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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, a terra de Alegrete, povo de Portalegre, a Bruxa, a Lua que casava com a Terra

Eram seres terríveis, a qualquer hora do dia ou da noite. Eram velhas muito feias que só tinham artes de fazer o mal, em especial às crianças. Particularmente quando as crianças eram muito bonitas.
Coitadinhas, se fossem vistas por uma bruxa ficavam logo doentes (era o mau olhado) e algumas até morriam.
Parece-nos hoje (2001) impossível que alguém acreditasse que uma pobre mulher pudesse causar doença a alguém só através do olhar; mas é um facto bastante recente que algumas pessoas associavam uma situação de doença de um familiar ao facto de simplesmente se ter cruzado (ou sido visto) por uma bruxa.
Chegava a haver casos em que a própria mãe era considerada bruxa pela própria filha, que a impedia de ver os netos (pequenos e bonitos).
A bruxa era sempre uma mulher velha a quem se queria mal, e ela vingava-se causando todos os males em árvores que se secavam ou nunca davam fruto, a qualquer animal que adoecia ou morria, além de poder a família toda doente!
Para além disso apareciam de noite, com uma lanterna e uma vassoura, sobre a qual cavalgavam loucamente atravessando ribeiras, sem se molhar. Outras vezes juntavam-se várias bruxas numa encruzilhada onde dançavam e aí, desgraçado de quem por ali passasse.
Fonte: Alegrete : histórico, urbano e rural – João Manuel Marques Parente - pág. 79 – 2003 – Edições Colibri

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, o Lobisomem, terra de Alegrete, povo de Portalegre, a história uma povo a contava

 
Dizia-se, não se sabe desde quando, nem porquê, que fulano ou sicrano era lobisomem! E o que era ser lobisomem?
Era alguém que tinha o condão, ou a sina, ou a fatalidade, de se transformar em qualquer outro animal. Durante a noite sentiam uma ânsia, saiam de casa, tiravam a roupa e rebolavam-se no sítio onde tivesse estado esse animal.
Imediatamente o seu corpo se transformava até ficar semelhante ao desse animal, e tinham de percorrer sete léguas até se cansarem e voltarem ao mesmo lugar. Ali chegados rebolavam-se e retomavam à sua forma humana.
Dizia-se que chegavam a sua casa sujos exaustos pelas suas correrias. Mas enquanto vagueavam ou corriam através de vereda se campos eram perigosos porque desejavam que alguém os picasse e lhes fizesse sangue. Se tal acontecesse ele retomaria a sua forma humana, logo ali, e seria o outro (o que o picasse) que passaria a ser o lobisomem. Para isso investiam contra as pessoas contra quem se cruzassem. Enfim um perigo, um horror!
Fonte: Alegrete : histórico, urbano e rural – João Manuel Marques Parente - pág. 79 – 2003 – Edições Colibri
 
Bom Dia Alentejo!