quarta-feira, 30 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, A Grande Guerra, Monumento aos Mortos da Grande Guerra

Foto: Vitor Oliveira, https://c2.staticflickr.com/6/5127/5336465387_3dc745da32_z.jpg
Com a presença do ministro da Guerra, o monumento foi inaugurado a 11 de Novembro de 1935.
Ele começou a ser construído, ou melhor, quando a primeira pedra foi lançada, eram os dias de 23 e 24 de Maio. O ano, o ano de 1920, a Nossa Senhora da Graça o contava.
Uma maquete e um risco original do tenente Lacerda, Lacerda Machado, mas em 1935, quando a obra foi inaugurada, o autor da obra final – amigos meus - foi o escultor Henrique Moreira…

domingo, 27 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Alandroal, Topónimo de Alandroal, a terra que se estendeu nos Alandros

 
Foto: Cláudia Almeida, http://www.aventuris.com.pt/aventuris/imagens/DSC0638.jpg
Alandro - a-landro, vem de lorandu. Incidentemente notei que ALANDROAL se formou de alandrão como meloal  de melão, Sardoal, de sardão.
Há em português muitos nomes botânicos derivados de outros do mesmo radical com a adjunção do sufixo –ão, antigo –om, por exemplo:  -arruda –arrudão; botelho (botelha) – botelhão; couve –couvão; malva – malvão; manjarico – manjericão; ortiga – ortigão, etc.
Em galego albaca – albacón; faba – fabón, malva – malvón, Ortiga – ortigón; e em francês chardon com relação ao latim cardum.
Creio que alandrão pertence à mesma categoria. A forma antiga de ALANDROAL é Landroal, como se vê nos Lusíadas, VIII, 33: Pero Rodrigues é do Landroal.
(Das Lições da Filologia Portuguesa, pelo Prof. Doutor José Leite Vasconcelos, 2.ª edição, 1926 – Pág. 461).

Em antigo português escrevia-se Lendroal, e provém-lhe o nome de grande quantidade de loendros (arbustos apocíneos que ensombram a fonte chamada do <<Mestre>> por pertencer do Mestrado de Avis, no local que foi escolhido para assento da povoação.
(Do Arquivo Histórico de Portugal, tomo I (1890) – Pág. 37).
 
É tradição que tomara esta vila o nome de Alandros, que são umas plantas com as folhas semelhantes às do louro posto que mais grossas e lisas, e a flor como rosas, das quais havia grande cópia na sua fonte, abaixo da qual fica uma grande horta que chamam do Mestre, por ser dos Mestres de Avis, no tempo em que os havia.
(Do Dicionário Geográfico do padre Luís Cardoso, tomo I – Pág.  111).

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Mora, Museu do megalítico, Mora que ele nasce

 
O município de Mora, um dos concelhos do Alentejo mais ricos em vestígios megalíticos, pretende criar um museu interactivo dedicado ao tema, aproveitando a recuperação da antiga estação ferroviária da vila. “Estamos a pensar em reunir toda essa riqueza arqueológica centrada na arte megalítica num único equipamento para a mostrarmos ao público com recurso às novas tecnologias”, adiantou à Lusa o presidente da câmara, Luís Simão.
O objectivo é criar um Museu Interactivo de Megalitismo que proporcione “uma experiência diferente” aos visitantes, que não seja baseada apenas na exposição de peças e artefactos. “Queremos um museu em que as pessoas sejam envolvidas nesse ambiente pré-histórico e possam ter experiências únicas, que mexam com os seus vários sentidos”, acrescentou.
A ideia de criar este museu insere-se na recuperação da antiga estação de comboios da CP e a sua divulgação, por parte do município, coincide com o lançamento da Carta Arqueológica do concelho. O livro O Tempo das Pedras - Carta Arqueológica de Mora é da autoria de Leonor Rocha, arqueóloga e professora da Universidade de Évora, e dá a conhecer a riqueza megalítica daquela zona alentejana.
Um potencial que a arqueóloga diz ser “interessante” valorizar através de um museu, até porque a autarquia “tem vindo a investir em megalitismo, ininterruptamente, desde há duas décadas”, o que “não é muito comum” em Portugal.
"A ideia tem vindo a germinar e faz todo o sentido”, sobretudo num formato interactivo. “As pessoas estão, neste momento, muito mais ligadas a museus que sejam dinâmicos, com recurso a imagens e sons e onde podem ver coisas diferentes”, frisou Leonor Rocha.
Segundo o autarca de Mora, está em curso o processo para “seleccionar o gabinete de arquitectura que vai elaborar o projecto de recuperação da estação ferroviária”, numa obra que deverá rondar os “dois milhões de euros”.
Naquele antigo espaço da CP, a par do museu sobre megalitismo, o projeto engloba a instalação da associação Estação Imagem, dedicada à fotografia, de uma zona de biblioteca e outra de computadores e do arquivo municipal.
“A parte mais importante e atractiva é a do núcleo museológico do megalitismo, mas o município só vai avançar com o projecto se existirem apoios comunitários”, alertou. A candidatura deverá ser apresentada a financiamento comunitário “em Abril ou Maio do próximo ano”, admitiu Luís Simão, que gostaria de ver as obras arrancarem “em 2013, para estarem concluídas em 2014”.
Leonor Rocha realçou que Mora é um dos concelhos do Alentejo com “grande diversidade e quantidade de sítios arqueológicos a nível da pré-história, entre o neolítico e o calcolítico ou bronze inicial”.
“Tem uma grande expressividade de monumentos megalíticos, como antas ou menires, que estão muito bem conservados e alguns deles são excepcionais”, assegurou a arqueóloga, que trabalha na zona desde 1994 e que, na carta arqueológica, compilou 100 anos de investigação no concelho.

(Desenho de José Pinto Nogueira)
Passados dois anos, presidente da Câmara de Mora, http://www.antenasul.pt/index.php?q=C%2FNEWSSHOW%2F3463  Luís Simão, afiança à Agência Lusa que o futuro Museu do Megalitismo vai ser um "equipamento inovador" e de "referência a nível nacional", realçando que o espaço vai possibilitar aos visitantes "sentirem-se envolvidos por aquela época".
"Museus onde estão expostas peças megalíticas há muitos, mas nós, além disso, queremos ir mais longe, porque os museus afirmam-se pela diferença", afirma, avançando que uma das principais "atrações" será um holograma de um homem das cavernas.
O futuro Museu do Megalitismo vai ocupar as antigas instalações da estação ferroviária de Mora e um edifício que está a ser construído de raiz num espaço contíguo.
A obra envolve um investimento global de 2,5 milhões de euros, sendo financiada a 85 por cento por fundos comunitários e o restante pelo Município.
O autarca alentejano indica que os trabalhos já arrancaram no terreno e que estão a decorrer em "bom ritmo", referindo que, actualmente, "estão a ser feitas as fundações do novo edifício e demolições no edifício da antiga estação".

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Elvas, Coreto do Parque da Piedade, a festa junto a Santuário Senhor Jesus da Piedade

 
O coreto do Parque da Piedade foi inaugurado em 1957 pela confraria do S. J. Piedade, desconhecendo-se tanto a sua data de construção como o seu primeiro proprietário. Actualmente é propriedade da Câmara Municipal.
Apresenta uma planta única no distrito decágono e está a 1,60 do solo, assentando em pavimento de argamassa de cimento e mosaicos.
De construção em alvenaria, cimalha e cunhais em mármore e colunas de ferro fundido, apresenta a cobertura em chapa ondulada com ferro e um rendilhado que se destaca em todo este conjunto.
Não tem acesso próprio e, quanto à iluminação, está funcional e mantém-se todo ele em bom estado de conservação. Os bancos que o circulam, as árvores que o rodeiam e a aproximação de um lago são um convite ao lazer.
Actualmente é utilizado nas festas de São Mateus, em Setembro.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra

terça-feira, 22 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Ponte de Sor, Aeródromo de Ponte de Sor, Campus Universitário está quase a nascer

Foto: pontedosor.blogspot.com
A construção de um campus universitário no aeródromo de Ponte de Sor vai arrancar até ao final do verão, num investimento de 4,2 milhões de euros, revelou este domingo à agência Lusa o presidente do município.
"As obras, provavelmente, terão início no final do verão, com um prazo de conclusão de nove a dez meses. Portanto, tudo indica que a meio de 2015 tenhamos esta obra concluída", disse Hugo Hilário, em declarações à agência Lusa.
Além da sede dos meios aéreos da Protecção Civil, o aeródromo de Ponte de Sor alberga uma empresa de manutenção de aviões ultraleves, o Aeroclube de Portugal com a vertente dos planadores e uma empresa de componentes aeronáuticos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Elvas, Coreto do Jardim Municipal, sino meia-noite tocava que a porta lhe fechava

Elvas presenteia-nos com dois coretos: o coreto do Jardim e o coreto do Parque da Piedade.
Estamos a falar do coreto do Jardim Municipal, construído em 16 de Maio de 1892 pela Câmara Municipal, que mantém a sua propriedade.
De uma forma octogonal, fica a 1,40m do solo. Com pavimentos em mosaico, cunhais e cimalha em pedra mármore, tem o gradeamento e colunas em ferro fundido, sendo a cobertura de chapa zincada lisa com estrutura em ferro rendilhado e em ferro fundido.
Mantém-se electrificado, tem acesso próprio e está em bom estado de conservação.
O coreto tem a particularidade de possuir um sino que, outrora, foi utilizado para avisar os utentes do jardim da aproximação da meia-noite e do consequente encerramento dos portões.
Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra

domingo, 20 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Nossa Senhora da Santa Maria do Tojal, olhos lá Céu como que se uniram para Sempre

 
Fonte: Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo V, p. 575
A imagem da padroeira [Santa Maria do Tojal], é de pedra, de 1m, 20, com o Menino Jesus nos braços, e este com dois pombinhos na mão. É objecto de muita devoção, do povo da villa, que lhe atribue muitos milagres. Não póde ir em procissões, por causa do seu pêso.
Segundo a lenda – querendo uns mórdomos da Senhora, vasal’a pelas costas, para ficar mais leve, á primeira martellada, rachou a imagem de meio a meio, o que vendo o canteiro, não quiz continuar a obra, e a imagem tornou a unir, sem que mais se cochecesse por onde tinha rachado.