segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Belver, Capela Nossa Senhora do Pilar, a fonte alimenta o Alentejo


Edificada fora do perímetro da povoação de Belver, mês compadres e minhas comadres, se vos dirá a vossemecês, a ermida de Nossa Senhora do Pilar é um exemplar da arquitectura religiosa rural, de finais assim do século XVII. De reduzidas dimensões pois que se dirá a vossemecês, merece referência a decoração a fresco na zona do altar.

Foi mandada edificar por D. António Álvares Heitor, vigário de Belver, como atesta o Levantamento Geral de 1759.
Sabe-se pois assim mes compadres, assim minhas comadres, foi mandada construír pela família Heitor, uma família abastada que tinha fortes ligações a Belver, e que possuíu a capela durante muitos anos, até esta ser cedida à Câmara Municipal de Gavião.

Templo apresenta planta desenvolvida longitudinalmente, composta pelo volume da nave, ao qual foram adossadas a sacristia, do lado da Epístola, e a torre sineira, do lado do Evangelho.
A fachada pois sabeis assim mes compadres, possui portal de moldura rectangular, ladeado por dois janelos e encimado por óculo.
Na empena, assim como que para terminar, foi gravada a inscrição : "PADRE NOSSO AVE MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA / HEITOR.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Mértola, Topónimo de Mértola, a terra da surpresa da descoberta

 
A fundação de Mértola teve por motor a fuga de alguns fenícios que se hominizaram aqui quando Alexandre Magno invadiu a cidade de Tiro. Deram os fundadores à povoação o nome de Myrtilis que significa Nova Tiro. Com o andar dos tempos a palavra Mirtilis corrompeu-se em Mértola.
Fonte: (Do Arquivo Histórico de Portugal, Vol.II (1898) – Pág. 449)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Castelo de Vide, Fonte da Pedra do Alentejo, a água lhe cai do céu pelo granito

 
A 21 de Abril de 2001, foi oferecida esta escultura a Castelo de Vide pelo escultor dinamarquês Jorgen Haugen Sorensen. Situa-se no Parque 25 de Abril e é constituída por vinte toneladas em blocos de pedra de granito, oferta dos "Granitos de Maceira" de Alpalhão à Câmara Municipal de Castelo de Vide.
 
A água brota da parte superior, escorrendo pelo granito até à sua base, sendo então novamente canalizada para o topo, onde se repete o processo. Tem uma função principalmente decorativa.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Monforte, Ponte na ribeira de Monforte, um Alentejo que bate ao Norte


No comum aceite, pois mes compadres e minhas comadres , apesar da designação que lhe dão, uma ponte romana, não está lá assim muito bem confirmado o nome que lhe dão, o de uma ponte romana.
Deixando lá a coisa, a galinha ou lá o ovo, é ela classificada como imóvel de Interesse Público, a classificação assim a ela a lhe deu, o Decreto n.º 29/90 de 17 de Julho.

Ponte assim esta feita mes compadres e minhas comadres, com uma composição de sete arcos. Uma curiosidade apresenta ela com uma altura e abertura desigual, indo os mesmos diminuindo do centro para as extremidades, que suportam o tabuleiro de perfil em cavalete e que é protegido por guardas.
Uma estrutura pois que se diga assim a vossemecês, seria ela assim constituída por 12 arcos, no entanto, hoje em dia apresenta sete com abertura e altura desigual, diminuindo do centro para as extremidades. Tabuleiro nela assim rampeado, em cavalete, protegido por guardas e calcetado.
Ponte pois que vos direi mes compadres e minhas comadres, ponte já  existia em 1321 e é assim construída, direi eu a vossemecês, entre os séculos II e IV d.C.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Apodo de Reguengos de Monsaraz, a terra da vinha

À medida que a histórica vila de Monsaraz – bastião importante da linha defensiva da fonteira – perdia importância militar, deixando mesmo de ser sede de concelho, em 1836, as terras de Reguenguinho, Ramila e Mon Real assumiam notoriedade económica e administrativa, tendo sido criado, ipso facto o concelho de Vila Nova de Reguengos (hoje Reguengos de Monsaraz), em 1840, que secundarizou, definitivamente, a povoação de Monsararaz.
Ditos tópicos: Filhos d´ácêpa; As mulheres são borrachêras.
 
Foto: Paulo Moreira, http://retratosdeportugal.blogspot.pt/search/label/Reguengos%20de%20Monsaraz
- Bom Dia Alentejo!
Olá compadres e minhas comadres e lá assim malta, venham daí. Venham a elas.
Sabeis que assim pois compadres e minhas comadres, graciosa terra assim uma terra de - muitos bons vinhos, e uns afamados muitos bons néctares do deus Baco, possuidora ela, eu estou dizendo a vossemecês compadres, de grandes vinhas, com belas e vistosas cepas. Assim pois que o entendeis lá, os seus habitantes passam por ser amigos da pinga, isto é Filhos d`ácêpa.
E as mulheres – estas minhas e doces lindas desta minha terra, esta alentejana – por extensão pois que vos direi a vossemecês mes compadres, mas provavelmente sem grande proveito, passam a ser conhecidas por Borrachêras, como rezam os seguintes versos rifaneiros: As do Campino são bruxas;/ de S. Marcos, feiticeiras,;/ da Cumeada manhosas;/ de Reguengos, borrachêras.
Fonte: J. A. David de Morais, Ditos e Apodos Colectivos, Estudo de Antropologia Social no Distrito de Évora.

Bom Dia Alentejo, Alpalhão, a Anta de Alpalhão, a uma porta da vida no tempo

 
Foto: Quico Photography, http://www.panoramio.com/photo/94106750
Esta anta de Alpalhão, mes compadres e minhas comadres, é uma das esculturas que se criaram na vila de Alpalhão, em uma das suas bienal. Vos direi eu, ela representa uma homenagem ao granito, a esta terra de Alpalhão e suas gentes que o trabalham.
Com este monumento se fez uma homenagem a todos aqueles que dedicaram e dedicam à pedra grande parte da sua vida. Mas também se homenageia a matéria, garante de sustento de tantas famílias da região.
A Anta de Alpalhão, representa por si só a força do homem, a sua fé, a necessidade de perdurar a sua história no tempo. Erigi-la foi reverendar todos aqueles que fizeram da pedra um marco para a eternidade. Desde a pré-história aos nossos tempos.
É uma obra do escultor António Redondo e situa-se ela, perto da Igreja do Calvário...

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Fonte da Vila, a terra da Ponte de Sor, prata as pedras os arreais limpava


Mes compadres e minhas comadres, compadre Fonseca Henriques, ano da graça de 1726, o seu Arquilégio Medicinal já a localizava:
“Na vila de Ponte do Soro ha uma fonte que tem conhecida virtude para achaques de pedra e areais, como se tem experimentado muytas vezes.”

Foto: josebotelheiro, http://7.fotos.web.sapo.io/i/N3601d580/6306614_JFtVU.jpeg
Sua construção, ao que parece mes compadres, a compadre el-rei D. João V direitos de autor a ele se lhe deve. Bela, mas maravilhosa fonte, de mão doce dada com a Vila, na caminhada com ela cresceu.
Ela fica junto à ponte velha.
Dizem as trovas do vento, mes compadres e minhas comadres, dizem as trovas do vento, um dos ex-libris da cidade de Ponte de Sor.
Feita no século XVIII, ficaria no mundo destas terras cidade…