas comadres, tem no cimo um marco geodésico, que terminar compadres, se pede desculpa pela foto postada. Não possível mesmo arranjar outra…
Fonte: http://www.cm-estremoz.pt/

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Odemira, a Paineira de Odemira, a que um tronco virtuoso

 
 

Assim mes compadres e minhas comadres, assim os compadres ao passarem por Odemira, façam uma paragem por favor em Odemira e queiram ter o prazer e o gosto de admirar a paineira que se encontra no Largo Brito Pais.
Árvore citada mes compadres e minhas comadres, ela produz o próprio alimento mesmo quando está sem folhas, o que ocorre durante a floração, entre Setembro e Novembro, altura em que a copa da paineira transforma-se num imenso novelo cor-de-rosa e que abrilhanta ainda mais esta vila alentejana.
A paineira é uma espécie exótica, originária das florestas do Brasil e Bolívia, mas no entanto compadres e minhas comadres, este exemplar veio da África do Sul, trazido pelo então presidente da Câmara de Odemira, Justino Abreu dos Santos, que o plantou ou a plantou assim a fazer 31 anos.


domingo, 24 de maio de 2015

Bom Dia Alentejo, Portalegre, a Côca de Portalegre

 
O trajo da Côca de Portalegre, assim mes compadres e minhas comadres, era composto por blusa, saia, manto, meias e sapatos…
A blusa, ela tinha um franzido nos punhos e assim na cintura. Finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete e abotoa de lado ao pescoço, descendo depois ao meio do peito à cintura.
Saia, ela franzida na cintura e comprida até aos pés.
O manto, colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste. Até à cintura, se dirá a vossemecês compadres,  para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média,  sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda, espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.
As meias, elas eram pretas ou cinza, eram feitas à mão de cordãozinho.
Os sapatos, assim para terminar o traje assim mes compadres e minhas comadres, eram pretos, assim tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.


O trajo da Côca de Portalegre, trata-se pois de um trajo de mulher, todo ele de cor preta, que no início do século XIX, assim compadres e minhas comadres, era utilizado no dia do casamento.
No início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a Côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos, assim se dirá a vossemecês, que parece assim proibidos.
Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.
Este trajo, como tudo abala no Alentejo, deixou de se visto na cidade de Portalegre por volta dos anos 30, assim do século XX.
Fonte: http://serenatasemportalegre.blogspot.pt