domingo, 7 de dezembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Flor da Rosa, a Lenda de Flor da Rosa, Rosa que de amor ao amado morreu

 
Havia em tempos muitos antigos um pequeno lugarejo, onde vivia um cavaleiro de nome ilustre, muito estimado por fidalgos e povo. Ora este cavaleiro adoeceu gravemente e soube-se que poucos dias lhe restavam. Como era muito estimado, iam-lhe levar presentes. Entre as pessoas que o visitavam, uma chamada Rosa levou-lhe uma flor do seu nome. Foi para o cavaleiro a melhor visita e a mais bela prenda, pois ROSA era sua noiva. Todas as pessoas esperaram a morte do cavaleiro, mas o destino é por vezes traiçoeiro e foi ROSA que morreu, tendo-se ele salvo. Desde esse dia, o cavaleiro era muitas vezes encontrado a chorar junto da campa da sua noiva. Então os desgostos matam-no. Mas nos últimos momentos da vida faz dois pedidos: Queria que a flor que ROSA lhe oferecera o acompanhasse à sepultura e que fosse dado àquele lugar o nome de FLOR DA ROSA em homenagem à sua amada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fonte Valeriana, fotos e textos Vale de Peso

 

FONTE VALERIANA

Mandada fazer por Eusébio Valeriano de Mattos em 1876
CORRE ÁGUA POR UMA TELHA
FARTE-SE A CABRA, O BOI E A OVELHA...
E TAMBÉM TU Ó PASSAGEIRO
BEBE QUE ESTÁS PRIMEIRO

Esta fonte situa-se no antigo Caminho que levava os peregrinos, vindos de Cadiz, para Santiago de Compostela.

Pertence ainda à freguesia de Vale do Peso, perto da antiga povoação de "Pé-do-Rôdo", num monte que tradicionalmente tem sido agricultivado por alpalhoeiros, ganhando sucessivamente o nome do titular do momento: "Monte Valeriano", "Monte da Sra Olimpia" e agora "Monte do António Calhaço", mas permanecendo sempre o topónimo de "Monte do Rôdo".

Mais à frente, já na Freguesia de Alpalhão, receberia o outro Caminho vindo do sul, do litoral alentejano, formando um só, que subia para a Galiza.
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Joé Caldeira Martins, texto e fotos https://www.facebook.com/jose.caldeiramartins?fref=ts

Bom Dia Alentejo, Avis, Apodo de Avis, terra do sapateiro e que do carpinteiro, o carpinteiro que foi juiz

 
FRACA JUSTIÇA DE AVIS – a propósito deste apodo, - mês compadres e que minhas comadres – contam – campónios em ditosa terra alentejana - a seguinte historieta: Há muito tempo, ouve em Avis dois operários, um carpinteiro e um sapateiro, amigos inseparáveis, muito bons homenzinhos.
O sapateiro – sabeis assim amigos meus do mundo – era quase analfabeto e o carpinteiro tinha umas luzes. – Assim, que eu estou a dizer a vossemecês – por ocasião de dificuldades em arranjar Presidente da Câmara, foi nomeado para tal cargo o amigo carpinteiro precisamente quando o juiz, que numa altura havia em Avis, estava de licença e era o Presidente da Câmara que por lei o devia substituir.
Entre os casos que o nosso amigo carpinteiro teve de julgar, sucedeu ser um do amigo sapateiro e teve de condená-lo em boa pena. Ao fazê-lo, tomou o pau inerente do cargo que desempenhava e perguntou sobranceiramente:
“O réu tem alguma coisa a alegar em sua defesa?” – Este respondeu-lhe – “Esteve V. Exa., senhor Doutor Juiz, tanto tempo “aplainar” a sua consciência para dizer tal sentença!”
Antigamente – compadres meus e minhas comadres – para aquém do Tejo, a região estava dividida em quatro circunscrições judiciais, sendo a de S. Bento de Avis, uma das maiores, que ia desde Coruche até Elvas. Por essa razão, muitas vezes os casos eram julgados muito à priori acarretando com isso muitos erros judiciários, razão por que empregam a frase Fraca JUSTIÇA DE… conforme a circunscrição a que pertenciam.
Esta informação – assim continua amigos meus do mundo, o compadre Alexandre de Carvalho Costa, aqui das terras de Alagoa no norte alentejano – foi-me amavelmente prestada pelo meu amigo António Fialho Sequeira Bugalho, residente na freguesia do Ervedal, concelho de Avis, aqui há uns bons trinta anos, deixando aqui publicamente, os meus sinceros agradecimentos.
- Assim e depois para terminar mes compadres e que minhas compadres, o referido -, também apodam-se os de Avis de CÃES e costumam proferir – AVIS É TERRA QUE DEUS NÃO QUIS – e eu como o ele o digo – isto apenas por causa da rima e não por outra coisa – estou certo disso.
Fonte: Alexandre de Carvalho Costa, Apodos Tópicos Alentejanos, Revista Cidade, Portalegre

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, a Portalegre, Fonte do Jardim do Tarro, a vitória com um v da Vida

 
Construída na década de 1960 – ai mes compadres e minhas comadres o sabeis lá – tem à sua frente um pequeno lago que se pode atravessar em passadeiras circulares – a parecer seda – ai amigos meus do mundo a quem pisa.
Foto: Casimiro Carrajola, http://www.panoramio.com/photo/18435811
De força que ela continua e que é de vida. Sempre a assapar a um todo o pano. Das entranhas dela que sai o azul branco do céu. A fresquidão a pureza, os lábios a boca do corpo de um homem e uma mulher, - ai meu Deus – a boca quando se aproxima, a natureza como a toca, a leveza circula e caminha na cidade de Portalegre.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Arronches, Apodo de Arronches, a um sabor fresquinho a Montado na planície

 
Terra dos Porcos – compadres meus e minhas comadres – é assim apodada – esta graciosa – esta - vila de Arronches.
Será por existir na região muito montados servindo para a engorda do gado suíno. É uma hipótese de aceitar… Ai foi assim meus compadres e minhas comadres, compadre diz assim a vossemecês, foi assim em Apodos Tópicos Alentejanos, na Revista Cidade e de Portalegre, o nosso compadre, Alexandre de Carvalho Costa, o compadre lá o disse...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Galveias, Coreto de Galveias, o galo a uma laranja pézinho de dança começava

 
Coreto muito semelhante ao de Ponte de Sor, este foi projectado pelo Sr. Ambrósio Lobato.
Mandado construir pela Junta de Freguesia de Galveias, sua actual proprietária, foi inaugurado a 20 de Agosto de 1978.
O seu espaço octogonal com 3m de lado é escolhido para as comemorações do 25 de Abril, para as festas de Julho e ainda para animação dos bailes populares.
Construído em alvenaria – assim minhas comadres e meus compadres – e marmorite branco. Seu pavimento apresenta-se à altura de 1,80m do solo, em marmorite vermelho.
A cobertura – pois assim então meus compadres -, à semelhança da do coreto de Ponte de Sor, é uma placa de cimento armado, apoiada em quatro pilares de cimento, com o mesmo tipo de acesso e gradeamento todo em redor.
Apresenta o referido coreto – pois eu vos diga compadres – electrificação central e em bom estado de conservação.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra