quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Castelo de Vide, necrópole de Santo Amarinho, para a pradaria terra alentejana fazia


Do Periodo Medieval Cristão – mes compadres e minhas comadres – um conjunto de 16 sepulturas escavadas no solo, de forma trapezoidal cobertas com lajes de granito, orientadas a Nascente-Poente, na sua maioria sem espólio.
Para além destas sepulturas, atribuíveis ao período medieval, este local teria sido utilizado (também como necrópole) em período anteriores, nomeadamente romano. A confirmá-lo, identificou-se uma inscrição funerária datável do século I.

Foto e Fonte: Emílio Moitas, http://www.panoramio.com/photo/1253297
- É mes compadres e minhas comadres - esta necrópole de Santo Amarinho (Alta Idade Média - séc. VI-VII), constituída por quinze sepulturas de adultos e uma criança, e encontra-se em razoável estado de conservação e é, até ao momento, um dos maiores cemitérios do género encontrados no concelho.
As sepulturas são de inumação individual, são rectangulares e trapezóides e foram constituídas obedecendo à orientação nascente-Poente (pés-cabeça).
Escavada em 1974 por Maria da Conceição M. Rodrigues, foram exumados diversos recipientes cerâmicos que, no momento do enterramento, eram habitualmente depositados à cabeceira da sepultura". 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Crato, Ponte do Chocanal, a uma capital em terra da medieval


Ponte do Chocanal – que mes compadres e minhas comadres - situa-se ela sobre a ribeira do mesmo nome, aqui, tão perto e junto, da graciosa vila a que um dia, uma grande Mãe a terra e as terras, a da ditosa vila do Crato. Venham daí malta. Venham a este Alentejo, a lo descobrir…

É – a ponte ditada mes compadres e que minhas comadres - constituída por três vãos e dois talha-mares e - pois vos direi a vossemecês - com arcos de volta inteira, que, embora parcialmente obstruídos pelo assoreamento do leito da ribeira, - eles - mantêm a dignidade e equilíbrio desta estrutura, perfeitamente ela tão enquadrada na paisagem envolvente.
Vulgarmente – pois o sabeis estas pontes - designada como “ponte Romana”, esta sólida construção em alvenaria de granito, ela data provavelmente do período medieval, embora as aduelas dos arcos, ligeiramente almofadadas, possam indiciar uma eventual origem romana ou – assim para terminar - uma reutilização de materiais anteriores.
Fonte: http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/itinerarios/pontes-alentejo/

domingo, 18 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Castelo de vide, Fonte de S. Tiago, a terra do verde da água da vida


Desconhece-se a data de construção desta fonte, provavelmente seria aqui colocada aquando da edificação da igreja de S. Tiago (séc. XVI).
A fonte de S. Tiago fica situada ao fundo da Carreira de Santiago, incrustada na parede este da citada igreja.
 
Fonte e Foto: http://www.castvide.pt/photos/fontes_santiagomaior.html
Esta fonte é composta por uma estrutura de alvenaria de pedra, rebocada e caiada de branco e creme, ladeada por duas colunas do mesmo material.
Ao centro deste conjunto, contem uma moldura de pedra de granito, de onde saem duas bicas metálicas, jorrando água para um pequeno tanque de forma geométrica irregular também em granito, dentro do qual existem dois suportes em pedra que servem de base para a colocação de bilhas ou utensílios para encher do precioso líquido.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Mourão, Topónimo de Mourão, a terra da Cova da Moura

 
Foi esta povoação fundada pelos árabes no século XI, os quais lhe construíram as primeiras fortificações, e lhe deram o nome de Mogron, que significa – lapa, cova ou caverna – talvez por causa de alguma que ali encontrassem, do tempo dos celtas ou dos antigos lusitanos.
Parece que esteve abandonada e deserta, durante os reinados de D. Afonso Henriques, D. Sancho I e D. Afonso II, porque só temos notícias positivas de MOURÃO, corrupção de Mogron, no reinado de D. Sancho II, em que D. Gonçalo Egas, prior da Ordem Militar de S. João de Jerusalém, depois de Malta, a povoou em 1226, dando-lhe foral, que foi confirmado e muito ampliado por D. Dinis, por carta feita em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1296.
(Do Arquivo Histórico de Portugal – Vol. II – 1890 – Pág. 194).
Da sua fundação nenhumas notícias históricas se possuem, devendo-se relegar para o campo da imaginação o pouco que a tal respeito se encontre num ou noutro escritor.
O que acerca da origem árabe do seu nome almogron, tremoceiro e morron, lapa ou caverna, se tem dito não passa de gramática parda pois a tal respeito consultei o meu erudito e destinto amigo e colega Dr. David Lopes, eminente professor de árabe.
O termo MOURÃO provém de Moura de cujo alfoz teria feito parte em remotos tempos.
(Do Concelho de Mourão – por Dr. Agostinho Fortes – inserto no Álbum Alentejano – Tomo II (Distrito de Évora) – 1935 – Pág. 422).

domingo, 11 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Flor da Rosa, Igreja Paroquial de Flor da Rosa, uma graça que ficou na do Contestável

  
Foto: http://www.panoramio.com/photo_explorer#view=photo&position=52096&with_photo_id=37387700&order=date_desc&user=68287
A Igreja Paroquial, - mes compadres e minhas comadres, vos direi, - é um edifício moderno e construído no centro da povoação, desta minha linda Flor da Rosa.
Sem outro motivo de interesse que continuando mes compadres, além daquele de ali estar o túmulo de Frei Álvaro Gonçalves Pereira, fundador do Convento da Flor da Rosa e que se está vendo ao fundo pois vos direi, e que foi para esta igreja transferido em 1897, e de também guardar a célebre imagem de Nossa Senhora das Neves, hoje mais conhecida por Nossa Senhora da Flor, ou da Rosa, que pertenceu ao mesmo convento.
Esta imagem, de pedra policromada, tem todas as características de uma obra de origem ou de inspiração francesa da primeira metade do século XIV.

Foto: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d7/Igreja_matriz_de_Flor_de_Rosa_-_Crato.jpg
Segundo a tradição aceitável – assim mes compadres e minhas comadres - e à qual se referem Frei Agostinho de Santa Maria e outros muitos nossos cronistas antigos, a imagem data do tempo do sexto Prior do Crato, D. Álvaro Gonçalves Pereira.
A Virgem, em posição levemente arqueada, ela está revestida de delicadas roupagens, segura e sustenta com o braço esquerdo o Menino, o qual, com a mão direita afaga a face esquerda da Virgem e tão assim muito maternal – que mês compadres e que minhas comadres.
O Menino, ele está assim meio nu e envolto em parte do manto da Senhora, que o cinge e cai no corpo em pregas graciosas.
A mão direita da imagem, ela parece sustentar uma parte do manto ou ter tido outrora diferente aplicação, como talvez a de sustentar uma flor.
O véu está preso por um pequeno diadema.
A policromia da imagem, que é ainda discreta, tem sido sem dúvida refeita por várias vezes. Mede 1m,20 de altura.
Fonte: Fonte: Inventário Artístico de Portugal, Luís Keil, 1943

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, S. Sebastião de Giesteira, Apodo de S. Sebastião de Giesteira, no extremo do Arco-da-Velha lhe está o tesouro

 
A freguesia de S. Sebastião de Giesteira pertence ao concelho de Évora.
Apodo colectivo e dito tópico: P`lacos, São do arco-da-velha.
Os seus rivais, os vizinhos da Boa Fé, chamam aos giesteirenses P`lacos (por Polacos), dado os de S. Sebastião da Giesteira lhes chamarem Trucos (Trucos, por metátese de Turcos) – e lhe estarás assim entendendo, mes compadres e minhas comadres -. Trucos e P´lacos –seriam assim pois sabeis – como que habitantes de “terras do fim do mundo”…
Todavia, - compadres e minhas comadres – os habitantes do Escoural chamam aos habitantes da Giesteira Placos por uma razão diversa (seriam indivíduos que deslocaram a placa de sinalização), e isso teria a ver com a deslocação de uma placa indicadora do limite entre as duas freguesias, que pertencem a concelhos diferentes (S. Sebastião pertence a Évora e o Escoural pertence a Montemor-o-Novo – e o compreendereis assim mes compadres e que minhas comadres.
Foto: Almanaque Místico, http://almanaquemistico.blogspot.pt/2013/02/a-lenda-do-arco-iris.html
Quanto à zombaria São do arco-da-velha, M. P., um doente nosso, de 72 anos (25/05/1996) diz-nos que o arco-da-velha é ali utilizado para designar o arco-íris. Popularmente – pois o compadre o diz -, afirma-se que no extremo do arco-íris está guardado um tesouro. Assim, - que compadre lá termina pois sabeis – quando o arco-íris aparece, os de São Sebastião da Giesteira andam desnorteados, à procura do extremo do arco-da-velha…
Ai ai e que ai, é lindo não é, que mes compadres e minhas comadres? E eu, que pois para terminar no cante da vadia alentejana, eu que vos digo, é puro Alentejo de um ar muita puro.
Fonte: J. A. David de Morais, Ditos e Apodos Colectivos, Estudo de Antropologia Social no Distrito de Évora.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, terras de Alter do Chão, Fonte no Olímpio Barreto Murta, a igreja de Sant`Ana a dizer que o céu é o limite

 
Fonte no Largo Doutor Olímpio Barreto Murta em Alter do Chão.
Fonte neobarroca e revivalista. Tem pináculo gigante ao centro e quatro peixes, apresentando elementos decorativos de estilo barroco.
Via, Maria Lourdes Ribeiro.
E construída no século XIX- mês compadres e que minhas comadres -, uma fonte neo-barroca se vos dirá.
Ela que possui pois assim um tanque octogonal, e que ao centro - compadres e minhas comadres - do tanque, um pináculo gigante com quatro peixes, a encimar as bicas que malta minha.
E no mesmo largo se dirá a vossemecês, encontra-se a igreja de Sant’Ana. Séc. XVII, assim ela datando. Possui assim painéis de azulejos de muito boa qualidade, a representar cenas da vida da Virgem. De muito boa qualidade pois que se dirá a vossemecês, sofreu ela poucas alterações e mantém as características da sua época de construção.
Fonte e Foto: www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?wp=GC17TVQ