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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, a Fonte da Boneca, a fotografia que o boneco não lhe ficou

 
As Imagens que estás vendo que mes compadres e minhas comadres, 16 de Julho de 2009 foram roubadas e depois recuperadas pela PJ em parceria com a Guardia Civil de Espanha, na região sul de Espanha, elas que lá regressaram a esta fonte, a doce seu lar, a 19 de Março de 2010. Assim que lá foi uma viagem vadia para estes dois Elfos que depois lá esgotados a casa sua regressaram.
Sua construção foi na cidade de Portalegre no ano de 1894. Sua história anais que reza, a do seu nascimento, foi ela que construída para receber soberano rei e senhor, o D. Carlos I. A verdade pois que vos diga, mes compadres e minhas comadres, na grande história longa deste Alentejo, a verdade sabeis, o soberano que nunca lá apareceu.
Foto: O Bicho, http://fotociclista.blogspot.pt/2010/07/fonte-542.html
Assim numa ligeira pois para terminar mês compadres e minhas comadres, Fonte da Boneca teve o risco e o talho da Firma Germano José Salles e Filhos, de Lisboa. Foi talhada em lioz pelos artistas e ela apresenta um estilo neoclássico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Bom Dia Alentejo, a Portalegre, Fonte do Jardim do Tarro, a vitória com um v da Vida

 
Construída na década de 1960 – ai mes compadres e minhas comadres o sabeis lá – tem à sua frente um pequeno lago que se pode atravessar em passadeiras circulares – a parecer seda – ai amigos meus do mundo a quem pisa.
Foto: Casimiro Carrajola, http://www.panoramio.com/photo/18435811
De força que ela continua e que é de vida. Sempre a assapar a um todo o pano. Das entranhas dela que sai o azul branco do céu. A fresquidão a pureza, os lábios a boca do corpo de um homem e uma mulher, - ai meu Deus – a boca quando se aproxima, a natureza como a toca, a leveza circula e caminha na cidade de Portalegre.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, Senatório de Portalegre, tuberculose matava

A 24 de Junho de 1901 era fundada em Portalegre a delegação local da Assistência Nacional aos tuberculosos, presidida pelo Bispo da Diocese e que teve como dinamizador o Dr. Francisco António Rodrigues de Gusmão (filho).
Em 1903 iniciaram-se as diligências para a construção de um sanatório, cujo projecto foi confiado ao arquitecto Rual Lino.
O concurso para arrematação da construção foi publicado no Diário do Governo de 25 de Agosto de 1904, sendo adjudicada a João Francisco Macedo.
A inauguração do sanatório, designado Hospital Suburbano de Portalegre ocorreu a 3 de Outubro de 1908, sendo nomeado seu director clínico o Dr. Rodrigues Gusmão.
Fonte: António Ventura e Aurélio Bentes Bravo, O Postal Ilustrado de Portalegre/primeiro quartel do séc. XX, Edições Colibri, Câmara Municipal de Portalegre

Foto: Sérgio Namorado, http://bloguecentelha.blogspot.pt/2013/12/um-pormenor-esquecido-de-portalegre.html

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, A Grande Guerra, Monumento aos Mortos da Grande Guerra

Foto: Vitor Oliveira, https://c2.staticflickr.com/6/5127/5336465387_3dc745da32_z.jpg
Com a presença do ministro da Guerra, o monumento foi inaugurado a 11 de Novembro de 1935.
Ele começou a ser construído, ou melhor, quando a primeira pedra foi lançada, eram os dias de 23 e 24 de Maio. O ano, o ano de 1920, a Nossa Senhora da Graça o contava.
Uma maquete e um risco original do tenente Lacerda, Lacerda Machado, mas em 1935, quando a obra foi inaugurada, o autor da obra final – amigos meus - foi o escultor Henrique Moreira…

domingo, 13 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Topónimo de Portalegre, uma Cidade vai pela serra, uma terra olha o vale

 
O que corre não passa duma lenda deixar-nos supor a origem desta formosa cidade do Alto Alentejo mais favorecida pela natureza do que pelos homens.
Frei Amador Arrais conta-nos que a cidade foi edificada com o material que se aproveitou da cidade de Medobriga, fundada por Brigo, 4.º rei de Espanha.
Mais nos diz que tudo isto se passou cerca de 1900 anos antes da era cristã. Segundo a lenda teria sido um filho de Baco, de nome Lysias, que um dia, achando lindas estas paragens, mandou edificar uma fortaleza e um templo que consagrou a Dionísio ou Baco.
Tais construções teriam existido no sítio onde está a ermida de S. Cristóvão, sítio que domina a cidade actual. Ali perto, o arroio que corre, ainda hoje é chamado o ribeiro do Baco.
Embora faltem os elementos necessários para o provar, o que parece averiguado é que PORTALEGRE já existia nos tempos dos romanos, ainda que com outra localização não longe da actual.
Segundo a mesma lenda, Lysias, ao fundar a povoação, deu-lhe o nome AMAYA ou AMEYA. A origem de tal nome deve ter vindo do de uma filha do fundador citado, chamada MAIA. Ambos foram sepultados no referido templo.
Os romanos não mudaram o nome e a AMAYA ou AMEYA tornou-se em ruínas e ficou sem população, devido às lutas constantes da Idade Média.
Em 1259, D. Afonso III mandou-a reedificar em sítio onde existiam umas vendas que eram conhecidas por Portelos. Deve ter vindo daqui e da beleza do local o nome Portalegre.
As vendas de Portelos supõe-se que existiriam no local onde mais tarde se edificou a Igreja de S. Bartolomeu, que também já não existe. À volta deste sítio se foram então construindo edifícios com os materiais que existiam da extinta, ou quase, AMAYA.
Aconteceu, porém, coisa idêntica com a nova povoação, pois as lutas entre mouros e cristãos continuaram e no seu horror e na sua violência a destruiram.
Transformada em ruínas, os habitantes que sobreviveram tiveram que a abandonar.
Em 1290, D. Dinis mandou construir um forte castelo, que já também não existe, duas cercas de possantes muralhas, que tinham doze torres e oito portas. Estas tinham os nomes de: Teresa, Postigo, de Alegrete, de Elvas, de Evora, do Espírito Santo, de S. Francisco e do Bispo ou de Crato, algumas das quais ainda existem. As muralhas estão igualmente em bom estado de conservação.
O mais notável é que D. Dinis veio a tirar a prova de resistência da fortificação. A população de Portalegre tomou o partido de seu irmão D. Afonso, o qual se orgulhava do senhorio da localidade. O rei teve de pôr cerco à vila, cerco que durou cerca de cinco meses, acabando pela rendição dos sitiados.
D. João III criou o bispado em 1549.
Há uma versão que diz ter vindo o nome da cidade de PORTALEGRE de Portus Alacer. Portus era um sítio entre Penha de S. Tomé e o Cabeço do Mouro e Alecer veio da bela situação da povoação.
Da Crónica de Portalegre, de Casimiro Mourato, inserta no Boletim da Casa do Alentejo, Ano XIX, Maio de 1954, N.º 205.
 
PORTALEGRE derivou de Porto Alegre. Porto significou (como já no latim portus) passagem e neste sentido também se empregou e emprega em português a significar passo ou terra entre montes.
O adjectivo alegre de certo qualificou a alegria da paisagem. Como se sabe, a paisagem é idílica naquele porto alegre, enquadrado pela Serra de S. Mamede e alturas de Marvão e Castelo de Vide.
Note-se que as pessoas de fora dizem Purtalegre; mas Pórtalégre é a pronúncia popular, o que ajuda a confirmar a formação: porto-alegre.
O povo e a Língua, do Prof. Vasco Botelho de Amaral, inserto no Mensário das Casas do Povo – Ano IV (Outubro de 1949) – N.º 40 – Pág. 16

terça-feira, 3 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Portalegre, José Duro, poeta decadente que lá partiu cedo

 
Na linda cidade de Portalegre, no ano de 22 de Outubro de 1875, na ditosa urbe nascia José António Duro.
Filho de mãe solteira a dona Maria da Assunção Cardoso, e de pai industrial José António Duro. Morre em Lisboa, com 23 anos, a 18 de Janeiro de 1899, um poeta decadentista português.
Foi a tuberculose que o atacava e o marcava, foi ela talvez a ter muita preponderância no seu temperamento escuro, comunicava a sua morte que era certa e próxima, que veio a acontecer alguns dias da publicação do seu livro, Fel, ele escrito no ano de 1898.
A prostituição, a morte, a tuberculose e o desespero são os temas mais recorrentes da sua poesia, por muitos considerada a concretização mais negativista das correntes estéticas decadentistas em Portugal.
Na Escola Politécnica de Lisboa, enquanto aluno, José Duro – como era mais conhecido - desenvolveu o seu interesse pela literatura, a nacional e estrangeira, onde sofre uma influência de diversos autores, como Baudelaire, António Nobre e outros jovens simbolistas de Coimbra, bem como de Antero de Quental, Guerra Junqueiro e Cesário Verde.
Para a memória do poeta José Duro, no ano de 1944, a 23 de Julho de 1944, por iniciativa dos estudantes portalegrenses, na linda cidade de Portalegre, foi erguido o memorial que a foto mostra no lindo Jardim da Corredora. Os versos ali transcritos, da autoria de José Duro, são recordados por todo o estudante que se preze.

Bom Dia Alentejo!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, a terra de Nisa, a Lenda da Moira Parturiente de Nisa, a deusa Fortuna um dia disse e abalou

 
Havia uma mulher em Nisa que era parteira, e foi-lhe bater à porta, fora de horas, um homem. Ela levantou-se e veio à rua, onde estava o mesmo indivíduo à espera, o qual era desconhecido dela. Acompanhou o homem para fora da vila e ia muito assustada, porém não dizia nada. Chegaram a um sítio, onde estava um penedo com uma abertura à maneira de uma janela. Ele disse para a mulher:
 — Entre.
 A parteira entrou e viu uma mulher, que estava muito aflita, para ter uma criança. A parteira arranjou a mulher e arranjou a criança e depois perguntou se queriam que ela fizesse alguma coisa. Ela disse que não e pegou numa pá de carvão e encheu-lhe a abada. Foi acompanhá-la até à porta. A mulher, como não fez caso do carvão, foi deixando este pelo caminho a pouco e pouco, ficando-lhe no avental apenas, por acaso, uns três ou quatro bagos.
 Despediu-se do homem e foi-se deitar. Ao despir-se, aqueles bagos caíram no chão, sem ela dar por isso. De manhã, quando se levantou, viu que os carvões se tinham transformado em peças de ouro. Ficou muito desgostosa de não ter trazido tudo, e voltou fora a ver se achava mais peças. Porém, não achou nada.
 O homem era um moiro e a mulher que estava de parto era moira. 

Fonte: José Leite de Vasconcellos, Contos Populares e Lendas II Coimbra, por ordem da universidade, 1966, p. 744-745
Foto: http://obviousmag.org/archives/uploads/2009/09120403_obvious.pt_rochedo.jpg

Bom Dia Alentejo!