sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, Senatório de Portalegre, tuberculose matava

A 24 de Junho de 1901 era fundada em Portalegre a delegação local da Assistência Nacional aos tuberculosos, presidida pelo Bispo da Diocese e que teve como dinamizador o Dr. Francisco António Rodrigues de Gusmão (filho).
Em 1903 iniciaram-se as diligências para a construção de um sanatório, cujo projecto foi confiado ao arquitecto Rual Lino.
O concurso para arrematação da construção foi publicado no Diário do Governo de 25 de Agosto de 1904, sendo adjudicada a João Francisco Macedo.
A inauguração do sanatório, designado Hospital Suburbano de Portalegre ocorreu a 3 de Outubro de 1908, sendo nomeado seu director clínico o Dr. Rodrigues Gusmão.
Fonte: António Ventura e Aurélio Bentes Bravo, O Postal Ilustrado de Portalegre/primeiro quartel do séc. XX, Edições Colibri, Câmara Municipal de Portalegre

Foto: Sérgio Namorado, http://bloguecentelha.blogspot.pt/2013/12/um-pormenor-esquecido-de-portalegre.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, a terra de Aldeia da Mata, a Memória Paroquial que a tem

 
Aldea da Mata fica na Provinçia do Alentejo, comarca do Crato no … de …, e no termo da mesma villa, não pertense a outra freguezia.
He do Serenissimo Senhor Infante Dom Pedro como Grão Prior deste Priorado do Crato.
Them trazentas pessoas de sacramento, e oitenta menores.
Está situada em canpinha pequena.
A parrochia esta fora de aldea mas quazi proxima a ella, caret. do mais.
São Martinho he o seu orago, them mais tres altarres, da Compseição, Rosario, e Almas, e them sómente huma nave.
He reytor cura o qual aprezenta o dito Serenissimo Senhor Infante them de ordenado dois moyos de trigo, vinte almudes de vinho, e em dinheiro dois mil reis.
Them duas irmidas huma de Santo Antonio outra de São Pedro muito pobres ficam quaze fora da mesma aldea e pertenssem ao parrocho da dita freguesia de São Martinho.
Recolhe senteio, algum trigo e milho.
Them juis da vintena e he sugeita ao juis de fora do Crato.
Não them correio servesse do do Crato.
Dista huma legoa do Crato, e vinte e sete de Lisboa.
Não padesseo roina alguma.
Não them serra grande nem pequena.
Não them rio grande nem pequeno sómente huma ribeira pequena que corre alguns mezes no tempo do Inverno e neste mesmo tempo moem dois moinhos de moer pão que estam na mesma ribeira lemite da mesma aldea, e do mais …
O Reytor Cura Jozeph Martins
Fonte: [ANTT, Memórias Paroquiais, vol. 22, nº 79, pp. 545 a 548]

domingo, 14 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Capital do Azeite, a terra de Ferreira do Alentejo, segundo encontro nacional do sector do azeite

 
Foto e uma adaptação da fonte: http://tribunaalentejo.pt/index.php/alentejo/noticias-alentejo/baixo-alentejo/1072-ferreira-do-alentejo-capital-do-azeite-recebe-ii-encontro-nacional-do-setor.html
A “Capital do Azeite” Ferreira do Alentejo, esta terra alentejana de Ferreira do Alentejo, vai ela amigos meus do mundo, vai ela, dia 23 com fato seu domingueiro, vai ela receber o seu “II Encontro Nacional do Setor do Azeite / I Jornadas Olivum”.
Neste II Encontro Nacional do Setor do Azeite amigos meus, que pretende no fundo do coração de sua missão,  que volte apenas a agregar na resumida, à semelhança do I Encontro, ele que realizado em 2012, ampla participação das principais empresas e técnicos ligados ao Azeite em Portugal…
Sim senhora pois que é uma caneta alentejana que se lhe verga, a “Capital do Azeite” Ferreira do Alentejo” uma “Marca” que na frente, que falando de marcas amigos meus do mundo, que falando de “Marca”, poucas terras alentejanas a têm.

sábado, 13 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Estremoz, terra de Estremoz, a porta que está aberta de par em par

 
Câmara Municipal de Estremoz amigos meus, edilidade instala recentemente no Rossio Marquês de Pombal, Painel Publicitário com o objectivo de divulgar e promover os eventos locais.
Painel ele financiado através do POCTEP – Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Portugal – Espanha, com uma taxa de financiamento comunitário FEDER de 75%.
Insere-se ele na actividade de Promoção e Difusão Turística constante do projecto CTPTR – Circuito Turístico Por Terras Raianas, numa parceria que integra 12 Municípios portugueses e espanhóis situados próximo da fronteira raiana – Coria, Alcántara, Alburquerque, Valencia de Alcántara, Olivenza, Barcarrota, Jerez de los Caballeros, Campo Maior, Castelo de Vide, Marvão, Idanha-a-Nova e Estremoz.
Projecto com um custo total de 23.000€ e representa ele mais um investimento para o desenvolvimento cultural e turístico da cidade de Estremoz, para ela, – para este Alentejo - ainda ter mais Encanto…
Novo clima a um ventinho fresquinho a vindo das terras do sul e não se sabe mesmo se um dia ele passa mesmo pelo Alto Alentejo e a marca no rosto na terra a ela lhe ficará...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Mora, Fluviário de Mora, o primeiro da Europa

Reza uma história alentejana amigos meus, um casal de lontras da Ásia vindos, 2007 o Fluviário de Mora que o colonizava.
Depois de que enamorados eternamente e de ter conhecido os cantos de em casa sua e a explorarem o ambiente envolvente, 2011, a primeira reprodução, ela que é mesmo muito bem-sucedida.
Casal, assim que depois de feliz acontecimento o seu, a sua capacidade reprodutora, ele a tem mantido com uma ninhada a cada ano…


São já 10 os membros desta família de lontras, todos activamente envolvidos no cuidar das quatro crias bebés. A primeira ninhada de lontras nasceu em 2011, onde a Anita, Faísca e Bolota passaram a fazer as delícias dos visitantes e equipa do Fluviário de Mora.
Um ano depois, que a vida vai sempre para a frente, a família crescia novamente, com o casal de lontras Mariza e Cristiano Ronaldo a serem pais de uma segunda ninhada de três crias saudáveis e brincalhonas. No ano passado foram mais duas crias que fizeram esta família crescer.
Esta é uma família de lontras que é da espécie Lontra-de-garras-curtas, e ao contrário da lontra-europeia que também integra a colecção do Fluviário de Mora, formam núcleos familiares de mais de uma dezena de indivíduos. Esta espécie de lontras forma um casal para toda a vida e apenas o casal dominante se reproduz.
O Fluviário de Mora amigos meus, que abriu as suas portas em Março de 2007, é o primeiro grande aquário de água doce da Europa…

domingo, 31 de agosto de 2014

Bom Dia Alentejo, Brotas, a Lenda de Nossa Senhora das Brotas, a terra Viva de Mora

Segundo a tradição este culto teve origem na vila das Águias, mais propriamente no lugar de Brotas da Barroca, que se encontrava naquela altura completamente inabitável por ser extremamente húmido e constituído por uma grande cova cercada de ribanceiras, que a toponímia local designou de Inferno, Inferninho e Purgatório.
A lenda conta que enquanto um pastor guardava ali a sua vaca, esta por descuido escorregou e foi estatelar-se morta no fundo dessa cova.
Quando se apercebeu do sucedido, o pastor desprovido da sua principal fonte de rendimento para sustentar a sua família, confiou à Virgem o seu desgosto, implorando-lhe proteção.
De seguida começou a esfolar o animal e já depois de lhe ter cortado a pata que se tinha partido com a violência da queda, apareceu-lhe a Virgem Santíssima que lhe recomendou serenidade e pediu que fosse dizer aos moradores das Águias para lhe construírem ali uma capela e disse que assim que voltasse encontraria a vaca viva.
O pastor assim fez e quando regressou àquele local com os seus conterrâneos, a vaca já andava a pastar como se nada tivesse acontecido e da pata que lhe havia sido cortada apareceu feita uma imagem da virgem.
Pouco antes de 1424 ali se ergueu a ermida, como simples comenda da Ordem Militar de São Bento de Avis e dependente da vila das Águias. E a imagem da Nossa Senhora de Brotas ali foi conservada, com cerca de um palmo e feita de osso, harmonizando-se perfeitamente com os dados da tradição.
Uma ocasião, um pastor que andava a guardar vacas, deu com uma vaca morta, caída numa barroca, no sítio onde hoje está a igreja. Como não podia perder tudo, começou a esfolá-la para lhe aproveitar o couro. Já lhe tinha cortado uma mão, quando lhe apareceu uma Senhora, que lhe pediu que fizesse ali uma capela dedicada a Ela. Conta-se que o homem fez a imagem da Senhora, do osso da mão da vaca e que esta se levantou curada. O homem ficou pasmado e foi a correr contar a novidade à Aldeia das Águias. Todos correram a ver o milagre, levantando-se logo uma ermida, onde puseram a tal imagem de Nossa Senhora da mão da vaca.
Fonte: Joaninha Duarte, A Luz da Cal ao Canto do Lume Lisboa, Colibri, 2009 , p. 265