sábado, 19 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Monforte, Fonte na Praça da República, no meio do círculo está o ponto

 
Não foi possível saber a data da construção do monumento publicado. Data da sua construção ou quando entrou ele ou ela em funções na vila de Monforte. Muito menos ainda saber quem lhe fez o risco ou a forma como lha deu.
Uma fonte com uma escadaria e de formato circular, em local aberto, a ocupar ela, parte central da Praça da República na vila de Monforte…

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Alpalhão, Cruzeiro de Alpalhão, a uma porta aberta a de uma vida

 
 
 
 
 
Foto e Texto: http://www.patrimoniocultural.pt/
Em Alpalhão ergue-se uma pequena capela quinhentista, da invocação do Calvário, junto à qual se levanta o cruzeiro classificado. Na verdade, o cruzeiro faz parte de um interessante conjunto de elementos evocativos do sacrifício de Cristo; para além da invocação da capelinha, temos a sua planta circular (rotunda) simbolizando o Santo Sepulcro, e ainda um "passo" da cruz representado no adro murado, também circular.
O cruzeiro, datando igualmente de Quinhentos, mas muito possivelmente anterior à construção do templo, é constituído por uma coluna oitavada lisa, assente em três degraus quadrangulares, sustentando uma plataforma de planta octogonal onde se levanta a cruz.
Esta é uma cruz latina, composta por dois troncos octogonais, exibindo a figura do Crucificado numa das faces, e uma representação de São João Evangelista amparando a Virgem na outra face. As figuras são de bom talhe, com delicados panejamentos, de pregas naturalistas, cuidados detalhes e considerável precisão anatómica.
A cabeça de Cristo, sobrepujada por filactera com a inscrição INRI no topo da cruz, inclina-se para a direita, cingida pela coroa de espinhos, e os seus pés assenta numa pequena peanha.
O grupo constituído pela Virgem e São João Evangelista é tradicional na representação do Calvário, recordando o momento em que o discípulo tomou a Maria como sua própria mãe.
Como último apontamento, note-se que os degraus da base da coluna foram reconstruídos em meados do século XX, na sequência das obras aí efectuadas pela Junta de Freguesia de Alpalhão, quando o bloco de granito original foi demolido…

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Santa Susana, Alcácer do Sal, o Retiro e o Centro Budista da Europa

 
Foto: http://www.papeisdeparedehd.com/walls/estatua_de_buda-normal.jpg
Portugal vai inaugurar em Setembro, a fazer fé no jornal "Correio da Manhã", um dos maiores centros de retiros do budismo tibetano na Europa. Um espaço com cerca de 100 hectares, ele tem como objectivo, ele quer colocar este Alentejo – o meu e o vosso - na rota internacional do turismo religioso budista.
O centro, este centro, ele é o primeiro desta dimensão em Portugal e na Europa. É uma iniciativa do Centro de Estudos Tibetanos Pendê Ling. A sede está no Estoril. É uma comunidade de praticantes com quase uma década de existência.
O espaço, que fica localizado próximo de Santa Susana, em Alcácer do Sal, nasceu para possibilitar um treino "tradicional e mais intenso" aos alunos budistas e para permitir convidar para Portugal "mestres de renome na tradição meditativa tibetana", disse à agência Lusa o Lama Guyrme, um dos mestres que rege o centro do Estoril.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Chafurdão do Vale da Bexiga, Castelo de Vide, Solidão, Património ao Abandono

 
 
 
 
 
Foto e Fonte: José Caldeira Martins
Encimando um relevo ameno, em toda a sua volta livre de arvoredo que o esconda, fica este monumento à incúria e ao desleixo da nossa geração.
Muito perto da Freguesia de Alpalhão, mas já no concelho de Castelo de Vide…

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Moura, A Bica de Santa Comba, uma Fonte, a vida viva de alguns mermúrios

 
A Bica de Santa Comba, terras de Moura amigos meus, terras de Moura, tem a estátua da Santa que, em Córdoba, terra do seu nascimento, padeceu o martírio no ano de 853, durante a peregrinação aos Cristãos no reinado do Califa Mahomet.
Chafariz reconstruído em 1891, construído sobre outro já assinalado na planta de Duarte d’Armas, cuja existência parece datar do séc. XVI. A água que abastece esta fonte provém de uma das três fontes situadas no recinto do Castelo, com reconhecidas propriedades minero-medicinais.
A bica de Santa Comba tem a data de 1891, no entanto, existem documentos que, em 1555, esta fonte, eles já a referem.

Bom Dia Alentejo, Pelourinho de Água de Peixes, Alvito, os peixes saíram da água

 
Foto: http://hjaphotos.blogspot.pt/2011_11_28_archive.html
Todo ele em calcário. De pedra aparelhada e muito desgastada, levanta-se o fuste cilíndrico, liso, desprovido de capitel ou remate numa base de três degraus quadrados.
Pelourinho de Água de Peixes está localizado na freguesia de Alvito e no concelho do mesmo nome.

domingo, 13 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Portalegre, uma Cidade vai pela serra, uma terra olha o vale

 
O que corre não passa duma lenda deixar-nos supor a origem desta formosa cidade do Alto Alentejo mais favorecida pela natureza do que pelos homens.
Frei Amador Arrais conta-nos que a cidade foi edificada com o material que se aproveitou da cidade de Medobriga, fundada por Brigo, 4.º rei de Espanha.
Mais nos diz que tudo isto se passou cerca de 1900 anos antes da era cristã. Segundo a lenda teria sido um filho de Baco, de nome Lysias, que um dia, achando lindas estas paragens, mandou edificar uma fortaleza e um templo que consagrou a Dionísio ou Baco.
Tais construções teriam existido no sítio onde está a ermida de S. Cristóvão, sítio que domina a cidade actual. Ali perto, o arroio que corre, ainda hoje é chamado o ribeiro do Baco.
Embora faltem os elementos necessários para o provar, o que parece averiguado é que PORTALEGRE já existia nos tempos dos romanos, ainda que com outra localização não longe da actual.
Segundo a mesma lenda, Lysias, ao fundar a povoação, deu-lhe o nome AMAYA ou AMEYA. A origem de tal nome deve ter vindo do de uma filha do fundador citado, chamada MAIA. Ambos foram sepultados no referido templo.
Os romanos não mudaram o nome e a AMAYA ou AMEYA tornou-se em ruínas e ficou sem população, devido às lutas constantes da Idade Média.
Em 1259, D. Afonso III mandou-a reedificar em sítio onde existiam umas vendas que eram conhecidas por Portelos. Deve ter vindo daqui e da beleza do local o nome Portalegre.
As vendas de Portelos supõe-se que existiriam no local onde mais tarde se edificou a Igreja de S. Bartolomeu, que também já não existe. À volta deste sítio se foram então construindo edifícios com os materiais que existiam da extinta, ou quase, AMAYA.
Aconteceu, porém, coisa idêntica com a nova povoação, pois as lutas entre mouros e cristãos continuaram e no seu horror e na sua violência a destruiram.
Transformada em ruínas, os habitantes que sobreviveram tiveram que a abandonar.
Em 1290, D. Dinis mandou construir um forte castelo, que já também não existe, duas cercas de possantes muralhas, que tinham doze torres e oito portas. Estas tinham os nomes de: Teresa, Postigo, de Alegrete, de Elvas, de Evora, do Espírito Santo, de S. Francisco e do Bispo ou de Crato, algumas das quais ainda existem. As muralhas estão igualmente em bom estado de conservação.
O mais notável é que D. Dinis veio a tirar a prova de resistência da fortificação. A população de Portalegre tomou o partido de seu irmão D. Afonso, o qual se orgulhava do senhorio da localidade. O rei teve de pôr cerco à vila, cerco que durou cerca de cinco meses, acabando pela rendição dos sitiados.
D. João III criou o bispado em 1549.
Há uma versão que diz ter vindo o nome da cidade de PORTALEGRE de Portus Alacer. Portus era um sítio entre Penha de S. Tomé e o Cabeço do Mouro e Alecer veio da bela situação da povoação.
Da Crónica de Portalegre, de Casimiro Mourato, inserta no Boletim da Casa do Alentejo, Ano XIX, Maio de 1954, N.º 205.
 
PORTALEGRE derivou de Porto Alegre. Porto significou (como já no latim portus) passagem e neste sentido também se empregou e emprega em português a significar passo ou terra entre montes.
O adjectivo alegre de certo qualificou a alegria da paisagem. Como se sabe, a paisagem é idílica naquele porto alegre, enquadrado pela Serra de S. Mamede e alturas de Marvão e Castelo de Vide.
Note-se que as pessoas de fora dizem Purtalegre; mas Pórtalégre é a pronúncia popular, o que ajuda a confirmar a formação: porto-alegre.
O povo e a Língua, do Prof. Vasco Botelho de Amaral, inserto no Mensário das Casas do Povo – Ano IV (Outubro de 1949) – N.º 40 – Pág. 16