quarta-feira, 16 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Santa Susana, Alcácer do Sal, o Retiro e o Centro Budista da Europa

 
Foto: http://www.papeisdeparedehd.com/walls/estatua_de_buda-normal.jpg
Portugal vai inaugurar em Setembro, a fazer fé no jornal "Correio da Manhã", um dos maiores centros de retiros do budismo tibetano na Europa. Um espaço com cerca de 100 hectares, ele tem como objectivo, ele quer colocar este Alentejo – o meu e o vosso - na rota internacional do turismo religioso budista.
O centro, este centro, ele é o primeiro desta dimensão em Portugal e na Europa. É uma iniciativa do Centro de Estudos Tibetanos Pendê Ling. A sede está no Estoril. É uma comunidade de praticantes com quase uma década de existência.
O espaço, que fica localizado próximo de Santa Susana, em Alcácer do Sal, nasceu para possibilitar um treino "tradicional e mais intenso" aos alunos budistas e para permitir convidar para Portugal "mestres de renome na tradição meditativa tibetana", disse à agência Lusa o Lama Guyrme, um dos mestres que rege o centro do Estoril.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Chafurdão do Vale da Bexiga, Castelo de Vide, Solidão, Património ao Abandono

 
 
 
 
 
Foto e Fonte: José Caldeira Martins
Encimando um relevo ameno, em toda a sua volta livre de arvoredo que o esconda, fica este monumento à incúria e ao desleixo da nossa geração.
Muito perto da Freguesia de Alpalhão, mas já no concelho de Castelo de Vide…

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Moura, A Bica de Santa Comba, uma Fonte, a vida viva de alguns mermúrios

 
A Bica de Santa Comba, terras de Moura amigos meus, terras de Moura, tem a estátua da Santa que, em Córdoba, terra do seu nascimento, padeceu o martírio no ano de 853, durante a peregrinação aos Cristãos no reinado do Califa Mahomet.
Chafariz reconstruído em 1891, construído sobre outro já assinalado na planta de Duarte d’Armas, cuja existência parece datar do séc. XVI. A água que abastece esta fonte provém de uma das três fontes situadas no recinto do Castelo, com reconhecidas propriedades minero-medicinais.
A bica de Santa Comba tem a data de 1891, no entanto, existem documentos que, em 1555, esta fonte, eles já a referem.

Bom Dia Alentejo, Pelourinho de Água de Peixes, Alvito, os peixes saíram da água

 
Foto: http://hjaphotos.blogspot.pt/2011_11_28_archive.html
Todo ele em calcário. De pedra aparelhada e muito desgastada, levanta-se o fuste cilíndrico, liso, desprovido de capitel ou remate numa base de três degraus quadrados.
Pelourinho de Água de Peixes está localizado na freguesia de Alvito e no concelho do mesmo nome.

domingo, 13 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Portalegre, uma Cidade vai pela serra, uma terra olha o vale

 
O que corre não passa duma lenda deixar-nos supor a origem desta formosa cidade do Alto Alentejo mais favorecida pela natureza do que pelos homens.
Frei Amador Arrais conta-nos que a cidade foi edificada com o material que se aproveitou da cidade de Medobriga, fundada por Brigo, 4.º rei de Espanha.
Mais nos diz que tudo isto se passou cerca de 1900 anos antes da era cristã. Segundo a lenda teria sido um filho de Baco, de nome Lysias, que um dia, achando lindas estas paragens, mandou edificar uma fortaleza e um templo que consagrou a Dionísio ou Baco.
Tais construções teriam existido no sítio onde está a ermida de S. Cristóvão, sítio que domina a cidade actual. Ali perto, o arroio que corre, ainda hoje é chamado o ribeiro do Baco.
Embora faltem os elementos necessários para o provar, o que parece averiguado é que PORTALEGRE já existia nos tempos dos romanos, ainda que com outra localização não longe da actual.
Segundo a mesma lenda, Lysias, ao fundar a povoação, deu-lhe o nome AMAYA ou AMEYA. A origem de tal nome deve ter vindo do de uma filha do fundador citado, chamada MAIA. Ambos foram sepultados no referido templo.
Os romanos não mudaram o nome e a AMAYA ou AMEYA tornou-se em ruínas e ficou sem população, devido às lutas constantes da Idade Média.
Em 1259, D. Afonso III mandou-a reedificar em sítio onde existiam umas vendas que eram conhecidas por Portelos. Deve ter vindo daqui e da beleza do local o nome Portalegre.
As vendas de Portelos supõe-se que existiriam no local onde mais tarde se edificou a Igreja de S. Bartolomeu, que também já não existe. À volta deste sítio se foram então construindo edifícios com os materiais que existiam da extinta, ou quase, AMAYA.
Aconteceu, porém, coisa idêntica com a nova povoação, pois as lutas entre mouros e cristãos continuaram e no seu horror e na sua violência a destruiram.
Transformada em ruínas, os habitantes que sobreviveram tiveram que a abandonar.
Em 1290, D. Dinis mandou construir um forte castelo, que já também não existe, duas cercas de possantes muralhas, que tinham doze torres e oito portas. Estas tinham os nomes de: Teresa, Postigo, de Alegrete, de Elvas, de Evora, do Espírito Santo, de S. Francisco e do Bispo ou de Crato, algumas das quais ainda existem. As muralhas estão igualmente em bom estado de conservação.
O mais notável é que D. Dinis veio a tirar a prova de resistência da fortificação. A população de Portalegre tomou o partido de seu irmão D. Afonso, o qual se orgulhava do senhorio da localidade. O rei teve de pôr cerco à vila, cerco que durou cerca de cinco meses, acabando pela rendição dos sitiados.
D. João III criou o bispado em 1549.
Há uma versão que diz ter vindo o nome da cidade de PORTALEGRE de Portus Alacer. Portus era um sítio entre Penha de S. Tomé e o Cabeço do Mouro e Alecer veio da bela situação da povoação.
Da Crónica de Portalegre, de Casimiro Mourato, inserta no Boletim da Casa do Alentejo, Ano XIX, Maio de 1954, N.º 205.
 
PORTALEGRE derivou de Porto Alegre. Porto significou (como já no latim portus) passagem e neste sentido também se empregou e emprega em português a significar passo ou terra entre montes.
O adjectivo alegre de certo qualificou a alegria da paisagem. Como se sabe, a paisagem é idílica naquele porto alegre, enquadrado pela Serra de S. Mamede e alturas de Marvão e Castelo de Vide.
Note-se que as pessoas de fora dizem Purtalegre; mas Pórtalégre é a pronúncia popular, o que ajuda a confirmar a formação: porto-alegre.
O povo e a Língua, do Prof. Vasco Botelho de Amaral, inserto no Mensário das Casas do Povo – Ano IV (Outubro de 1949) – N.º 40 – Pág. 16

sábado, 12 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, o Padrão da Batalha dos Atoleiros, Fronteira, a porta que está fechada

 
A 6 de Abril de 1384 ter-se-á dado a Batalha dos Atoleiros, entre os partidários do Mestre de Avis e os do rei de Castela. D. Nuno Álvares Pereira comandava um pequeno exército de 1500 homens que, aparentemente nada poderiam fazer ante a superioridade dos 5000 soldados castelhanos.
Perante isto, o Condestável teve de improvisar um inédito estratagema.
No dizer de Fernão Lopes, “pôs batalha por terra”, destroçando o opositor e alcançando uma retumbante vitória, que se encontra escrita a linhas de ouro nos anais da nossa História de Portugal.
Perante isto, o acontecimento histórico registado, foi mandado construir este monumento para comemorar a batalha dos Atoleiros, que se travou nos arredores da vila de Fronteira, na qual, em 1384, o D. Nuno Álvares Pereira lá venceu os compadres nossos espanhóis.

O mais interessante deste monumento, é não saber mesmo quem foi “o pai da criança” ou assim quem lhe fez o risco ou o mandou construir e o ano em que ele nasceu. Até ao momento, blogue tem andado a procurar e não encontrou mesmo nada sobre assunto. E depois também diz, muito ingrata assim a situação e é mesmo muita injusta…

Mais grave ainda, é dando assim uma olhada no link do blogue, o “Notícias de Arronches”, http://arronchesemnoticias.blogspot.pt/2009/04/fronteira-comemora-625-anos-da-batalha.html onde se pode ler, “Foi com surpresa que no final da tarde do primeiro dia de festas podemos constatar a indignação de um grupo de 14 turistas que pretendiam visitar o Padrão da Batalha dos Atoleiros e encontraram o portão da estrada de acesso ao monumento fechada a cadeado e uma placa informando tratar-se de “Propriedade Privada”, sem qualquer outra informação aos visitantes, das duas uma ou o monumento foi vendido a particulares ou o seu acesso foi vedado abusivamente, em suma uma falta respeito pelos visitantes, assim se vai promovendo o turismo no Alentejo…No mínimo deveriam colocar no local uma placa informando de horários, dias ou mesmo de quantos em quantos anos permitem o acesso ao monumento, talvez apenas se possa visitar nos dias em que se realizem Cerimónias Militares, isto por respeito ou temor aos militares”.
 
Até ao presente e no presente a situação não mudou mesmo nada. Como dizia um amigo encontrado recentemente, “não está acessível a visitas; se é um investimento Público não pode estar ao benefício exclusivo de uma entidade Privada. Há aí qualquer coisa que não consegui perceber”.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, a Estátua do cavalo Alter Real, Alter do Chão, a Cavalo de sangue azul ele nunca se abate


15 de Outubro de 2005, população de Alter do Chão lá estava em festa.
A sentir um sonho seu que é alcançado ou o puro desejo finalmente cumprido que há muito o acalentava.  Estátua do cavalo de Alter do Chão que nascia. A homenagem de um simbolismo entre o animal e a vila. A forte ligação que há séculos existia. Um dia festivo que o povo e a terra que a via ou o via.
Réplica de uma obra ela talhada em bronze. Teve como modelo o cavalo "Oheide", exemplar nascido na Coudelaria de Alter.

O cavalo, fundido em bronze, encontra-se em posição de Alta Escola – o “Trote Elevado” – de forma a evidenciar os atributos físicos e as capacidades da raça, e está assente sobre uma calote esférica forrada a calçada de mármore, onde se destaca um dinâmico espelho de água, contando, também, à noite, com uma iluminação periférica.
Trata-se de uma estátua equestre em bronze, um projecto conjunto dos escultores Maria Leal da Costa e Luís Valadares, e do Arquitecto José Manuel Coelho Vila.

 
Bom Dia Alentejo!