quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, a Rotunda ao Bombeiro, Évora, a terra a do homem da paz

 
O conjunto escultórico, da autoria de Armindo Alípio Pinto, é a expressão de uma homenagem da cidade de Évora aos seus bombeiros voluntários, que teve lugar em 1991.
Edificado pela Câmara Municipal na rotunda junto à Escola Secundária Gabriel Pereira (uma das primeiras rotundas a ser construída na cidade) pretende simbolizar o perfil de um capacete de protecção.
 
 
 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Castelo de Vide, a terra que é de Fé, a escultura em pedra a de um património religioso

 
Castelo de Vide:
São Gregório Magno
proveniente da igreja de Sant' Iago Maior
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
Sant' Iago Maior
proveniente da igreja de que era orago
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
São Paulo
(proveniente da ermida com o mesmo nome, hoje em ruínas?)
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
Santo André
proveniente da igreja do Salvador do Mundo
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
São Pedro apóstolo
proveniente da igreja homónima
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
São Lourenço
proveniente da igreja do Salvador do Mundo
(séc. XVI)
Castelo de Vide:
Santa Maria da Devesa
orago da igreja do mesmo nome 
(séc. XV, oficina de João Afonso)
Castelo de Vide:
Santíssima Trindade
na igreja matriz de Santa Maria da Devesa
(séc. XV)
Castelo de Vide:
santo sem atributos
no Museu de Arte Sacra
(séc. XV)
Castelo de Vide:
São Vicente
na igreja de Santa Maria da Devesa
(séc. XVI, escola de Coimbra)
Castelo de Vide:
Nossa Senhora do Ó
da igreja de Santa Maria da Devesa
(século XV)
CASTELO DE VIDE:
Nossa Senhora da Conceição
existente na fachada da igreja do convento franciscano 
e proveniente de uma quinta que aí se situava
(séc. XVI)

Fonte e Foto: Ruy Ventura,  http://nortealentejano.blogspot.pt/search/label/Escultura%20em%20pedra

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Tolosa, Topónimo de Tolosa, a porta da vida se dita do amor


De informação Particular, de 6 de Janeiro de 1977, oferecida por António Augusto Batalha Gouveia:
"Dos inúmeros topónimos portugueses cuja origem lexial remota a um passado linguístico pré-indo-europeu, TOLOSA é um deles como se irá ter ocasião de verificar.
Tem-se dito que esta graciosa vila do Alto Alentejo foi fundada por elementos do mesmo clã que no sudoeste francês e na vizinha Espanha fundaram outras "Tolosas".
Quer isto dizer que o estudo relativo à origem do topónimo Tolosa servirão simultâneamente aos três países.
Acerca da Tolosa francesa (Toulouse), o Grande Larouse refere que o nome da importante cidade do Alto-Garona teria origem no apelido do rei mítico Tolus, descendente de Jafeth, um dos filhos do Noé bíblico. Por esta lenda, que alguma verdade encerra, se pode aquilatar da extrema antiguidade do topónimo Tolosa.
O interesse da lenda reside na circunstância de os escribas bíblicos considerarem Jafeth como o ancestral dos povos não semíticos nem camíticos, o que o coloca como o Pai dos povos indo-europeus e asiânicos.

Estes asiânicos também conhecidos pelos nomes de turânicos ou simplesmente túrias, cujo "ubi", original havia sido o planalto do Turam, habitavam a Ásia Central e Setentrional, tendo-se dividido em três grupos a saber: os Sumérios, que ocupam o sul do Iraque: os Hurritas, que se estabeleceram entre a Síria e o Iraque, e finalmente, os Pro-Hititas que se espalharam pela Anatólia.
Entre os quatro e terceiros milénios da nossa era, operou-se uma migração maciça dos povos turânicos, os quais irradiaram para o Ocidente em várias direcções, tendo atingido a Itália, a Gália e a Ibéria.
Na Itália fundaram o reino da Atúria, nome que os romanos corromperam em Etrúria, designando o mar que lhes ficava fronteiro de Turano, fonetizando Tyrreno pelos habitantes do Lácio.
Os turanos ou túrias, tinham como tótem tribal o touro (da raiz Tur), o qual era associado aos astros que comandavam as forças vitais da natureza, principalmente aquelas relacionadas com as perturbações atmosféricas.
O nome português tirano tem origem no gentílico turano, envolvendo aquele o conhecido conceito de "soberano absoluto" ou "despótico".

Entre os etruscos, conhecidos pelos gregos sob o nome de Tyrrenos, pontificava uma deusa do mar chamada Turam, a qual tinha a beleza fascinante da Afrodite grega e da Vénus romana.
Na faixa ocidental ibéria, os historiadores antigos registam a presença de clãs turânicos, tal como se reconhece nos gentílicos Turdetanos, Turoldis, Turones, Túrdulos, etc., povos que habitavam principalmente a área compreendida entre o Rio Mondego e o Litoral Algarvio.
O topónimo pré-cristão de Portalegre era Turóbriga, a qual a Turóbriga foi tempos pré-romanos sede de uma área cultural dedicada a uma divindade Atalgina Turobrigensis Dea.
O fonetismo incipiente das falas pré-indo-europeias, deu lugar a que o timbre da vogal imediana nas bases triliterais sofresse variações, o que fez com que a voz Tur também revestisse a prosódia Tar, a qual, por sua vez desenvolveu os heterófones Thar, Dar, e Der.
Os antigos Persas e os Babilónios, além de decorarem os painéis de tijolos envernizados das portas das cidades, com frisos de touros alados, postavam ainda dos seus lados esculturas de touros antropocéfalos, com a missão religiosa de guardarem e protegerem os citadinos.
Esta circunstância provocou na esfera semântica a conotação dos conceitos "Touro" e "porta" e daí o antigo alto-alemão Turi (actual Tor), o germânico dur, o antigo inglês duru (hoje door) e o grego Thura, todos com o sentido de "porta". Por seu turno o antigo Persa dispunha da variante Thar (actual Dar) para dominar a "porta".

A voz asiânica supracitada Turu "Touro" ou "porta" além do referido termo helénico Thura "porta" desenvolveu ainda a variante dialectual grega puros, donde o topónimo homérico Pylos designativo de Porta. A histórica cidade real persa Astar, também grafada Assar, foi pelos gregos apelidada de "Cem Portas" - Hekatompylos.
A dicção Tur ou Turu, por variação do ponto de articulação da variante r, evolui para Tul, Tulu, Tol, Tolu, etc., fenómeno este comum ao acima citado Puros helénico (Pylos).
Aquando da restauração da Porta de Isthar (corrupção caldaica da voz Astar, literalmente "Deus da Porta" ou "Planeta de vénus") na cidade da Babilónia, ordenada po Nabukhodonosor, este mandou gravar em placas de barro cozido os seguintes dizeres "... revesti a porta com tijolos esmaltados de azul, sobre os quais estavam representados touros selvagens e dragões. Mandei colocar sobre a Porta vigas de cedro revestidas de cobre, com seus suportes de bronze. Altivos touros de bronze e dragões furiosos foram postados à entrada. Embelezei esta porta a fim de provocar a admiração de todos os povos". (Babylone, colecção "Que Sais-je?)
Esta "vaidade" de Nabukhodonosar haveria de se transmitir à posteriedade na expressão portuguesa Tolo (de Tolu "porta"), o que aliás é corroborado pelo alemão Tor (Tolo e porta). Desta forma se encontra investigado o primeiro termo constituido do topónimo Tolosa, isto é Tol ou Tolu; irei seguidamente examinar o segundo, ou seja osa.
Quando estudei o topónimo Nisa, aludi ao tema Usa ou Uza como sendo um dos nomes pelo qual era conhecido o planeta Vénus. O Assírio dispunha igualmente da palavra Usa para denominar aquele planeta, já então considerado como o símbolo astral do amor, tendo o mesmo nome passado ao árabe com igual significado.
Donde priviria o termo assírico Usa? Os asiânicos, designadamente os Sumérios chamavam ao Sol o deus Utu. A páreda deste, Uta foi o protótipo do latim Uita "vida". Uta desenvolveu ainda os alófonos Utha, Utsa e finalmente Uza: O nome que os babilónios davam ao seu Noé diluviano era o de Uta - Napyshtym o qual se pode traduzir por "Vida das águas do Senhor".
A propósito do latim Uita oiçamos o que a seu respeito diz o eminente latinista A. Meillet:
"Acerca do latim uita "vida", não tenho a certeza se ele deriva de uinus, "vivo" ou se, por outro lado, não repousará sobre um antigo "gwita" prototipo do grego biotos, encurtado na forma "bios" "vida".
Eis, pois, chegado ao fim deste estudo.
O toponómio Tolosa traduz, como se acaba de ver, o mesmo conceito religioso que os babilónios davam, à maravilhosa PORTA DE ISHTAR, isto é, PORTA DE VÈNUS, PORTA DO AMOR, ou PORTA DA VIDA.
Não admira, pois, que os Tolosanos ou Tolosenses hajam consagrado a sua vetusta terra a Nossa Senhora da Encarnação, a qual através do amor vai servindo os desígnios de Deus."
Fonte: Alexandre Carvalho da Costa, Nisa, Suas Freguesias Rurais

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Belver, Capela Nossa Senhora do Pilar, a fonte alimenta o Alentejo


Edificada fora do perímetro da povoação de Belver, mês compadres e minhas comadres, se vos dirá a vossemecês, a ermida de Nossa Senhora do Pilar é um exemplar da arquitectura religiosa rural, de finais assim do século XVII. De reduzidas dimensões pois que se dirá a vossemecês, merece referência a decoração a fresco na zona do altar.

Foi mandada edificar por D. António Álvares Heitor, vigário de Belver, como atesta o Levantamento Geral de 1759.
Sabe-se pois assim mes compadres, assim minhas comadres, foi mandada construír pela família Heitor, uma família abastada que tinha fortes ligações a Belver, e que possuíu a capela durante muitos anos, até esta ser cedida à Câmara Municipal de Gavião.

Templo apresenta planta desenvolvida longitudinalmente, composta pelo volume da nave, ao qual foram adossadas a sacristia, do lado da Epístola, e a torre sineira, do lado do Evangelho.
A fachada pois sabeis assim mes compadres, possui portal de moldura rectangular, ladeado por dois janelos e encimado por óculo.
Na empena, assim como que para terminar, foi gravada a inscrição : "PADRE NOSSO AVE MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA / HEITOR.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Mértola, Topónimo de Mértola, a terra da surpresa da descoberta

 
A fundação de Mértola teve por motor a fuga de alguns fenícios que se hominizaram aqui quando Alexandre Magno invadiu a cidade de Tiro. Deram os fundadores à povoação o nome de Myrtilis que significa Nova Tiro. Com o andar dos tempos a palavra Mirtilis corrompeu-se em Mértola.
Fonte: (Do Arquivo Histórico de Portugal, Vol.II (1898) – Pág. 449)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Castelo de Vide, Fonte da Pedra do Alentejo, a água lhe cai do céu pelo granito

 
A 21 de Abril de 2001, foi oferecida esta escultura a Castelo de Vide pelo escultor dinamarquês Jorgen Haugen Sorensen. Situa-se no Parque 25 de Abril e é constituída por vinte toneladas em blocos de pedra de granito, oferta dos "Granitos de Maceira" de Alpalhão à Câmara Municipal de Castelo de Vide.
 
A água brota da parte superior, escorrendo pelo granito até à sua base, sendo então novamente canalizada para o topo, onde se repete o processo. Tem uma função principalmente decorativa.