sábado, 28 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Avis, Peça de Ourivesaria, Herdade do Castelo, Bembelide, o ouro está na Lisboa

 
 
Peça de ourivesaria, datada da Idade do Bronze Médio, encontra-se na exposição permanente do Museu nacional de Arqueologia, sala “Tesouros da Arqueologia Portuguesa”.
Adquirida por J. L. Vasconcelos em 1913, ao achador, Estevão Marques, que a encontrou casualmente, no decurso dos trabalhos agrícolas na Herdade do Castelo, debaixo de um sobreiro.
“não apareceram ao pé nem cacos, nem ossos, nem pedras de sepultura, nem mais nada… que paguei a sessenta centavos cada grama; suateram-me vinte e três escudos (conta redonda). Adquiri-as em Avis em Abril de 1913, por intermédio do meu amigo L. Antonio Oaes. Comprei-os directamente ao achador” (J. L. Vasconcelos)
Este conjunto de três espirais não possuía qualquer contexto arqueológico, uma vez que não foi encontrado nenhum espólio associado. Poderá tratar-se de um pequeno tesouro.

Bom Dia Alentejo!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Arronches, Vila de Arronches, Brasão antigo das armas ele se destaca

 

Em termos de arquitectura civil, realce-se o edifício dos paços do concelho. Ao século XVI ele remonta no tempo. Sofreu alterações nos dois séculos seguintes.
A fachada possui ao centro o brasão da vila, que consta de um castelo com o escudo das quinas, onde se pode ler: "Estas são as armas desta nobre vila de Arronches". E assim amigos meus, Junta de Freguesia de Assunção, edilidade assim anuncia ao mundo.

Bom Dia Alentejo!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Montoito, Topónimo de Montoito, terra do Redondo, a água baptismal que o homem renascia



Montoito, uma freguesia do Redondo.
Sobre o nome da Freguesia, durante um certo período, indistintamente Montoito ou por Vale Longo, nada de concreto, se sabe.
Todavia, a constituição da palavra Monte-outo, que derivara em Montouto e posteriormente em Montoito advirá possivelmente da existência de um número de oito montes alentejanos, cujo o trabalho e o incremento da actividade agrícola terão dado origem à criação de um agregado populacional.
Poderá ainda derivar da palavra outo, que significa palheiro, apresentando-se inicialmente como uma região forrageira.
É, no entanto, uma palavra formada, curiosamente, por oito letras, inferindo o algarismo oito a simbologia de “regeneração” – forma central entre o quadrado, respeitante à ordem terrestre, e o círculo, relacionado com a eternidade. Foi número emblemático que na mística cosmogónica medieval representava as “águas baptismais”.
Fonte: Dicionário Enciclopédico das Freguesias
 

Bom Dia Alentejo!
 

domingo, 22 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, a Chança, a Igreja Matriz, as terras de Alter do Chão com um abraço aberto

 
Um templo modificado por várias vezes. Só a torre sineira conserva a traça primitiva, típica do final do século XVI, com cunhais de cantaria rematados por pirâmides e cúpula afunilada, sobreposta por um catavento de ferro forjado.
Nas paredes exteriores da igreja, conservam-se ainda, embora deterioradas, algumas cruzes da Via Sacra, em azulejo do século XVII.
Na capela-mor estão quatro painéis, do século XVI, muito repintados e sem valor artístico. No corpo da igreja, encontra-se a sepultura de Manuel Pires Rebelo, capitão-mor da Vila, falecido em 1744.
Fonte: Luis Keil, Inventário Artistico de Portugal, 1943
 
Dicionário Enciclopédico das Freguesias também lá diz, “1872, o edifício derruiu por completo, vindo a ser restaurado em 1879. Durante esse espaço de tempo, serviu de igreja matriz a antiga e desaparecida capela do Mártir”.
 
Bom Dia Alentejo!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, a Barragem da Lameira, terra de Alter do Chão, Cunheira a Chança a Aldeia da Mata, a terra de azul ao mar

 
A herdade da Lameira uma herdade com mil hectares. Ela situada nas terras de Alter do Chão. Uns anos atrás, - este espaço a seguir vos dará conta -, nesta herdade da Lameira foi construída uma grande barragem. Como uma coisa nunca vem só, melhor dizendo tudo está relacionado com tudo, um hotel rural que o nome não me é permitido dizer, aqui nesta herdade Lameira assentou arraiais e, com uma oferta de lazer e turística muito boa, com a pura excelência da qualidade ele por aqui ficou, vos direi amigos meus do mundo, por esta Herdade da Lameira…


“A barragem da Lameira foi mandada construir pelo Senhor Dr. Jorge de Bastos no ano de 1961. O paredão foi construído em 28 dias e 28 noites, sem haver um dia de descanso.
Máquinas para a construção:
1 Camioneta com um depósito de água.
1 Tractor normal
1 Pé de carneiro
3 Motos Cecrepa
3 Catapiller
Havia quinze motoristas para se revezarem nas máquinas.
Já no ano de 1963 houve na Lameira tanques de arroz da água da Barragem.
O descarregador e outras obras que a barragem tem não entram no tempo dos 28 dias, assim como os muitos dias que levou a cobrir de cascalho a parte de dentro do paredão; essas pedras foram apanhadas das muitas que há espalhadas pela herdade, por mulheres da nossa terra e das povoações vizinhas.
Constou-se na altura, que foi avaliada em mil e quinhentos contos a construção da barragem, e que a comparticipação do Estado foi de mil e duzentos contos, mas a empreitada, incluindo as valas de rega, foram tomadas por novecentos contos.
Dos trezentos contos que restaram, chegou para mandar construir o açude na ribeira e os respectivos canos e ainda saiu deste dinheiro dez contos que o Senhor Jorge Bastos ofereceu ao Senhor Dr. Agostinho Marques Grácio para mandar construir o chafariz que está no Curral da Lameira, pertencendo hoje ao Senhor Francisco Caldeira Amieiro. No chafariz só se gastou seis contos.
Este chafariz fazia muito jeito aos trabalhadores do Senhor Dr. Jorge, foi a razão por que fez essa oferta".
Fonte: “A Nossa Terra, João Guerreiro da Purificação, Associação de Amizade e Terceira Idade, Aldeia da Mata, 2000


Bom Dia Alentejo!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Bom Alentejo, a terra de Alpalhão, uma Memória a paroquial em terra a sua

 
Fica esta Villa na provincia de Alemtejo, bispado, e comarca de Portalegre, he de El Rey nosso senhor; ahinda que tem algumas terras da comenda, como Montalvão; Niza; que se chamão terras do mestrado; e da comenda desta, que he da Ordem de Christo, he o seu comendador o Excelentissimo Duque de Lafõens: tem quatrocentos e vinte fogos, e mil e quatrocentas pessoas, sugeitas á huma so freguezia de Nossa Senhora da Graça, igreja aprezentada por El Rey na Meza da Conciencia por concurso, com vigario, que tem dous moyos de trigo, e meyo, vinte oito mil reis, cincoenta e dous almudes de vinho, e o pe de altar trinta mil reis: tem coadjuntor, com dous moyos de trigo, seis mil
reis, vinte e cinco almudes de vinho: thezoureyro, com hum moyo e quinze alqueires de trigo, tres arrobas de cera lavrada, cinco mil reis; oitó alqueires de azeyte: esta igreja tem seis altares, da Senhora da Graça que he o orago, da Senhora da Purificação, do Menino Deos, da Senhora do Rozario, da capela do Arcediago, e das Almas: tem quatro irmandades, a que chamão confrarias, a das Almas, a do Rosario, a das a das Chagas, e da Senhora da Purificação. Está esta Villa situada em hum campo, mais ahinda que plano, tem sua altura, donde se avista Montalvão distante duas legoas, Niza outras duas, Castelo Branco oito, Vila Velha quatro, e Arês duas, Castelo de Vide duas: o seu termo
tem por todas as partes meya legoa, muito fecundo de senteyo, feyjão e milho meudo, e algum trigo: há nella Mizericordia com provedor, e irmãos, e hospital, erecta pella devoção e doaçans dos devotos, que farão e fazem de renda regularmente cem mil reis, e cento e trinta mil reis: tem capitão mayor, dous capitaens da ordenança, hum de auxiliares, e hum sargento mor: fora da Villa tem hua ermida de S. Antonio, outra de S. Sebastiam, e do Calvario; e outra, meya legoa distante, de Nossa Senhora da Redonda imagem muito milagroza, e de grande veneração, não so para os desta Villa, mas tambem para as circumvizinhas, ahonde vem com muitas romarias de Veram, e os da
 
Fonte:http://4.bp.blogspot.com/_QCsVx7QrrCA/S56l_ZOObtI/AAAAAAAAAW8/KuqKC5PCS7A/s400/Nova+imagem.bmp
nobreza com provizão de El Rey para fazeremos [sic] gastos à custa dos bens do concelho: dentro, tem duas ermidas, a de S. Pedro, e da Santa Caza da Mizericordia: tem dous juízes ordinarios, escrivam da camera, escrivão dos orphãos, escrivão do judicial e notas alcayde: a Mizericordia governa-se pello compromisso de Lisboa: tem esta Villa finalmente seu sinal de muralha, que he ao redor huma parede mais larga arruinada, e quazi posta no alicerce, e hum castelo no meyo com huma das quatro faces, arruinada pellos castelhanos em Mayo de mil e settecentos e quatro, este pello terremoto foi so o que padeceo nesta Villa perder huma pequena parte la do alto da mesma face offendida; que as outras tres se conservão inteiras. Dista de Portalegre quatro legoas, de Lisboa trinta e duas.
Ha mais huma ribeyra, que, por fazer ao rio Sor, lhe deu a sua origem; que he
junto a Aldea da Lagoa, termo de Portalegre3, ahonde de huns regatos se forma, e na distancia de duas legoas á esta Villa por cujo termo passa, faz seis moinhos, que moem nos annos bem regulados, de Outubro athe Mayo.
Pella pequenhez deste termo alcançarão os moradores desta Villa provizoens dos senhores reys passados para serem os pastos comuns, e poderem entrar com os seus gados no termo da Villa de Niza.
Ha mais outra ribejra ou riozinho chamado Figueyrô, de tão excelentes bordalos, que entrando hum homem desta villa, em huma igreja da cidade de Coimbra, a tempo, que se faziam exorcismos a hum energumeno (pessoa, que nunca veyo á esta terra, nem o conhecia) disse o Diabo = oh homem de Alpalham! bons bordalos de Figueyrô! oh oh!
=. E por não acabar com o Diabo, guarde Deos a quem me manda fazer este papel.
Alpalhão, de Abril 4 de 1758.
O vigario Fr. Manuel Alvarez da Sylva
Fonte: [ANTT, Memórias Paroquiais, Vol. 3, nº 16, pp. 141 a 144]



Bom Dia Alentejo!