sábado, 26 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, Fonte D`Alter, Aldeia da Malta, a terra do sorriso a unir

Esta fonte é muito simples, com as bicas e um enorme bebedouro, onde antigamente os animais bebiam quando por ali passavam... Uma das fontes de Aldeia da Mata, situada na estrada da Estação e que liga Aldeia a Alter do Chão...talvez daí o nome...
Via “Ana Carita”
Esta fonte, embora tivesse mudado de local, não mudou de nome. A sua origem foi de mergulho, e situava-se no antigo caminho do apeadeiro, junto à parede que divide as tapadas dos Senhores Narciso Jorge e Henrique Gomes Branco".
Lia “A Nossa Terra, João Guerreiro da Purificação, Associação de Amizade e Terceira Idade, Aldeia da Mata, 2000”
 
Bom Dia Alentejo!

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Ponte de Sor, a uma Lá passagem

Está edificada em solo plano e pouco mimoso, junto do rio Sor, que aqui tem uma ponte. O nome provém-lhe desse rio, e da respectiva ponte…
(Do Domingo Ilustrado, Vol. III (1899) – Pág. 635).
 
Foi um território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida. Parece datar desta altura a fixação do nome da terra, devido à existência de uma Ponte, construída por aquele povo, sobre o Rio Sor.
Terá sido erguida no terceiro milénio depois de Cristo, no tempo do imperador Marco Aurélio Probo, constituindo-se então no maior monumento de toda a estrada romana até Mérida.
Tinha dez arcos de volta redonda, muito semelhantes aos da Ponte de Seda, ou Vila Formosa.
Apesar de forte, - amigos meus – já não existia em 1438, aquando do início da construção das muralhas da vila.
Foi um território importante desde a época romana, integrado que estava na terceira via militar romana que de Lisboa se dirigia a Mérida.
O seu nome parece também vir desse período: está relacionado com a existência de uma primitiva ponte sobre o Rio Sor, muito provavelmente no terceiro milénio da nossa Era.
A ponte desapareceu entretanto. Segundo alguns autores, aqui se situava a cidade romana de Matusaro.
Dicionário Enciclopédico das Freguesias.

O nome deriva-lhe do rio e de uma enorme ponte de pedra construída pelos romanos, de que não restam vestígios.
Perde-se na noite dos tempos a data da sua fundação, ignorando-se quem foram os primeiros fundadores.
Sabe-se por um marco miliário que existe no Museu Arqueológico dos Jerónimos e que foi encontrado na estrada em direcção a Alter do Chão, que a ponte já existia no tempo do Imperador Marco Aurélio Probo, que foi aclamado pelas suas tropas no ano 276 de J. C., e por elas morto em 282.
– Aqui existiu a povoação de Matusarum que alguns escritores dizem ter sido uma cidade, que era uma das estações do percurso da 3.º via militar romana de Lisboa a Mérida, e demora entre as estações de Aritium Pretorium (Benavente) e Abeltério (Alter do Chão).
(Das Notas Históricas e Descritivas do Concelho de Ponte de Sor – por Primo Pedro da Conceição – inserto na Pág. 898 do tomo II do Álbum Alentejano).

 Bom Dia Alentejo.

Foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=460892933965467&set=a.262939623760800.69012.100001342941971&type=1&theater

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, a grande Crato, a terra do Vale do Peso nascia no Rodo


No sítio de Rodo (leia-se Ródo) foi o antigo Vale do Peso e ainda lá há alicerces. As crianças morreram todas com a quantidade de formigas que apareceram; as mães deixaram as crianças em casa e quando voltaram acharam-nas cheias de formigas. Por isso a povoação se mudou para o actual Vale do Peso, concelho do Crato.

Fonte: José Leite de Vasconcellos, Contos Populares e Lendas II Coimbra, por ordem da universidade, 1966, p. 868
 
 Bom Dia Alentejo!
 
 
 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, Sousel, Topónimo de Sousel. Eia vamos a ele

Foi fundada por o famoso condestavel, D. Nuno Alvares Pereira, em 1387. Consta que foi este mesmo D. Nuno que lhe poz o nome, porque, estando para dar aqui uma batalha aos castelhanos, lhe vieram dizer (quando elle estava orando) que o inimigo se aproximava – ao que elle, apromptando-se para a peleja, respondeu – «Ora, sus a el» fraze commum n’aquelle tempo, e como quem diz – Eia! vamos a elle.

Fonte: PINHO LEAL, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo IX, p. 453
 
Bom Dia Alentejo!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, Aldeia da Mata, a lei das migas nasceu no Crato

A lei das migas foi feita por trabalhadores do campo para eles mesmos. Também havia multas e penas leves que tinham que ser cumpridas por faltas que eles faziam à hora das refeições.
Não vou falar das migas que o trabalhador fazia para si ou para dois ou três, mas das migas para dez, quinze ou vinte homens, com preceitos a cumprir.
Faziam-se as migas numa caldeira ou num tacho, que depois de feitas ficavam na caldeira. Era esta retirada do lume e colocada em cima de uns cepos para dar mais altura.

Feito isto, e chegada a hora da refeição, os trabalhadores colocavam-se à volta da caldeira; mas o tamanho desta variava, conforme os trabalhadores a comer, e só depois de estarem nesta posição e com a colher na mão, podiam começar a refeição, mas da seguinte maneira.
Tinham de comer com o boné ou o chapéu na cabeça e só assim podiam dirigir-se à caldeira e tirar uma colher de migas, mas sempre do seu lado, e aí desse que tirasse migas do outro lado de outro colega, depois afastava-se um metro ou mais.
O trabalhador podia voltar as costas à caldeira e ir comer a colher das migas para o seu lugar, e ao acabar o que estava na colher, tornava a fazer o mesmo até ter vontade ou haver na caldeira.
Não era permitido falar perto dela.
As multas variavam.
Uns dias eram sardinhas, outros era vinho ou bacalhau, e tinham que chegar para todos comerem e beberem da multa.
Este uso era cumprido pelos trabalhadores, e muito respeitado, como se jurassem não partir a corrente que vinha dos antigos camaradas.
 
Fonte: A Nossa Terra, João Guerreiro da Purificação, Associação de Amizade e Terceira Idade, Aldeia da Mata, 2000
 
Bom Dia Alentejo
 
 
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Bom Dia Alentejo, a Oliveira dos Namorados, amados no amor ardente, a pura terra das terras do Alvito

 
"Oliveira dos Namorados" que hoje se encontra no largo Dr. João Fernandes da Silveira, esta fotografia, a árvore, a oliveira ainda estava no local original.
Esta oliveira é conhecida como a Oliveira dos Namorados, por alguns casais namorarem no seu interior, antes de ter sido trazida da Serra para a Vila de Alvito. Presentemente plantada junto ao castelo (pousada) de Alvito, esta anciã, provavelmente milenar, foi transplantada para este local nas últimas décadas.
 
 
Como se pode constatar pela imagem anterior, o seu tronco é oco e está completamente aberto, sendo composto de três partes. Apesar disso, a árvore aparenta um bom estado vegetativo.
O seu P.A.P. é de 6,28 metros, mas a respectiva copa não apresenta porte significativo, provavelmente devido a podas recentes.
No entanto, é um dos exemplares referidos no notável trabalho de levantamento feito pelo engenheiro Ernesto Goes, no livro "Árvores Monumentais de Portugal".


Por fim, numa ligeira, por Aviso nº 1 de 7/01/2010, da Autoridade Florestal Nacional, informa-se que foi classificada de interesse público uma árvore da espécie Olea europaea L. var. europaea, vulgarmente conhecida por oliveira, existente junto ao Castelo de Alvito, actualmente Pousada de Portugal. Uma história a ter um final feliz, ai no meu país...
Fonte:
(http://alvitrando.blogs.sapo.pt/1338962.html
http://arvores-do-sul.blogspot.pt/2008/07/oliveira-dos-namorados-do-alvito.html
http://www.freguesias.pt/portal/destaque.php?cod=020301&id=1171

Bom Dia Alentejo!
 

Bom Dia Alentejo, Coreto do Crato, uma terra do Crato para visitar


A sua construção data de um período entre 1930 e 1940, possivelmente uma iniciativa da Câmara desse tempo., que é a actual proprietária.
No local existiu uma igreja que se julga ter sido dedicada a Santo Amaro e, segundo testemunhos orais, foi autora do projecto do coreto a Arquitecta Levina Ferreira.
Obedece a uma planta octogonal com 2,80m de lado e fica à altura de 1,60m do solo. A cobertura deste coreto, em chapa de zinco, difere da de todos os outros pela sua forma em “abóboda”.
Construído em alvenaria de pedra e cal, com pavimento em argamassa de cimento, possui ainda um lindo portão em ferro forjado, que dá acesso a uma escadaria em pedra de granito.
Mantém iluminação própria e está em bom estado de conservação.
Situado no jardim da vila, rodeiam-no plantas de várias espécies e arbustos.

Fonte: Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra

 Bom Dia Alentejo!