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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Bom Dia Alentejo, São Brás dos Matos ou Mina do Bugalho, Alandroal, a prata e o ouro que abalava


São Brás dos Matos ou Mina do Bugalho é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal.
Constituída por uma só Aldeia (Mina do Bugalho) e um lugar (são Brás dos Matos). A aldeia que foi formada aqui, ela nasce por causa das antigas minas. Esta terra chama-se Mina do Bugalho, o seu topónimo assim se pensa, havia aqui muitos minérios, por isso, amigos meus, se construíram minas.
Esta gente rude, esta gente que vivia debaixo da terra, estes mineiros, eles viviam, eles moravam na herdade do Bugalho. Que primeiro lá construíram casas e formaram uma aldeia, uma terra, com o nome Mina do Bugalho.
Os minérios explorados, amigos do mundo, era a pirite, o cobre, o enxofre, o volfrâmio, a prata e ouro, mas estes havia em poucas quantidades.

O minério explorado era assim para exportação e servia ele também, ele, para segurar as necessidades do país.
Estes minérios e estas pratas ou lá ouros, eles deixaram de ser explorados, entenderam que já não valia assim a pena, vai assim a fazer mais ou menos uns cem anos.
A parte antiga desta graciosa aldeia, ela situa-se num vale, de onde, a vista ou lá olho, pode ver um imponente Palacete, terras de um hotel, onde viviam nele, os donos e os engenheiros das minas também.
Esta parte antiga, formada ela por diversas ruas e largos, mas o largo Principal, o coração destas vidas, destas gentes, Largo de São Brás denominado, local onde se localiza o grandioso Arco, onde se pesava o minério.

domingo, 15 de março de 2015

Bom Dia Alentejo, Borba, Monumento aos Dadores de Sangue, a uma terra amor e regeneração

 

Localizado assim mes compadres e minhas comadres, na rotunda que intersecta a Avenida dos Bombeiros Voluntários com a EN 255, foi inaugurado no dia 8 de Julho de 2006, integrado no programa do XXIII Convívio Nacional e XVII Convívio Internacional de Dadores Benévolos de Sangue, que juntou nesta terra linda de Borba, pois compadre dirá a vossemecês, assim cerca de 1.400 dadores de sangue de todo o país.

Fonte e Foto: http://www.cm-borba.pt/pt/visitar/cidade/monumentos-de-homenagem
Monumento em Homenagem aos Dadores de Sangue, sob a forma de um coração, foi esculpido pelo escultor espanhol José Manuel Montiel Pulido em mármore da região, com a inscrição de um poema da autoria do poeta popular borbense António Prates, “Sangue é vida que se doa, numa terna e grata prova, do amor de uma pessoa, que pratica a Boa Nova”, inscrito também em braille…

segunda-feira, 2 de março de 2015

Bom Dia Alentejo, Fonte e Chafariz do Telheiro, Monsaraz, a um gosto a Reguengos de Monsaraz

 
Fonte e Chafariz do Telheiro, a um gótico. Chafariz que ficou concluído em 1422, construído em alvenaria grossa, rematada por merlões piramidais. Fonte setecentista, de construção regional, decorada por frontões com enrolamento. Em 1930 foram feitas diversas obras, pois assim mes compadres, para reformar esta construção…
 

domingo, 1 de março de 2015

Bom Dia Alentejo, Borba, Monumento ao Bombeiro, a um profissional de coração

  
 
De forma a demonstrar a gratidão e reconhecimento pelo trabalho prestado pelos bombeiros ao concelho, sempre ao lado dos mais desprotegidos e da segurança das populações, a autarquia inaugurou no dia 24 de Setembro de 2005 um Monumento de Homenagem aos Bombeiros Voluntários na Avenida dos Bombeiros Voluntários de Borba, a poucos metros do quartel da corporação de Bombeiros Voluntários de Borba.


Para a elaboração deste monumento, da autoria de Norberto Alpalhão, foi utilizado mármore do concelho, oferecido gentilmente pelas empresas A. Bento Vermelho, Lda, Criamármores, Lda e Plácido José Simões, S.A., e o trabalho de escultura foi efectuado pelo escultor borbense António Pereira Anselmo.

Foto e Fonte: http://www.cm-borba.pt/pt/site-visitar/cidade/monumentos%20de%20homenagem/Paginas/bombeiros-volunt%C3%A1rios.aspx

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Évora, Rotunda Manuel Francisco, a Manel que tinha uma gaita

Com outros cidadãos e alguns autarcas, pois se dirá a vossemecês mes compadres e minhas comadres, Manuel Francisco, compadre foi um dos principais promotores da Volta ao Alentejo em Bicicleta - prova mais importante do panorama ciclista da região e que teve em 2012 a sua 30ª edição.

Foto: Felix Stowe, http://www.panoramio.com/photo/99189415
“Manel da Gaita” foi um empresário do ramo das duas rodas que na sua juventude se notabilizou como ciclista, representando as cores do Juventude Sport Clube, tendo mais tarde sido treinador da equipa de ciclismo do mesmo clube.
A escultura, mes comadres e minhas comadres, a obra de arte mostrada nas fotos, a peça escultórica, ela representa três bicicletas "em movimento”, e pretende a sua linha e o traço o simbolizo e a paixão que o eborense Manuel Francisco, ou Manel da Gaita como por todos era conhecido, sempre dedicou ao ciclismo.
 
Foto e Fonte: http://www.geocaching.com/geocache/GC3RB2G_rotunda-manel-da-gaita?guid=8705d0dc-a8b4-4007-9c5b-89318a7e5c23
É uma peça concebida por Miguel Araújo e criada por Alberto Silva, que se encontra instalada desde 2009 na agora denominada ‘Rotunda Manuel Francisco’, na entrada sul da cidade de Évora, assim no lugar da Horta das Figueiras.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, a Rotunda ao Bombeiro, Évora, a terra a do homem da paz

 
O conjunto escultórico, da autoria de Armindo Alípio Pinto, é a expressão de uma homenagem da cidade de Évora aos seus bombeiros voluntários, que teve lugar em 1991.
Edificado pela Câmara Municipal na rotunda junto à Escola Secundária Gabriel Pereira (uma das primeiras rotundas a ser construída na cidade) pretende simbolizar o perfil de um capacete de protecção.
 
 
 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Apodo de Reguengos de Monsaraz, a terra da vinha

À medida que a histórica vila de Monsaraz – bastião importante da linha defensiva da fonteira – perdia importância militar, deixando mesmo de ser sede de concelho, em 1836, as terras de Reguenguinho, Ramila e Mon Real assumiam notoriedade económica e administrativa, tendo sido criado, ipso facto o concelho de Vila Nova de Reguengos (hoje Reguengos de Monsaraz), em 1840, que secundarizou, definitivamente, a povoação de Monsararaz.
Ditos tópicos: Filhos d´ácêpa; As mulheres são borrachêras.
 
Foto: Paulo Moreira, http://retratosdeportugal.blogspot.pt/search/label/Reguengos%20de%20Monsaraz
- Bom Dia Alentejo!
Olá compadres e minhas comadres e lá assim malta, venham daí. Venham a elas.
Sabeis que assim pois compadres e minhas comadres, graciosa terra assim uma terra de - muitos bons vinhos, e uns afamados muitos bons néctares do deus Baco, possuidora ela, eu estou dizendo a vossemecês compadres, de grandes vinhas, com belas e vistosas cepas. Assim pois que o entendeis lá, os seus habitantes passam por ser amigos da pinga, isto é Filhos d`ácêpa.
E as mulheres – estas minhas e doces lindas desta minha terra, esta alentejana – por extensão pois que vos direi a vossemecês mes compadres, mas provavelmente sem grande proveito, passam a ser conhecidas por Borrachêras, como rezam os seguintes versos rifaneiros: As do Campino são bruxas;/ de S. Marcos, feiticeiras,;/ da Cumeada manhosas;/ de Reguengos, borrachêras.
Fonte: J. A. David de Morais, Ditos e Apodos Colectivos, Estudo de Antropologia Social no Distrito de Évora.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, Mourão, Topónimo de Mourão, a terra da Cova da Moura

 
Foi esta povoação fundada pelos árabes no século XI, os quais lhe construíram as primeiras fortificações, e lhe deram o nome de Mogron, que significa – lapa, cova ou caverna – talvez por causa de alguma que ali encontrassem, do tempo dos celtas ou dos antigos lusitanos.
Parece que esteve abandonada e deserta, durante os reinados de D. Afonso Henriques, D. Sancho I e D. Afonso II, porque só temos notícias positivas de MOURÃO, corrupção de Mogron, no reinado de D. Sancho II, em que D. Gonçalo Egas, prior da Ordem Militar de S. João de Jerusalém, depois de Malta, a povoou em 1226, dando-lhe foral, que foi confirmado e muito ampliado por D. Dinis, por carta feita em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1296.
(Do Arquivo Histórico de Portugal – Vol. II – 1890 – Pág. 194).
Da sua fundação nenhumas notícias históricas se possuem, devendo-se relegar para o campo da imaginação o pouco que a tal respeito se encontre num ou noutro escritor.
O que acerca da origem árabe do seu nome almogron, tremoceiro e morron, lapa ou caverna, se tem dito não passa de gramática parda pois a tal respeito consultei o meu erudito e destinto amigo e colega Dr. David Lopes, eminente professor de árabe.
O termo MOURÃO provém de Moura de cujo alfoz teria feito parte em remotos tempos.
(Do Concelho de Mourão – por Dr. Agostinho Fortes – inserto no Álbum Alentejano – Tomo II (Distrito de Évora) – 1935 – Pág. 422).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Bom Dia Alentejo, S. Sebastião de Giesteira, Apodo de S. Sebastião de Giesteira, no extremo do Arco-da-Velha lhe está o tesouro

 
A freguesia de S. Sebastião de Giesteira pertence ao concelho de Évora.
Apodo colectivo e dito tópico: P`lacos, São do arco-da-velha.
Os seus rivais, os vizinhos da Boa Fé, chamam aos giesteirenses P`lacos (por Polacos), dado os de S. Sebastião da Giesteira lhes chamarem Trucos (Trucos, por metátese de Turcos) – e lhe estarás assim entendendo, mes compadres e minhas comadres -. Trucos e P´lacos –seriam assim pois sabeis – como que habitantes de “terras do fim do mundo”…
Todavia, - compadres e minhas comadres – os habitantes do Escoural chamam aos habitantes da Giesteira Placos por uma razão diversa (seriam indivíduos que deslocaram a placa de sinalização), e isso teria a ver com a deslocação de uma placa indicadora do limite entre as duas freguesias, que pertencem a concelhos diferentes (S. Sebastião pertence a Évora e o Escoural pertence a Montemor-o-Novo – e o compreendereis assim mes compadres e que minhas comadres.
Foto: Almanaque Místico, http://almanaquemistico.blogspot.pt/2013/02/a-lenda-do-arco-iris.html
Quanto à zombaria São do arco-da-velha, M. P., um doente nosso, de 72 anos (25/05/1996) diz-nos que o arco-da-velha é ali utilizado para designar o arco-íris. Popularmente – pois o compadre o diz -, afirma-se que no extremo do arco-íris está guardado um tesouro. Assim, - que compadre lá termina pois sabeis – quando o arco-íris aparece, os de São Sebastião da Giesteira andam desnorteados, à procura do extremo do arco-da-velha…
Ai ai e que ai, é lindo não é, que mes compadres e minhas comadres? E eu, que pois para terminar no cante da vadia alentejana, eu que vos digo, é puro Alentejo de um ar muita puro.
Fonte: J. A. David de Morais, Ditos e Apodos Colectivos, Estudo de Antropologia Social no Distrito de Évora.

sábado, 13 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Estremoz, terra de Estremoz, a porta que está aberta de par em par

 
Câmara Municipal de Estremoz amigos meus, edilidade instala recentemente no Rossio Marquês de Pombal, Painel Publicitário com o objectivo de divulgar e promover os eventos locais.
Painel ele financiado através do POCTEP – Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Portugal – Espanha, com uma taxa de financiamento comunitário FEDER de 75%.
Insere-se ele na actividade de Promoção e Difusão Turística constante do projecto CTPTR – Circuito Turístico Por Terras Raianas, numa parceria que integra 12 Municípios portugueses e espanhóis situados próximo da fronteira raiana – Coria, Alcántara, Alburquerque, Valencia de Alcántara, Olivenza, Barcarrota, Jerez de los Caballeros, Campo Maior, Castelo de Vide, Marvão, Idanha-a-Nova e Estremoz.
Projecto com um custo total de 23.000€ e representa ele mais um investimento para o desenvolvimento cultural e turístico da cidade de Estremoz, para ela, – para este Alentejo - ainda ter mais Encanto…
Novo clima a um ventinho fresquinho a vindo das terras do sul e não se sabe mesmo se um dia ele passa mesmo pelo Alto Alentejo e a marca no rosto na terra a ela lhe ficará...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bom Dia Alentejo, Mora, Fluviário de Mora, o primeiro da Europa

Reza uma história alentejana amigos meus, um casal de lontras da Ásia vindos, 2007 o Fluviário de Mora que o colonizava.
Depois de que enamorados eternamente e de ter conhecido os cantos de em casa sua e a explorarem o ambiente envolvente, 2011, a primeira reprodução, ela que é mesmo muito bem-sucedida.
Casal, assim que depois de feliz acontecimento o seu, a sua capacidade reprodutora, ele a tem mantido com uma ninhada a cada ano…


São já 10 os membros desta família de lontras, todos activamente envolvidos no cuidar das quatro crias bebés. A primeira ninhada de lontras nasceu em 2011, onde a Anita, Faísca e Bolota passaram a fazer as delícias dos visitantes e equipa do Fluviário de Mora.
Um ano depois, que a vida vai sempre para a frente, a família crescia novamente, com o casal de lontras Mariza e Cristiano Ronaldo a serem pais de uma segunda ninhada de três crias saudáveis e brincalhonas. No ano passado foram mais duas crias que fizeram esta família crescer.
Esta é uma família de lontras que é da espécie Lontra-de-garras-curtas, e ao contrário da lontra-europeia que também integra a colecção do Fluviário de Mora, formam núcleos familiares de mais de uma dezena de indivíduos. Esta espécie de lontras forma um casal para toda a vida e apenas o casal dominante se reproduz.
O Fluviário de Mora amigos meus, que abriu as suas portas em Março de 2007, é o primeiro grande aquário de água doce da Europa…

domingo, 31 de agosto de 2014

Bom Dia Alentejo, Brotas, a Lenda de Nossa Senhora das Brotas, a terra Viva de Mora

Segundo a tradição este culto teve origem na vila das Águias, mais propriamente no lugar de Brotas da Barroca, que se encontrava naquela altura completamente inabitável por ser extremamente húmido e constituído por uma grande cova cercada de ribanceiras, que a toponímia local designou de Inferno, Inferninho e Purgatório.
A lenda conta que enquanto um pastor guardava ali a sua vaca, esta por descuido escorregou e foi estatelar-se morta no fundo dessa cova.
Quando se apercebeu do sucedido, o pastor desprovido da sua principal fonte de rendimento para sustentar a sua família, confiou à Virgem o seu desgosto, implorando-lhe proteção.
De seguida começou a esfolar o animal e já depois de lhe ter cortado a pata que se tinha partido com a violência da queda, apareceu-lhe a Virgem Santíssima que lhe recomendou serenidade e pediu que fosse dizer aos moradores das Águias para lhe construírem ali uma capela e disse que assim que voltasse encontraria a vaca viva.
O pastor assim fez e quando regressou àquele local com os seus conterrâneos, a vaca já andava a pastar como se nada tivesse acontecido e da pata que lhe havia sido cortada apareceu feita uma imagem da virgem.
Pouco antes de 1424 ali se ergueu a ermida, como simples comenda da Ordem Militar de São Bento de Avis e dependente da vila das Águias. E a imagem da Nossa Senhora de Brotas ali foi conservada, com cerca de um palmo e feita de osso, harmonizando-se perfeitamente com os dados da tradição.
Uma ocasião, um pastor que andava a guardar vacas, deu com uma vaca morta, caída numa barroca, no sítio onde hoje está a igreja. Como não podia perder tudo, começou a esfolá-la para lhe aproveitar o couro. Já lhe tinha cortado uma mão, quando lhe apareceu uma Senhora, que lhe pediu que fizesse ali uma capela dedicada a Ela. Conta-se que o homem fez a imagem da Senhora, do osso da mão da vaca e que esta se levantou curada. O homem ficou pasmado e foi a correr contar a novidade à Aldeia das Águias. Todos correram a ver o milagre, levantando-se logo uma ermida, onde puseram a tal imagem de Nossa Senhora da mão da vaca.
Fonte: Joaninha Duarte, A Luz da Cal ao Canto do Lume Lisboa, Colibri, 2009 , p. 265

domingo, 27 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Alandroal, Topónimo de Alandroal, a terra que se estendeu nos Alandros

 
Foto: Cláudia Almeida, http://www.aventuris.com.pt/aventuris/imagens/DSC0638.jpg
Alandro - a-landro, vem de lorandu. Incidentemente notei que ALANDROAL se formou de alandrão como meloal  de melão, Sardoal, de sardão.
Há em português muitos nomes botânicos derivados de outros do mesmo radical com a adjunção do sufixo –ão, antigo –om, por exemplo:  -arruda –arrudão; botelho (botelha) – botelhão; couve –couvão; malva – malvão; manjarico – manjericão; ortiga – ortigão, etc.
Em galego albaca – albacón; faba – fabón, malva – malvón, Ortiga – ortigón; e em francês chardon com relação ao latim cardum.
Creio que alandrão pertence à mesma categoria. A forma antiga de ALANDROAL é Landroal, como se vê nos Lusíadas, VIII, 33: Pero Rodrigues é do Landroal.
(Das Lições da Filologia Portuguesa, pelo Prof. Doutor José Leite Vasconcelos, 2.ª edição, 1926 – Pág. 461).

Em antigo português escrevia-se Lendroal, e provém-lhe o nome de grande quantidade de loendros (arbustos apocíneos que ensombram a fonte chamada do <<Mestre>> por pertencer do Mestrado de Avis, no local que foi escolhido para assento da povoação.
(Do Arquivo Histórico de Portugal, tomo I (1890) – Pág. 37).
 
É tradição que tomara esta vila o nome de Alandros, que são umas plantas com as folhas semelhantes às do louro posto que mais grossas e lisas, e a flor como rosas, das quais havia grande cópia na sua fonte, abaixo da qual fica uma grande horta que chamam do Mestre, por ser dos Mestres de Avis, no tempo em que os havia.
(Do Dicionário Geográfico do padre Luís Cardoso, tomo I – Pág.  111).

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Mora, Museu do megalítico, Mora que ele nasce

 
O município de Mora, um dos concelhos do Alentejo mais ricos em vestígios megalíticos, pretende criar um museu interactivo dedicado ao tema, aproveitando a recuperação da antiga estação ferroviária da vila. “Estamos a pensar em reunir toda essa riqueza arqueológica centrada na arte megalítica num único equipamento para a mostrarmos ao público com recurso às novas tecnologias”, adiantou à Lusa o presidente da câmara, Luís Simão.
O objectivo é criar um Museu Interactivo de Megalitismo que proporcione “uma experiência diferente” aos visitantes, que não seja baseada apenas na exposição de peças e artefactos. “Queremos um museu em que as pessoas sejam envolvidas nesse ambiente pré-histórico e possam ter experiências únicas, que mexam com os seus vários sentidos”, acrescentou.
A ideia de criar este museu insere-se na recuperação da antiga estação de comboios da CP e a sua divulgação, por parte do município, coincide com o lançamento da Carta Arqueológica do concelho. O livro O Tempo das Pedras - Carta Arqueológica de Mora é da autoria de Leonor Rocha, arqueóloga e professora da Universidade de Évora, e dá a conhecer a riqueza megalítica daquela zona alentejana.
Um potencial que a arqueóloga diz ser “interessante” valorizar através de um museu, até porque a autarquia “tem vindo a investir em megalitismo, ininterruptamente, desde há duas décadas”, o que “não é muito comum” em Portugal.
"A ideia tem vindo a germinar e faz todo o sentido”, sobretudo num formato interactivo. “As pessoas estão, neste momento, muito mais ligadas a museus que sejam dinâmicos, com recurso a imagens e sons e onde podem ver coisas diferentes”, frisou Leonor Rocha.
Segundo o autarca de Mora, está em curso o processo para “seleccionar o gabinete de arquitectura que vai elaborar o projecto de recuperação da estação ferroviária”, numa obra que deverá rondar os “dois milhões de euros”.
Naquele antigo espaço da CP, a par do museu sobre megalitismo, o projeto engloba a instalação da associação Estação Imagem, dedicada à fotografia, de uma zona de biblioteca e outra de computadores e do arquivo municipal.
“A parte mais importante e atractiva é a do núcleo museológico do megalitismo, mas o município só vai avançar com o projecto se existirem apoios comunitários”, alertou. A candidatura deverá ser apresentada a financiamento comunitário “em Abril ou Maio do próximo ano”, admitiu Luís Simão, que gostaria de ver as obras arrancarem “em 2013, para estarem concluídas em 2014”.
Leonor Rocha realçou que Mora é um dos concelhos do Alentejo com “grande diversidade e quantidade de sítios arqueológicos a nível da pré-história, entre o neolítico e o calcolítico ou bronze inicial”.
“Tem uma grande expressividade de monumentos megalíticos, como antas ou menires, que estão muito bem conservados e alguns deles são excepcionais”, assegurou a arqueóloga, que trabalha na zona desde 1994 e que, na carta arqueológica, compilou 100 anos de investigação no concelho.

(Desenho de José Pinto Nogueira)
Passados dois anos, presidente da Câmara de Mora, http://www.antenasul.pt/index.php?q=C%2FNEWSSHOW%2F3463  Luís Simão, afiança à Agência Lusa que o futuro Museu do Megalitismo vai ser um "equipamento inovador" e de "referência a nível nacional", realçando que o espaço vai possibilitar aos visitantes "sentirem-se envolvidos por aquela época".
"Museus onde estão expostas peças megalíticas há muitos, mas nós, além disso, queremos ir mais longe, porque os museus afirmam-se pela diferença", afirma, avançando que uma das principais "atrações" será um holograma de um homem das cavernas.
O futuro Museu do Megalitismo vai ocupar as antigas instalações da estação ferroviária de Mora e um edifício que está a ser construído de raiz num espaço contíguo.
A obra envolve um investimento global de 2,5 milhões de euros, sendo financiada a 85 por cento por fundos comunitários e o restante pelo Município.
O autarca alentejano indica que os trabalhos já arrancaram no terreno e que estão a decorrer em "bom ritmo", referindo que, actualmente, "estão a ser feitas as fundações do novo edifício e demolições no edifício da antiga estação".

domingo, 20 de julho de 2014

Bom Dia Alentejo, Nossa Senhora da Santa Maria do Tojal, olhos lá Céu como que se uniram para Sempre

 
Fonte: Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo V, p. 575
A imagem da padroeira [Santa Maria do Tojal], é de pedra, de 1m, 20, com o Menino Jesus nos braços, e este com dois pombinhos na mão. É objecto de muita devoção, do povo da villa, que lhe atribue muitos milagres. Não póde ir em procissões, por causa do seu pêso.
Segundo a lenda – querendo uns mórdomos da Senhora, vasal’a pelas costas, para ficar mais leve, á primeira martellada, rachou a imagem de meio a meio, o que vendo o canteiro, não quiz continuar a obra, e a imagem tornou a unir, sem que mais se cochecesse por onde tinha rachado.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Montoito, Topónimo de Montoito, terra do Redondo, a água baptismal que o homem renascia



Montoito, uma freguesia do Redondo.
Sobre o nome da Freguesia, durante um certo período, indistintamente Montoito ou por Vale Longo, nada de concreto, se sabe.
Todavia, a constituição da palavra Monte-outo, que derivara em Montouto e posteriormente em Montoito advirá possivelmente da existência de um número de oito montes alentejanos, cujo o trabalho e o incremento da actividade agrícola terão dado origem à criação de um agregado populacional.
Poderá ainda derivar da palavra outo, que significa palheiro, apresentando-se inicialmente como uma região forrageira.
É, no entanto, uma palavra formada, curiosamente, por oito letras, inferindo o algarismo oito a simbologia de “regeneração” – forma central entre o quadrado, respeitante à ordem terrestre, e o círculo, relacionado com a eternidade. Foi número emblemático que na mística cosmogónica medieval representava as “águas baptismais”.
Fonte: Dicionário Enciclopédico das Freguesias
 

Bom Dia Alentejo!
 

domingo, 15 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Monte da Sempre Noiva, Arraiolos, Lenda da Sempre Noiva, menina o amado eterno que o esperando

 
Na zona de Arraiolos e diz a lenda, e dizem que foi verdade, porque nós sabemos que as lendas têm uma base verdade mas depois; enfim, será verdade ou ficção?
Mas a Sempre Noiva há uma parte que é verdade, que existe. A história da sempre noiva é assim:
(Arraiolos, conhece Arraoilos? Tem o castelo ao pé de Évora. Arraiolos é uma aldeia histórica lindíssima, à beira da estrada que vai para Espanha. Não sei se conhece Arraiolos, mas vale a pena ir porque aquilo é lindo. Arraoilos tem o convento da Nossa Senhora da Conceição. E é a aldeia dos tapetes de Arraiolos. Sabe que ali havia muitas lendas).
Nessa zona, há uma rapariga muito bonita que mora no campo e no monte, que existe ainda hoje entre Arraiolos e a estrada de Montemor. E esse monte chama-se Sempre Noiva. Hoje é o nome dele que vem da lenda.
Uma rapariga muito bonita morava aí nesse monte. Não sabia ler, não sabia escrever, vivia com os pais que estavam no campo. O pai guardava gado. E acontece que ela nunca saiu de lá.

Mas um dia um cavaleiro andou nas suas cavalgadas naquela zona e viu a rapariga e ficou apaixonado. De maneira que decidiu casar com ela e fala com os pais para casar. E os pais dizem:
- Impossível!
Porque ele era um cavaleiro nobre que vivia em Arraiolos, no castelo, e eles estavam no vale, naqueles montes baixinhos. E ele dizia:
- É, eu vou falar aos meus pais, eu vou casar com ela. Eu venho.
Marcaram a data, marcaram tudo e ele foi falar aos pais.
Evidentemente que a rapariga no dia do casamento que estava previsto, vestiu-se de noiva e ficou no monte à espera dele. Até hoje.
Nós dizemos que ele não voltou mais. E segundo a lenda, era os pais não queriam que ele casasse com aquela rapariga do campo, se calhar, filha de um porqueiro ou de um pastor. Enfim.
De maneira que ela ficou vestida de noiva toda a vida, até morrer naquele monte. Segundo a lenda, ela está enterrada lá e segundo a lenda, ela aparece lá.
Esse monte foi baptizado a Sempre Noiva, e todos os donos desse monte mantiveram o monte sempre caiadinho de branco. Não há outra cor em lado nenhum, nem amarelo, nem o azul dos montes. É branco em todo o lado porque cada pessoa que adquire aquilo via as aparições de Sempre Noiva. E a tal bela aparecia vestida de noiva e essas terras chamam-se ainda hoje A Sempre Noiva porque ela ficou vestida de noiva à espera do célebre cavaleiro que não voltou.
Ana Azevedo, A Literatura Oral na Comunidade Emigrante Portuguesa em Montreal, Faro, Universidade do Algarve, 2002 , p. 139


Bom Dia Alentejo!

domingo, 8 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Évoramonte, Pelourinho de Évoramonte, um tronco a um longo sono eterno

 
"Pelourinho ou picota são colunas de pedra colocadas em lugar público da cidade ou vila onde eram torturados e expostos criminosos. Tinham também direito de pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal."
Depois logo de seguida, “Os Pelourinhos eram símbolos da autonomia municipal, símbolo da liberdade dos seus habitantes expressa no seu Foro próprio. O Pelourinho actual de Vila Viçosa, dos séculos XV-XVI, não assistiu a quaisquer execuções (estavam reservadas para o vizinho "Outeiro da Forca"). Após o século XV os pelourinhos deixam de ser o local privilegiado para se cumprir a pena de morte”.
Deixando pois lá polémicas e seguindo lá em frente, Câmara Municipal de Estremoz informa Sito em frente dos antigos Paços do Concelho (Rua da Convenção).
Do  monumento subsiste unicamente o plinto paralelepípedo de mármore de cunhas simples. Observando a base onde a coluna assentava esta possui vestígios evidentes de quebra.
Estilisticamente apresenta sinais de ser peça do século XVI, data em que D. Manuel I [r. 1495-1521] concedeu os conhecidos Forais de Leitura Nova e em que profusamente por todo o país se levantaram Pelourinhos, como podemos ver em Estremoz, Vila Viçosa, Terena, entre outras.
Nesta zona existem vários Pelourinhos derrubados ou desaparecidos, veja-se o exemplo de Juromenha (derrubado) e Alandroal (subsiste apenas o plinto). […]
Desta peça poucos dados históricos se conseguiu obter.
Provavelmente terá sido quebrada no século XIX, após a instauração definitiva do Constitucionalismo neste Reino, actos que aliás ocorreram em todas as suas regiões, já que os Pelourinhos eram tidos por um símbolo da opressão do anterior regime que a custo foi derrubado pela força das armas. No entanto, este era simplesmente um marco que simbolizava a autonomia judicial dos concelhos.

 
Bom Dia Alentejo!  
 

 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Bom Dia Alentejo, Borba, o Topónimo de Borba, ai foram os peixes

 
Para mim é ponto de fé que ela nasceu de alguém que tentando decifrar as antigas armas de Borba, e não o fazendo heraldicamente, achou por bem lançar essa, porque se o tivesse feito com conhecimentos de heráldica, chegaria à conclusão de que as nossas antigas armas eram bem mais racionais do que actualmente usadas pela Câmara Municipal, visto que os barbos naquela terem por missão tornarem mais saliente a abundância de água, que tanto caracteriza Borba, e estas assentarem sobre uma fantasiosa e absurda lenda, que tem a agravante de desaparecer ao mais simples raciocínio. E já que se escreveram estas descoloridas linhas, queremos também deixar expressa a nossa opinião, mas sem termos o propósito de nos Arrogarmos em autoridade sobre o assunto, visto partilharmos a do ilustre investigador Ver. Padre Gonzaga Vinagre, quando diz derivar o nome da nossa terra da palavra grega – Borboros – que significa – lama no fundo de água estagnada.
E como todos compreendem que não é crível que apareça milagrosamente um barbo dentro dum poço, então digamos sempre de futuro que não é do “Barbo” (peixe), mas sim de Borboro, Borba, que vem a origem do nome desta linda terra, que remonta aos primórdios da nacionalidade.
(Das Escavações do Passado - Origem do nome de Borba – inserto nos Brados do Alentejo, semanário estremocense, N.º 235, de 28 de Julho de 1935).
 
 

Vila e sede de concelho do distrito de Évora. Lemos algures que o nome resultou da transformação de “barbo”, conhecido peixe de água doce, mas só com muitas reservas reproduzimos o informe, mesmo a pesar de figurarem dois destas peixes (barbos) nas armas de Borba. A designação aparece também como potamónimo”.
(Dos Topónimos e Gentílicos de Xavier Fernandes, Vol. ll – 1944 – Pág. 286).

O nome desta vila não se sabe ao certo de onde provém. Os que buscam explicações em factos sem valor histórico, querem que ele venha de um barbo (peixe) aparecido, em épocas longínquas na fonte que está dentro dos muros castelo, ao pé da Igreja da Misericórdia . Outros não podendo suportar a ideia de um barbo só e abandonado na mencionada fonte, afirmam que eram dois os tais bichinhos. Se aparece por aí outro pescador de barbos, já serão quatro, e dessa forma levando o número sempre ao quadrado, concluiremos por admitir que os primeiros moradores da povoação eram todos peixes.
(Do Domingo Ilustrado, Vol. l (1897) – Pág. 181) .

Seus primeiros fundadores lhe deram o nome de Barbo, em razão de haverem achado dois desta espécie em um lago aonde está o castelo, os quais tomaram por armas da mesma vila, mandando-as esculpir em alguns lugares, porém ao presente só se vêem retratados nos espaldares das cadeiras da Câmara. Pelo decurso do tempo se veio a corromper o nome “barbo” em “Borba”.
(Das Memórias Paroquiais de 1758 tomo VII – Fl. 989 – apud O Arquólogo Português, Vol. ll – 1892 – Pág. 312) .

Bom Dia Alentejo!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Bom Dia Alentejo, Mora, Topónimo de Mora, o Presente não lhe Demora

 
A forma mais remota que conheço da sede deste concelho é AMORA, em documento de 1446, e noutro do século XV.
O Censo do Alentejo de 1527, ainda traz duas vezes<< Villa da Mora >> e só uma << Villa de Mora >>. Há ainda outra Mora, freguesia de Trás-os-Montes (Vimioso), e Amora, no concelho do Seixal, além dos derivados – Moredo, Moraes, em Trás-os-Montes, e Amoreira, Amoraias, numerosas em todo o país.
A base comum estará no latim vulgar mora, português moderno amora (com prótese do artigo feminino) que significa não só o fruto da amoreira, mas também a própria árvore, em latim clássicos ditos respectivamente << morus e morum >>.
Da Informação Particular de 1941, do Dr. Joaquim Albino da Silveira).
 

Mais de uma hipótese se pode formular sobre a origem desta designação. Relacionar-se-á com Mor contracção de Moor, que foi nome de mulher e subsiste ainda na toponímia?.
Teremos então em Mora um nome latino, mas a solução não seduz muito, até porque, em topónimos desta origem, tal elemento não aparece isolado, antes fazendo parte das expressões compostas. Talvez seja preferível fazer a aproximação morfológica de MORA e Morão, nome de localidades do Minho e Trás-os-Montes.
Morão, representado na Galiza por Morán e o mesmo que Mourão, é um caso oblíquo correspondente a Maurane (século XI), de Moura, genitivo Mauranis, nome visigótico ou, antes, latino, mas adoptado e adaptado pelos visígodos(em latim, Maurus).
O desconhecimento de formas antigas e intermediárias do topónimo dificulta a determinação do verdadeiro étimo.
Dos Topónimos e Gentílicos, de Xavier Fernandes, Vol. II – 1944 – Pág. 339). Vid. Apêndice.

É MORA de antiga fundação mas não sabe quando nem quem foi o seu fundador. Foi-lhe por D. Manuel I, dado foral em 1519 e era Comenda da Ordem de Avis.
É banhada pelo Raia que corre sossegadamente até ao sítio denominado a Fraga, onde se despenha formando uma queda que, talvez devido ao desamor pelas nossas riquezas naturais, ninguém pensou ainda aproveitar.
É a Fraga, pelo seu aspecto surpreendente, vista obrigatória de quantos por MORA passam.
Parece que o nome de MORA provém de, em tempos remotos, existir este local um Convento ou Recolhimento de frades da Ordem de Avis a que lhe davam o nome de DEMORA, porque na passagem para outros conventos, ou locais, os frades desta Ordem, aqui permaneciam até partir. Com o andar dos tempos passou a chamar-se MORA.
Fonte: Do Boletim da Casa do Alentejo – Ano XX – N.º 213 – Janeiro de 1955

Bom Dia Alentejo!